<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451</id><updated>2011-12-13T02:29:58.998-02:00</updated><title type='text'>ARTIGOS TEOLÓGICOS 02 - JOSEMAR BESSA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115774054221972881</id><published>2007-09-08T15:34:00.000-03:00</published><updated>2006-09-08T15:36:24.186-03:00</updated><title type='text'>ÍNDICE GERAL DE ARTIGOS TEOLÓGICOS</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://joseartigosindice.blogspot.com/2006/06/artigos-em-srie.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Artigos em Série&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://joseartigosindice.blogspot.com/2006/06/artigos.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Artigos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115774054221972881?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115774054221972881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115774054221972881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115774054221972881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115774054221972881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2007/09/ndice-geral-de-artigos-teolgicos.html' title='ÍNDICE GERAL DE ARTIGOS TEOLÓGICOS'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115642871539061226</id><published>2006-08-24T11:07:00.000-03:00</published><updated>2006-08-24T11:12:54.590-03:00</updated><title type='text'>A Purificação do Templo - Lloyd-Jones</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;"Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas cousas; não façais da casa de Meu Pai casa de negócio. Lembraram-se os discípulos de que está escrito: O zelo da Tua casa Me consumirá." (João 2.13-17)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Creio que, de tempos em tempos, todos consideramos o estado e a condição do mundo em que vivemos, com apreensão na mente e no coração, e este fato é inevitável e certo1. A fé cristã não é um conto de fadas. Não é algo que ignora o mundo, mas é sempre muito prática. Assim, estamos conscientes de que vivemos num mundo em constante crise, cheio de problemas. Novamente, lembramo-nos da natureza precária de qualquer tempo de paz que estejamos desfrutando, já que somos, uma vez mais, confrontados pelos conflitos, que estão longe de serem apenas conflitos de idéias e podem, a qualquer momento, se tornar embates físicos2. Então, recordamo-nos do tipo de mundo em que vivemos: um mundo de guerras, de discórdias e derramamento de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, a grande pergunta para nós é: Qual é a mensagem do Cristianismo? O que a Igreja tem a dizer? Qual é a mensagem da Bíblia à luz de tudo isso? Ainda vivemos neste mundo e temos de compartilhar as conseqüências das quais a raça humana é herdeira. Porém, somos distintos por possuir uma visão diferente de todas as coisas, e nossa tarefa é descobrir, exatamente, o que deveríamos estar pensando e falando aos nossos vizinhos que não conhecem a Cristo e estão fora da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não há dificuldade alguma em se responder às questões que mencionei acima. Está tudo muito claro. Pregamos que a Bíblia, por si só, nos dá a compreensão de por que as coisas são como são. Não há outra explicação para o mundo e sua condição, fora daquilo que a Palavra de Deus nos fornece. Conhecemos muito bem, como um fato puramente histórico, que o discurso ufanista e otimista dos homens de Estado e outros ilustres, particularmente no século 19, não se cumpriu. O mesmo ocorre com os estadistas do século 20. Sabemos que o mesmo pode ser dito sobre os pensadores e suas filosofias idealistas, sobre a teoria da evolução e do avanço. Quão ridículo tudo isso parece quando olhamos para os problemas globais! O mesmo pode ser dito a respeito dos humanistas e outros que depositam toda a sua fé na humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E nós, cristãos, o que temos a dizer? O que a Bíblia diz para todos os que acreditam nisso? Desejo mostrar a vocês que a resposta encontra-se nessas palavras do Evangelho de João. No relato de João sobre a purificação do templo, uma explicação é fornecida e somente uma única solução para o problema é apresentada a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta está em uma Pessoa abençoada. Ele é a resposta para todas as coisas. É Sua chegada a este mundo que faz a diferença e marca o ponto de transformação da História. Finaliza uma era e dá início a outra. É a “plenitude do tempo” (Gl 4.4). A resposta está em Sua vinda a este mundo, em todas as maravilhas que realizou enquanto esteve aqui e em tudo o que continua a fazer, pois desde então temos a chave para o problema. Jesus, e somente Ele, é a única solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, devo apressar-me em acrescentar que é muito importante que O escutemos como Ele é, que permitamos que Ele fale a nós. Muitos se extraviam e falham na percepção das bênçãos e dos benefícios da vida cristã apenas porque não O escutaram. Creio ser este o principal problema do presente tempo. Em vez de dar a palavra a Cristo, as pessoas preferem falar. Acrescentam suas próprias idéias ao ensino do Senhor. Distorcem e pervertem Seus ensinamentos. As pessoas estão tão ansiosas para falar que tomam emprestadas algumas de Suas idéias e imaginam que isto é Cristianismo. Por conseguinte, claro, essas pessoas perdem a bênção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Evangelhos, pode ser claramente percebido que Jesus sempre controla toda a situação quando surge em cena. Estamos estudando a festa de casamento de Caná da Galiléia, onde a situação ficou tensa e problemática pela falta de vinho e nada se podia fazer para remediá-la. Então, Ele começa a agir e o problema é solucionado. A resposta está sempre Nele. Ele comanda a situação. Afirmo que a essência da sabedoria consiste em escutá-Lo quando Ele fala. Esta é a suprema necessidade do mundo. Literalmente, não há esperança em nenhum outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das primeiras coisas que precisamos compreender é que Jesus apresenta muitas facetas. Essa falta de compreensão explica, em parte, porque muitas pessoas se extraviam. Elas sempre procuram moldar Jesus às suas próprias imagens. Algumas enfatizam somente um dos aspectos: há as que destacam apenas Sua morte na cruz, o que, para elas, é a suprema ilustração do pacifismo; há aquelas que acentuam o aspecto estético de nosso Senhor, enquanto outras focalizam, talvez em demasia, o aspecto severo. O que pretendo sublinhar é que devemos aceitar Jesus como Ele é e não tentar enquadrá-Lo a certos pontos de vista. Ele supera todos os limites que as pessoas sempre procuram impor-Lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, aqui este ponto é apresentado a nós de uma forma interessante e dramática. Detivemos nosso olhar sobre Jesus na festa de casamento em Caná da Galiléia, onde, naquela ocasião festiva, transformou água em vinho. Que quadro mais feliz é este! Temos discorrido sobre como este evento nos ensina a respeito da plenitude da bênção que Ele pode dar a todo aquele que, verdadeiramente, enxerga sua necessidade, cai aos pés do Senhor, obedece a tudo quanto o Senhor lhe ordena e espera Nele. Que bem-aventurança e alegria esta passagem nos transmite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, isto é o que lemos neste outro episódio: “Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas cousas; não façais da casa de Meu Pai casa de negócio.” É um quadro bem diferente daquele primeiro, não é mesmo? A mesma pessoa, mas um contraste impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Batista viu tudo isso e resumiu o que viu em uma afirmação notável. Quando as pessoas começaram a pensar que ele, João, era o Cristo, ele negou dizendo: “Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem O que é mais poderoso do que eu, do Qual não sou digno de desatar-Lhe as correias das sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3.16). Encontramos estas palavras: “Espírito Santo! Fogo!” As bênçãos da plenitude, o batismo do Espírito Santo – que maravilha e glória! Porém, não se esqueça de que há também o fogo. Então, João prossegue: “A Sua pá, Ele a tem na mão, para limpar completamente a Sua eira e recolher o trigo no Seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível” (v. 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, esse é o grande equívoco dos nossos tempos. Nosso Senhor tem sido considerado apenas como o Príncipe da Paz, mas nos esquecemos de que Ele também é o Rei da Justiça. Ele exerce os dois papéis. Jesus é o perfeito Salvador da humanidade – e, repito, a essência da sabedoria está em cair a Seus pés, olhar para Sua face e ouvir o que Ele tem a nos dizer. Nunca antes a Igreja e o mundo necessitaram ouvir com tamanha atenção. Não se esqueça do mundo em que você vive. Olhe-o de forma direta e justa. Não pisque diante de nada. Não encubra nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual é a mensagem que o mundo tanto precisa ouvir? Deixe-me, primeiro, colocar o que ela não é. A mensagem do Senhor e Sua Palavra não são um pensamento emocional ou geral. Há pessoas que se deixam levar pelas emoções. Normalmente, elas só pensam no Senhor em determinadas ocasiões, quando estão apenas buscando uma vaga e emocional mensagem de conforto. Claro que Ele tem consolo a nos oferecer, mas é Seu consolo, é Sua paz. Ele afirmou: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27). O Senhor não oferece uma paz que o mundo já conhece. Sua paz é composta pelos elementos da retidão, justiça e verdade. Não é simplesmente a ausência de guerras. Tampouco é uma conversa geral e vaga sobre sacrifício e seu valor intrínseco. O sacrifício é uma atitude grandiosa, maravilhosa e nobre, mas não como o mundo a utiliza. Freqüentemente, o Evangelho é transformado em um tipo de mensagem terrena sobre sacrifício, dever e coragem. Todas estas coisas são corretas, nos seus devidos lugares, mas não devem ser elevadas a tão suprema posição. Não estamos interessados em nenhuma idéia sobre sacrifício, dever e coragem que não seja diretamente derivada dos ensinamentos do Filho de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo o Evangelho é uma mensagem de conselho aos estadistas e líderes mundiais. Não é a pregação do pastor, pois este não é meu negócio. A Igreja não está aqui para dizer aos estadistas o que eles devem fazer ou não. Ela possui um chamado muito maior e mais profundo, como pretendo mostrar a você. Assim, não desperdicemos o tempo expressando nossa opinião a respeito de como as coisas deveriam estar acontecendo em períodos de crises políticas, dividindo a Igreja em grupos de posições diferentes. Tampouco é função do pregador apelar aos líderes do mundo para que promovam a paz e terminem as guerras. Sempre haverá guerras e rumores de guerras. Não é isso de modo algum! O pastor deve proclamar a verdade.&lt;br /&gt;Então, qual é a mensagem do Evangelho? É uma mensagem radical a proclamar a única esperança e o único caminho de salvação. É exatamente o que nosso Senhor fez quando foi a Jerusalém por ocasião da Páscoa, e é muito interessante que este episódio apareça aqui, nos capítulos iniciais do Evangelho de João, no começo do ministério de Jesus Cristo. Este é um dos mais significativos e cruciais eventos ocorridos durante a vida e o ministério do Senhor na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na purificação do templo, vemos o Senhor dando aos judeus uma advertência final. Ele lhes estava fornecendo uma indicação de que, a menos que obedecessem ao que Ele lhes veio anunciar, não haveria salvação para a nação judia. De fato, Jesus estava dizendo: “Ouçam as Minhas palavras e as coloquem em prática, ou estejam preparados para o ano 70 d.C.” A História nos mostra que, neste ano, as tropas romanas marcharam sobre Jerusalém e a saquearam, destruindo o templo e forçando os judeus a se espalharem entre as nações. Neste episódio, o Senhor está-lhes mostrando a única maneira de evitar aquela catástrofe.&lt;br /&gt;Grande parte do ministério de Jesus foi devotada a essa palavra. O Senhor apresentou aos judeus essa única possibilidade, essa singular esperança, e eles a rejeitaram. Então, nada lhes restou a não ser o cumprimento da destruição que fora predita. Assim, no final de Seu ministério, Jesus olhou para a cidade de Jerusalém e disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, então, está a mensagem do Senhor, que permanece inalterada para nós, hoje. Por essa razão é que desejo mostrá-la a vocês. Longe de ser uma mensagem dos líderes da Igreja aos estadistas, dizendo-lhes o que devem fazer em suas funções, ela é, primariamente, uma palavra aos cristãos e seus líderes, a fim de dizer-lhes o que eles devem fazer em sua própria esfera. Esta é a tragédia quando a Igreja tenta dizer ao mundo o que fazer e a pergunta que surge é: “A Igreja está em uma condição apropriada para agir assim?” Por isso, não deve causar surpresa o fato de o mundo não nos dar ouvidos.&lt;br /&gt;A primeira ênfase da mensagem cristã reside na verdade de que a coisa mais importante na vida de uma pessoa ou nação é o relacionamento de cada um com Deus. E tudo isso é tipificado pelo templo. Afinal de contas, o templo era o maior e mais grandioso de todos os palácios e edificações em Jerusalém. Os judeus eram o povo de Deus e era naquele lugar que o povo se reunia para cultuá-Lo e para se relacionar com Ele. Aquele local era o centro da vida da nação. Eis por que nosso Senhor não somente foi ao templo, mas reagiu daquela maneira e disse o que disse, naquela ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você ler a história dos filhos de Israel no Antigo Testamento, descobrirá que quando tudo estava em seus devidos lugares no templo e os filhos de Israel eram leais a Deus, todos os outros aspectos da vida da nação iam bem - nas guerras, na prosperidade material, e assim por diante. Porém, a partir do instante em que havia um declínio na qualidade de culto, via de regra essa deterioração também ocorria na vida das pessoas, ou seja: tais pastores, tal povo. Este tema surge ao longo de todo o Antigo Testamento. Portanto, neste incidente nosso Senhor está, como estava, indicando que esta verdade ainda é relevante, que as leis de Deus não mudam nunca e que são a única forma de as pessoas viverem em segurança e paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, há muitas frases gloriosas que expressam a mesma verdade. Aqui estão algumas delas: “Não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv 29.18), não importa quanta riqueza possuam ou quão poderosos sejam seus armamentos. “Não havendo profecia” – isso é o que controla tudo o mais. A História mostra que é possível para uma pessoa ou nação caminhar por longo tempo na visão daqueles que vieram antes deles. A queda não ocorre de forma súbita. Sempre há um declínio gradual. Porém, uma vez que essa visão se perde, você pode esperar o que estamos colhendo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja outro versículo: “A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos” (14.34). O mais importante não são as possessões, nem as riquezas ou o poder material, mas a “justiça”. E quando uma nação ou qualquer indivíduo pratica a justiça, todas as outras coisas são supridas. Nosso Senhor resumiu tudo isso em uma frase, proferida durante o Sermão do Monte: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, a ilustração mais notável seja a história de Eli, o sacerdote, encontrada em 1 Samuel. Eli era um bom homem, porém muito brando e indulgente. Ele permitia que seu sentimento e temperamento o guiassem, em lugar de ser guiado pela lei de Deus. Por conseguinte, seus dois filhos eram maus. No livro de 1 Samuel capítulo 2 você poderá ver como os filhos de Eli abusaram de suas funções de sacerdotes. Aquele pai idoso sentia-se débil para deter os filhos, de modo que eles prosseguiram no erro, juntando bens e privilégios para si mesmos por meio de seus santos ofícios, vivendo de maneira imoral e indigna. Observamos ali o declínio começar a cair sobre a casa de Deus e logo atingir toda a nação. O exército filisteu veio, e Israel foi fragorosamente derrotado, tendo o inimigo até mesmo levado embora a Arca da Aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a mensagem típica do Antigo Testamento, e agora a encontramos no Novo. Quando as coisas não vão bem no templo, tudo o mais começa a declinar. A chave para tudo é nosso relacionamento com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o princípio controlador e, inevitavelmente, surge o segundo princípio – estou apenas expondo o que encontramos aqui em João 2.13-17 –: o maior perigo que corremos é interpretar mal e abusar dos meios da graça, mediante os quais Deus fortalece nosso culto individual e nossa caminhada com Ele. Nós os usamos para alcançar nossos próprios fins e propósitos. Esta é a grande lição que os filhos de Israel colocam diante de nós, de forma dramática, aqui e mais tarde, nos acontecimentos do ano 70. O problema dos judeus é que eles sempre usavam mal o que Deus lhes dava. Como mostrado por nosso Senhor neste episódio, eles abusaram do templo. Este não foi apenas seu problema, mas a causa do trágico fim que atingiu a nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, solenemente, sugiro que a explicação para a condição crítica de muitas nações nos dias de hoje é o abuso e mau uso do “templo”: a apropriação indébita das coisas que Deus lhes deu e a utilização desta dádiva para fins indignos e egoístas. Esta sempre é a causa de todos os problemas e, com o passar do tempo, não somente será uma atitude errada, mas insana.&lt;br /&gt;Do que estou falando? Bem, com extrema freqüência em Israel, a primeira coisa que começava a dar errado quando os judeus perdiam o Espírito vivente é que eles transformavam o culto no templo em algo formal e exterior. Não existe nada mais terrível na vida de uma pessoa ou nação do que uma religião calcada no formalismo, apenas agindo de acordo com as conveniências, sem qualquer sentimento, sopro do espírito ou fé real, indo à igreja em ocasiões especiais porque é uma boa atitude. O formalismo e a ênfase no que é exterior é uma grande maldição. E não somente a história dos judeus demonstra isso, mas se você ler a história subseqüente da era cristã, encontrará exatamente a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é extraordinário nesse incidente de João 2 é que a presença de bois, ovelhas, pombas e de cambistas, por si só, não deveria ser considerada como imprópria, mas, ao contrário, até mesmo necessária. Por ocasião destas festas, as pessoas iam a Jerusalém de muito distante e não podiam trazer os animais consigo na longa viagem. Assim, era legítimo que houvesse vendedores de bois, ovelhas e pombas. Ainda, para lá afluíam pessoas de diferentes partes do mundo que traziam diferentes moedas e era necessário que houvesse cambistas para viabilizar a troca. Não havia nada de errado com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis o que estava errado: o comércio ocorria dentro do templo, e para muitas pessoas esta atividade era o único motivo para que estivessem ali. Homens estavam enriquecendo com ela. Nosso Senhor estava preocupado com o mau uso daquilo que era correto e adequado. Deus tem indicado a forma de culto para nós. Na época do Antigo Testamento, Deus instituiu os rituais exteriores do templo e o cerimonial que deveria ser obedecido. Em nossos dias, nós O cultuamos de uma forma mais interior, espiritual. Porém, o princípio permanece o mesmo, e Deus tem ordenado estas coisas.&lt;br /&gt;Aqui é que está o perigo. Corremos o risco de nos apropriarmos das coisas que o próprio Deus nos tem indicado e utilizá-las para servir nossos próprios objetivos, da nossa maneira, adequando-as aos nossos interesses e conveniências. Eis contra o que o Senhor se revolta daquela majestosa e dramática maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ser práticos a esse respeito. Você está realmente preocupado com a condição do mundo? Se estiver, este não é o momento para sentimentalismos, mas para ouvir o Filho de Deus e Sua mensagem. E creio que, nos dias em que vivemos, Ele está falando de uma forma mais intensa e urgente, especialmente à luz dos recentes acontecimentos mundiais. Isto é um assunto muito sério. É um indicativo de que algo profundo está em marcha, e acho que a principal causa é o uso, em causa própria, daquilo que Deus nos tem dado, especialmente em Sua Igreja e em Seu culto. O uso da igreja, como parte da vida da nação, é como um departamento de Estado, um cenário para grandes ocasiões e para cerimônias de batismos, casamentos e enterros. O cerimonial, dado por Deus, está sendo utilizado para nossos próprios fins e propósitos. Assim, por exemplo, cultos cristãos comemorativos são mantidos por homens e mulheres não-cristãos, conhecidos escarnecedores da fé cristã. O uso da Igreja desta maneira e a boa vontade desta em ser assim usada são abusos daquilo que Deus nos deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é importante? Bem, creio que é importante por estas razões: sustenta e fortalece a razão alegada por muitas nações nominalmente ateístas. Em tais países, o Estado e a Igreja estavam ligados de tal forma que, quando o povo desejou uma mudança no Estado, a Igreja foi envolvida. Foi a associação entre a família real russa e a Igreja Ortodoxa, especialmente representada pelo diabólico Rasputin, que levou à revolução russa. O povo abominava a Igreja. As pessoas diziam que, se aquilo fosse Cristianismo, elas não o queriam. Eis a razão pela qual elas se voltaram ao comunismo ateu. Os franceses fizeram o mesmo, por ocasião da sua revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, tudo isso tem muito a nos dizer. Podem os ingleses alegar inocência da acusação de terem utilizado a Igreja como parte de sua política de colonização? Hoje, este fato assume grande relevância porque as outrora colônias têm-se tornado nações independentes e, em muitas delas, estamos vendo a mesma história se repetir. Nesses países, a política colonial é identificada com o Cristianismo. A Igreja e o Estado estiveram juntos. A espada e o bispo, assim como o foram no passado, estão entrelaçados, e quando um é rejeitado, o outro sofre o mesmo tratamento. Estes assuntos são vitais e muito sérios. Se a Igreja for utilizada como parte de uma política colonialista ou como parte de uma tentativa de impor a civilização ocidental a essas nações, então, quando houver uma rebelião contra o Ocidente, a Igreja também será envolvida no conflito. Colhemos apenas o que plantamos e os resultados não devem nos surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve o risco, especialmente na Primeira Guerra Mundial, de usar a Igreja como um tipo de posto glorificado de recrutamento. A mensagem cristã foi transformada em apelos para heroísmo, sacrifício e coragem, em benefício dos interesses do Estado. Por isso, não deve ser motivo de espanto o fato de multidões estarem fora da Igreja. As pessoas não são tolas. Elas observam estas coisas e muitas reagiram de modo violento ao que aconteceu na Primeira Grande Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, à parte de tudo isso, há muitos que utilizaram a Igreja, e ainda o fazem, simplesmente para propagar teorias e ensinamentos humanos. Alguns até mesmo defendem o comunismo em nome do Cristianismo. Eles passam adiante suas próprias filosofias, sempre pregando a política e lidando com assuntos materiais, mas usando as Escrituras, a terminologia e idéias fora de seu verdadeiro significado, sempre visando a seus próprios interesses. Além disso, com freqüência, a Igreja tem sido inocente o suficiente para permitir-se ser usada pela cultura. Muitas pessoas vão aos cultos cristãos apenas para ouvir as músicas, sem demonstrar interesse por nada mais. E a Igreja tem-se permitido ser utilizada pela música, pela arte e por outros movimentos artísticos. Outros têm usado a Igreja para servir à sua ambição pessoal, buscando uma carreira bem-sucedida e avanços mundanos. Quantas vezes se disse no passado, que nas famílias tradicionais, o filho mais velho ia servir a Marinha, o segundo, o Exército e, então, lá no fim da linhagem, o mais novo ia servir a Igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso é, simplesmente, apropriação indébita. Aqui nós vemos a ovelha, os bois, as pombas e os cambistas. E esta é a razão pela qual multidões estão fora da Igreja. As pessoas argumentam: “Se isto é Cristianismo, não temos interesse.”&lt;br /&gt;Portanto, a história de nosso Senhor no templo é relevante, não acha? Foi Jesus quem expulsou os animais e cambistas do interior do templo. Não estou expressando aqui minhas próprias opiniões. Estamos estudando Suas reações quando foi a Jerusalém, por ocasião da Páscoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, meu próximo princípio é que, nos dias de hoje, é de suprema necessidade que as pessoas conheçam a presença do Senhor em poder, na Igreja. Eis por que não estou pregando sobre fatos políticos. A necessidade não é para que algo aconteça no meio governamental, mas no meio da Igreja. Por que razão os estadistas a ignoram? Porque a Igreja não detém nenhum poder. Já houve tempos em que os estadistas davam ouvidos a ela. Pense em John Knox pregando a mensagem e, sentada na audiência, a rainha da Escócia ouvindo e tremendo. Esta é a ordem certa. Porém, isto somente acontece quando Cristo está presente no templo, com poder. Assim, ao olhar para o mundo e lembrar das duas guerras mundiais e toda a devastação que trouxeram, ao ver o que está acontecendo a multidões de pessoas, padecendo de dores diferentes em muitos lugares, quando percebo as sombrias possibilidades existentes, eu afirmo que a mensagem necessária é esta que surge quando Cristo entra no templo e começa a falar e a agir. E, portanto, se você e eu estamos sinceramente preocupados com a situação atual e os rumos que o mundo está tomando, nossa primeira tarefa é orar pedindo um reavivamento na Igreja. Não é dizer coisas ao mundo, mas buscar este poder que nos tornará capazes de falar ao mundo de tal maneira que as pessoas temerão ao nos ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, devemos examinar o que Ele faz quando aparece em cena. “Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém” - e as coisas começaram a acontecer. E o que descobrimos? Imediatamente, vemos a manifestação de Sua glória, de Sua autoridade, de Seu zelo e poder. Você percebeu, ao ler esta passagem, que isto é um milagre? Foi tão milagroso como a transformação da água em vinho, na festa de casamento em Caná da Galiléia. Olhe para esses homens, ricos e espertos, comercializando no interior do templo e, ainda assim, uma pessoa indefesa, somente munida com uma espécie de chicote feito de cordas, os expulsou a todos daquele lugar, com suas ovelhas e bois. Após ter feito isso, voltando-se para os homens que vendiam pombas, disse: “Tirai daqui estas cousas.” Então, Ele vira as mesas dos cambistas, e joga ao chão todo o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como uma coisa dessas pode acontecer por meio de uma única pessoa, munida de um chicote improvisado? Há somente uma resposta possível, qual seja: é a manifestação de Sua glória, assim como na festa de casamento. Lembre-se do que lemos ao final daquela passagem: “Com este, deu Jesus princípio a Seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a Sua glória” (2.11). A palavra de Cristo tem poder. Ele é o Filho de Deus encarnado. Ele falava com autoridade, e os homens sentiam isso em seu íntimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos o mesmo fato acontecer em inúmeras outras passagens nas páginas dos quatro Evangelhos. Quando Jesus falava, ou mesmo olhava para homens e mulheres, eles reconheciam esse poder e autoridade, pois não conseguiam sequer fitá-Lo. Jesus é o Filho de Deus, detentor de toda a autoridade e poder. Eis por que devemos orar para que esse poder seja conhecido hoje. Foi Ele que nos constituiu e é o único que pode nos capacitar, conforme Sua promessa. Nossa maior necessidade está Nele, em Sua força, para que possamos falar com igual autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse incidente, vemos Jesus agindo como sempre faz. Ele anuncia e executa julgamento. Ele vê esta situação acontecendo: “E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados”. E sente indignação. O zelo pela Casa do Pai O consome. Ele está tomado de um santo senso de justiça e, desta forma, anuncia o julgamento sobre todos.&lt;br /&gt;Eu me desespero só de pensar que você não tem consciência do julgamento de Deus sobre a Igreja de nossos dias. Você não consegue ouvir isso? Não consegue sentir ou ver? Por que essa tremenda confusão? Por que pessoas comuns de todos os países vêem a Igreja como algo ridículo? Este é o julgamento de Deus. Deus está permitindo que a Igreja seja ridicularizada em virtude do abuso e mau uso dos quais todos nós somos culpados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que mais? Bem, nosso Senhor institui a reforma. Ele lança fora as coisas que não pertencem ao lugar. E, repito, a maior necessidade de nossos dias é uma reforma na Igreja e sua doutrina, é lançar fora todo o traço de paganismo. Ouça as palavras do Senhor: “Tirai daqui estas cousas.” Todos os ornamentos e parafernália, todo o incenso e as tentativas de oferecer sacrifícios e ofertas queimadas, a liturgia vazia, devem ser lançados fora. Este é o exemplo dado pelo Senhor. Deve haver uma ampla reforma, abrangendo a doutrina, todas as superstições e mentiras. Tudo aquilo que torna os homens grandes e importantes, que encobrem o Senhor e Sua glória eterna, deve ser lançado fora. Foi isso o que aconteceu na Reforma Protestante e se repete em cada um dos outros períodos de reforma e reavivamento. Ele extirpa o que é falso, seja na doutrina, na prática ou no comportamento. Em suma, o que Ele faz? Ele restaura a simplicidade original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, o Senhor falou algo muito similar porque as pessoas não Lhe deram atenção. Ao fim de Seu ministério, Jesus diz que os homens haviam transformado a casa do Pai em covil de salteadores (Mt 21.13). Porém, a casa do Pai deveria ser um lugar de oração! A função da Igreja é trazer homens e mulheres a Deus, mantendo-os em comunhão com Ele. A Igreja deveria ser tão repleta do poder de Deus que todas as pessoas, em certo sentido, seriam forçadas a ouvir. A partir do instante em que você simplifica sua religião, o poder aumenta. Todas as outras coisas, a falsidade doutrinária, a mentira na conduta, colocam-se entre a verdade e as multidões e precisam ser removidas. Temos de retornar àquela simplicidade que está em Cristo Jesus.&lt;br /&gt;O que acontece quando se faz isso? Procure conhecer a história da Igreja, leia sobre a Reforma Protestante. O que resultou destes movimentos? Bem, entre outras coisas, levou ao período Elizabetano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo aconteceu na época do Movimento Puritano. Você pode rir dos puritanos, se quiser, mas lembre-se de que o período correspondente ao governo de Oliver Cromwell, o período do Commonwealth – referente ao governo republicano na Inglaterra, de 1649 a 1660 –, foi um dos melhores períodos de toda a história da Inglaterra e País de Gales. Todos concordam, inclusive historiadores seculares, que a base da grandeza destes países está naquela época, quando havia uma ética moral na nação, quando homens e mulheres colocavam Deus em primeiro lugar em sua vida. Assim, toda a nação foi elevada, como está escrito: “A justiça exalta as nações” (Pv 14.34).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É correto e verdadeiro dizer-se que tudo o que era glorioso e grandioso no século 19 foi resultado direto do Despertamento Evangélico, ocorrido no século 18. Isso pode ser estabelecido historicamente. Certo historiador afirma que foi este fato, e apenas ele, que salvou o país de experimentar algo semelhante à Revolução Francesa. Outros historiadores confirmam que o movimento evangélico deu origem, não somente ao engrandecimento da nação, mas também ao esclarecimento do povo. O movimento sindicalista, por exemplo, resultou diretamente deste reavivamento. Tudo o que eleva homens e mulheres, tudo o que os faz compreender quem e o que são, que os faz lembrar de que possuem mente e os inspira a aprender e a progredir, tudo isso resulta da bênção original de ouvir o Filho de Deus e permitir que Ele lide com a Igreja e, individualmente, conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que a pessoa certa esteja no centro e que o templo esteja purificado, reformado e renovado, a mudança começa a permear toda a vida e um novo tom surge. Não havendo profecia, o povo se corrompe. Havendo profecia, o povo é bem-sucedido. Esta é a suprema necessidade de nossos dias. Precisamos recapturar a visão, voltarmo-nos a Ele, permitir que Ele atue e fale a nós, purificar e lançar fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, para mim, esta é a mensagem da Bíblia para este mundo. Que este Cristo volte e, novamente, com Sua autoridade enfrente os oportunistas, vire as mesas, lance fora e purifique o templo, dando-nos a conhecer, uma vez mais, em simplicidade e pureza de coração, Sua fé e o poder que, inevitavelmente, cai sobre todos aqueles que crêem e se submetem a Ele, todos os que desejam ser cheios do abençoado Espírito Santo. Ah! Que Jesus venha mais uma vez ao templo! Vamos começar a oferecer aquela oração. Tudo bem, ore pelos outros, mas esta não é a oração primordial. A principal oração não é pelos estadistas, parentes ou amigos, tampouco pelas nações. Em primeiro lugar, devemos orar para que Jesus volte ao Seu templo, que manifeste Sua glória e nos mostre um pouco de Sua autoridade e poder, enchendo-nos com este poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Este sermão foi pregado no domingo, Dia do Armistício, 1965.&lt;br /&gt;2 Em novembro de 1965, a comunidade branca da antiga Rodésia do Sul, atual Zimbábue, recusou-se a aceitar as regras impostas pela maioria negra e proferiu uma declaração de independência unilateral e ilegal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115642871539061226?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115642871539061226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115642871539061226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115642871539061226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115642871539061226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/08/purificao-do-templo-lloyd-jones.html' title='A Purificação do Templo - Lloyd-Jones'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115564841969011761</id><published>2006-08-15T10:24:00.000-03:00</published><updated>2006-08-15T10:26:59.703-03:00</updated><title type='text'>A ÚLTIMA NOITE DESSE MUNDO - C. S. Lewis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O REGRESSO DE JESUS À TERRA é considerado pelo apóstolo Paulo a “bendita esperança” dos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que o pessimismo e o juízo apocalíptico caracterizam a perspectiva dos cientistas numa extensão quase tão grande como a dos teólogos, ousamos afirmar diretamente, baseados na autoridade da Palavra de Deus, que aguardamos novos céus e nova terra enquanto esperamos pelo Senhor da glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina da segunda vinda não tem sentido se, pelo que nos dia respeito, não nos fizer compreender que em qualquer momento do ano se pode aplicar devidamente à nossa vida a pergunta: “Que seria, se fosse esta a última noite do mundo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, incomoda-nos essa idéia, acompanhada de profundo terror, o qual é incutido em nós por aqueles que nem sempre se aproveitam devidamente dela. Não é justo, creio céu, pois estou longe de aceitar que se pense no temor religioso como algo desumano e degradante, a ponto de se optar por sua exclusão da vida espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que o amor, quando puro, não admite nenhuma espécie de temor. O mesmo já não sucede com a ignorância, o álcool, as paixões, a presunção e até a estupidez. Seria&lt;/span&gt; bom que todos alcançássemos aquele amor puro, em que o temor já não existe; mas não convinha que qualquer outro agente inferior pudesse bani-lo, enquanto não conseguíssemos chegar à perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, é um caso diferente o argumento que não raro surge de que a idéia da segunda vinda de Cristo pode provocar um terror contínuo nas almas. Decerto não é fácil, pois o temor é uma emoção e, como tal, mesmo fisicamente não pode manter-se por muito tempo. Pela mesma razão, não é fácil admitir uma ânsia contínua de esperança na segunda vinda. O sentimento-crise é essencialmente transitório, já que os sentimentos vêm e vão, e só se pode fazer bom uso deles nesta altura. De forma alguma poderiam constituir o nosso alimento de todos os dias na vida espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa não é o terror ( ou esperança) que possamos ter em relação ao fim; o que é necessário é não esquece-lo, tendo-o em devida conta. Vejamos um exemplo. Uma pessoa normal em seus setenta anos não vai pensar (muito menos falar ) na morte que se aproxima; mas não procede assim o avisado, o inteligente, embora os anos ainda não lhe pesem. Seria loucura aventurar-se em ideais baseados em esquemas que supõe uns vinte anos de vida; loucura seria não satisfazer a sua vontade. Ora, a morte está para cada indivíduo como a segunda vinda está para a humanidade inteira. Todos acreditamos, suponho, que o homem tem de desprender-se da sua vida individual, lembrando-se de que essa vida é breve, precária e provisória, e não abrindo o coração a nada que possa findar com ela. O que os cristãos de hoje parecem esquecer com facilidade é que a vida de toda a humanidade neste mundo é também breve, precária e provisória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer moralista nos dirá que o triunfo pessoal de um atleta ou de uma dançarina é certamente provisório, mas o principal é lembrar que um império ou uma civilização são também transitórios. Sob o aspecto meramente mundano, todos os empreendimentos e triunfos nada significarão quando chegar o fim. De parabéns, os cientistas e os teólogos: a terra não será sempre habitada. E o homem, por mais que viva, não deixa de ser mortal. Há apenas uma diferença: enquanto os cientistas esperam uma desagregação lenta, vinda do interior, nós a temos como uma interrupção rápida vinda do exterior, a qualquer momento. Será então a “última noite deste mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C. S. Lewis &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115564841969011761?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115564841969011761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115564841969011761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115564841969011761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115564841969011761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/08/ltima-noite-desse-mundo-c-s-lewis.html' title='A ÚLTIMA NOITE DESSE MUNDO - C. S. Lewis'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115293475079203275</id><published>2006-07-15T00:39:00.000-03:00</published><updated>2006-07-15T00:39:10.816-03:00</updated><title type='text'>Por que o Mundo não O pode Receber?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber." João 14:17 &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;K&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A fé cristã, baseada no Novo Testamento, ensina o completo contraste entre a igreja e o mundo. Não é mais do que um lugar comum religioso dizer que o problema conosco hoje é que procuramos construir uma ponte sobre o abismo que há entre duas coisas opostas, o mundo e a igreja, e realizamos um casamento ilícito para o qual não há autorização bíblica. Na verdade, nenhuma união real entre o mundo e a igreja é possível. Quando a igreja se junta com o mundo, já não é mais a igreja verdadeira, mas apenas um detestável produto misturado, um objeto de gozação e desprezo para o mundo, e uma abominação para o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obscuridade em que muitos (ou deveríamos dizer a maioria dos?) crentes andam hoje não é causada por falta de clareza da parte da Bíblia. Nada poderia ser mais claro do que os pronunciamentos das Escrituras sobre a relação do cristão com o mundo. A confusão que campeia nessa matéria resulta da falta de disposição de cristãos professos para levar a sério a Palavra do Senhor. O cristianismo está tão emaranhado no mundo que milhões nunca percebem quão radicalmente abandonaram o padrão do Novo Testamento. A transigência está por toda parte. O mundo está suficientemente caiado, encobrindo as suas faltas, para passar no exame feito por cegos que posam como crentes; e esses mesmos crentes estão eternamente procurando obter aceitação da parte do mundo. Mediante mútuas concessões, homens que a si mesmos se denominam cristãos manobram para ficar bem como homens que para as coisas de Deus nada têm, senão mudo desprezo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta questão é espiritual, em sua essência. O cristão é o que não é por manipulação eclesiástica, mas pelo novo nascimento. É cristão por causa de um Espírito que nele habita. Só o que é nascido do Espírito é espírito. A carne nunca pode converter-se em espírito, não importa quantos homens considerados dignos da igreja nela trabalhem. A confirmação, o batismo, a santa comunhão, a profissão de fé - nenhum destes, nem todos estes juntos, podem transformar a carne em espírito, e tampouco podem&lt;/span&gt; fazer de um filho de Adão um filho de Deus. "E, porque vós sois filhos", escreveu Paulo aos gálatas, "enviou Deus aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.". E aos Coríntios, ele escreveu: "Examinai-vos a vós mesmos, se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados". E aos romanos: "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vós. E se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terrível zona de confusão tão evidente em toda a vida da comunidade cristã, poderia ficar esclarecida num só dia, se os seguidores de Cristo começassem a seguir a Cristo em vez de uns aos outros. Pois o nosso Senhor foi muito claro em Seu ensino sobre o cristão e o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa ocasião, depois de receber não solicitado e carnal conselho de irmãos sinceros, mas não esclarecidos, o nosso Senhor respondeu: "O meu tempo ainda não chegou, mas o vosso sempre está presente. Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más". Ele identificou os Seus irmãos na carne com o mundo e disse que Ele e eles eram de dois espíritos diferentes. O mundo O odiava, mas não podia odiá-los porque não podia odiar-se a si próprio. Uma casa dividida contra si mesma não subsiste. A casa de Adão tem que permanecer leal a si própria, ou se romperá. Conquanto os filhos da carne possam brigar entre si, no fundo estão unidos uns aos outros. É quando o Espírito de Deus entra, que entra um elemento estrangeiro. "Se o mundo vos odeia", disse o Senhor aos Seus discípulos, "sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário dele vos escolhi, por isso o mundo vos odeia.". Paulo explicou aos gálatas a diferença entre o filho escravo e o livre: "Como, porém outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora" (Gálatas 4:29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, através do Novo Testamento inteiro, é traçada uma aguda linha entre a igreja e o mundo. Não há meio termo. O Senhor não reconhece nenhum bonzinho "concordar para discordar" para que os seguidores do Cordeiro adotem os procedimentos do mundo e andem pelo caminho do mundo. O abismo que há entre o cristão e o mundo é tão grande como o que separou o rico de Lázaro. E, além disso, é o mesmo abismo, isto é, é o abismo que separa o mundo, dos resgatados do mundo; do mundo, dos que continuam caídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei, e o sinto profundamente quão ofensivo esse ensino deve ser para aquele bando de mundanos que mói e remói o rebanho tradicional. Não posso alimentar a esperança de escapar da acusação de fanatismo e intolerância que, sem dúvida, lançarão contra mim os confusos religionistas que procuram fazer-se ovelhas por associação. Mas bem podemos encarar a dura verdade de que os homens não se tornam cristãos associando-se com gente de igreja, nem por contato religioso, nem por educação religiosa; tornam-se cristãos somente por uma invasão da sua natureza, invasão feita pelo Espírito de Deus por ocasião do novo nascimento. E quanto se tornam cristãos assim, imediatamente passam a ser membros de uma nova geração, uma "raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus ... que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia" (I Pedro 2:9,10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os versículos citados, não houve desejo de os citar fora do contexto, nem de focalizar a atenção num lado da verdade para desviá-lo de outro. O ensino desta passagem forma completa unidade com toda a verdade do Novo Testamento. É como se tirássemos um copo de água do mar. O que tiraríamos não seria toda a água do oceano, mas seria uma amostra real e em perfeito acordo como o restante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade que nós cristãos contemporâneos enfrentamos não é a de entender mal a Bíblia, mas a de persuadir os nossos indóceis corações a aceitarem as suas claras instruções. O nosso problema é conseguir o consentimento das nossas mentes amantes do mundo para termos Jesus como Senhor de fato, bem como de palavra. Pois uma coisa é dizer, "Senhor, Senhor", e outra completamente diferente é obedecer aos mandamentos do Senhor. Podemos cantar, "Coroai-O Senhor de todos", e regozijar-nos com os agudos e sonoros tons do órgão e com a profunda melodia de vozes harmoniosas, mas ainda não teremos feito nada enquanto não abandonarmos o mundo e não fizermos os nosso rostos na direção da cidade de Deus na dura realidade prática. Quando a fé se torna obediência, aí é de fato fé verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito do mundo é forte, e gruda em nós tão entranhadamente como cheiro de fumaça em nossa roupa. Ele pode mudar de rosto para adaptar-se a qualquer circunstância e assim enganar muito cristão simples, cujos sentidos não são exercitados para discernir o bem e o mal. Ele pode brincar de religião com todas as aparências de sinceridade. Ele pode ter acessos de sensibilidade de consciência , e até pode confessar os seus maus caminhos pela imprensa pública. Ele louvará a religião e bajulará a igreja por seus fins. ele contribuirá para as causas de caridade e promoverá campanha para distribuir roupas aos pobres. Basta que Cristo guarde distância e que nunca afirme o Seu senhorio sobre ele. Positivamente isso não durará. E para com o verdadeiro Espírito de Cristo, só mostrará antagonismo. A imprensa do mundo (que é seu real porta-voz) raramente dará tratamento justo a um filho de Deus. Se os fatos a compelem a uma reportagem favorável, o tom tende a ser condescendente e irônico. Ressoa nela a nota de desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto os filhos deste mundo como os filhos de Deus foram batizados num espírito, mas o espírito do mundo e o Espírito que habita nos corações dos homens nascidos duas vezes, acham-se tão distanciados um do outro com o céu do inferno. Não somente são o completo oposto um do outro, mas também estão em extremo combate um contra o outro, mas também estão em agudo antagonismo um contra o outro. Para um filho da terra as coisas do Espírito são, ou ridículas, caso em que ele se diverte, ou sem sentido, caso em que ele se aborrece. "Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Primeira Epístola de João duas palavras são empregadas uma e outra vez,, as palavras eles e vós, e elas designam dois mUndos totalmente diversos; vós refere-se aos escolhidos, que deixaram tudo para seguir a Cristo. O apóstolo não se põe genuflexo, de joelhos, ante o deus de Tolerência (cujo culto se tornou na América uma espécie de religião de segunda capa); João é grosseiramente intolerante. Ele sabe que a tolerância pode ser simplesmente outro nome para a indiferença. Exige-se vigorosa fé para aceitar o ensino do experimentado João. É muito mais fácil apagar as linhas de separação e, assim, não ofender ninguém. Generalidades piedosas e o emprego de nós para significar tanto cristãos como descrentes, é muito mais seguro. A paternidade de Deus pode ser ampliada para incluir toda gente, desde Jack, o Estripador, até Daniel, o Profeta. Assim, ninguém fica ofendido e todos se sentem banhados e prontos para o céu. Mas o homem que se reclinara sobre o peito de Jesus não foi enganado assim tão facilmente. Ele traçou uma linha para dividir em dois campos a raça humana, para separar dos salvos os perdidos, dos que se afundarão no desespero final os que subirão para a recompensa eterna. De um lado estão eles — aqueles que não conhecem a Deus; de outro, vós (ou, com uma mudança de pessoa, nós), e entre ambos está um abismo moral largo demais para qualquer homem atravessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui o modo como João o declara: "Filhinhos, vós sois de Deus, e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. Eles procedem do mundo; por essa razão falam da parte do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro". Uma linguagem como esta é clara demais para confundir qualquer pessoa que honestamente queira conhecer a verdade. Nosso problema não é de entendimento, repito, mas de fé e obediência. A questão não é teológica: Que é que isto ensina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É moral: Estou disposto a aceitar isto e arcar com as coseqüências? Posso agüentar o olhar frio? Tenho coragem de enfrentar os acerbos ataques movidos pelos modernistas? Ouso provocar o ódio dos homens que se sentirão apontados por minha atitude? Tenho suficiente independência mental para desafiar as opiniões da religião popular e de acompanhar um apóstolo? Ou, em resumo, posso persuadir-me a tomar a cruz com o seu sangue e com o seu opróbrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristão é chamado para ficar separado do mundo, mas precisamos ter certeza de que sabemos o que queremos dizer (ou, mais importante, o que Deus quer dizer) com o mundo. É provável que o façamos significar alguma coisa externa apenas, perdendo, assim, o seu significado real. Cartas, bebidas, jogos — estas coisas não são o mundo; são simples manifestações externas do mundo. A nossa luta não é apenas contra os procedimentos do mundo, mas contra o espírito do mundo. Porquanto o homem, salvo ou perdido, essencialmente é espírito. O mundo, no sentido neotestamentário do termo, é simplesmente a natureza humana não regenerada onde quer que esta se encontre, quer no bar, quer na igreja. O que quer que brote da natureza decaída, ou seja edificado sobre ela ou dela receba apoio, é o mundo, seja moralmente vil ou moralmente respeitável. Os antigos fariseus, a despeito da sua zelosa dedicação à religião, eram da própria essência do mundo. Os princípios espirituais sobre os quais eles contruíram o seu sistema foram retirados, não do alto, mas de baixo. Eles empregaram contra Jesus as táticas dos homens. Subornavam os homens para dizerem mentiras em defesa da verdade. Para defender Deus, agiam como demônios. Para proteger a Bíblia, desafiavam os ensinamentos da bíblia. Eles sabotavam a religião para salvá-la. Davam rédeas soltas ao ódio cego em nome da religião do amor. Vemos aí o mundo com todo o seu cruel desafio a Deus. Tão feroz foi esse espírito, que não descansou enquanto não levou à morte o próprio Filho de Deus. O espírito dos fariseus era ativa e maliciosamente hostil ao Espírito de Jesus, pois cada qual era uma espécie de destilação de ambos os respectivos mundos dos quais provinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mestres atuais que situam o Sermão do Monte nalguma outra dispensação que não esta e, assim, liberam a igreja do seu ensino, mal percebem o mal que fazem. Pois o Sermão do Monte dá em resumo as características do Reino dos homens regenerados. Os bem-aventurados pobres que choram seus pecados e têm sede de justiça são verdadeiros filhos do Reino. Com mansidão mostram misericórdia para com os seus inimigos; com sincera simplicidade contemplam a Deus; rodeados de perseguidores, abençoam, e não amaldiçoam. Com modéstia escondem as suas boas obras e com paciência aguardam a visível recompensa de Deus. Livremente renunciam aos seus bens terrenos, em vez de usar a violência para protegê-los. Eles acumulam os seus tesouros no céu. Evitam os elogios e esperam o dia da prestação final de contas para saber quem é maior no Reino do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esta é uma visão bem precisa das coisas, que podemos dizer quando cristãos disputam entre si lugar e posição? Que podemos responder quando os vemos famintamente procurando homenagens e louvor? Como podemos desculpar a paixão por publicidade, tão claramente evidente entre os líderes cristãos? Que dizer da ambição política nos círculos cristãos? E das febris mãos estendidas para mais e maiores "oferendas de amor"? Que dizer do desavergonhado egoísmo entre os cristãos? Como explicar o grosseiro culto do homem que habitualmente infla um ou outro líder popular dando-lhe somas endinheiradas, beijo dado por aqueles que se propõe como fiéis pregadores do Evangelho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há só uma resposta a essas perguntas, é simplesmente que nessas manifestações vemos o mundo, e nada senão o mundo. Nehuma apaixonada declaração de "amor" às "almas" pode transformar o mal em bem. Estes são os mesmos pecados que crucificaram Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é verdade que as mais grosseiras manifestações da natureza humana decaída fazem parte do reino deste mundo. Diversões organizadas com ênfase em prazeres frívolos, os grandes impérios edificados em hábitos viciosos e inaturais, o irrestrito abuso dos apetites normais, o mundo artificial denominado "alta sociedade" - todas estas coisas são do mundo. Todas fazem parte daquilo de que a carne consiste, daquilo que se edifica sobre a carne e que há de perecer com a carne. E dessas coisas o cristão deve fugir. Todas essas coisas ele tem que pôr para trás e nelas não deve tomar parte. Contra eleas deve pôr-se serena, mas firmemente, sem transigência e sem temor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, que o mundo se apresente em seus aspectos mais feios, quer em suas formas mais sutis e refinadas, devemos reconhecê-lo pelo que ele é, e repudiá-lo categoricamente. Precisamos fazer isso, se é que desejamos andar com Deus em nossa geração como Enoque o fez na sua. Um rompimento puro e simples com o mundo é imperativo. "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4:4). "Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo" (I João 2:15,16). Estas palavras de Deus não estão diante de nós para nossa consideração; estão aí para nossa obediência, e não temos direito de nos entitular-mos cristãos se não as seguimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, temo qualquer tipo de movimento religioso entre s cristãos que não leve ao arrependimento, resultando numa aguda separação do crente e o mundo. Suspeito de todo e qualquer esforço de avivamento organizado, que seja forçado a reduzir os duros termos do Reino. Não importa quão atraente pareça o movimento, se não se baseia na retidão e não é cuidado com humildade, não é de Deus. Se explora a carne, é uma fraude religiosa e não deve receber apoio de nenhum cristão temente a Deus. Só é de Deus aquele que horna o Espírito e prospera às expensas do ego humano. "Como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;A.W.TOZER&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115293475079203275?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115293475079203275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115293475079203275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115293475079203275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115293475079203275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/por-que-o-mundo-no-o-pode-receber.html' title='Por que o Mundo não O pode Receber?'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115264193137177525</id><published>2006-07-12T01:07:00.000-03:00</published><updated>2006-07-12T01:17:52.193-03:00</updated><title type='text'>Jesus Foi Um Péssimo Vendedor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Deus quer nos Salvar do Sucesso do Mundo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Uma das maiores alegrias do meu pastorado é visitar recém nascidos e seus pais no hospital. Algumas vezes eu mesmo quero segurar o bebê. Nunca me canso deolhar para uma vida tão novinha e tão fresquinha, ainda não afetada pelos cuidados deste mundo. Esta é a razão porque fico um tanto desalantado quando sei que os bebês são rotineiramente avaliados no dia em que nascem. Muitos dos novos pais em nossa igreja ficam também desalentados sobre essas avaliações, mas por razões diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui ver o bebê Kehl, encontrei Marta chorando silenciosamente enquanto embalava sua nova filha. Quando perguntei-lhe o que havia de errado, Marta disse que aquela beleza, novinha em folho, Sarah Louise, tinha dedo que virava ligeiramente pra fora. Ela tinha conseguido apenas nove numa escala de um a dez no hospital. Marta mostrou-me o dedo, e por mais que o olhasse não podia ver nada de errado nisso: "Não sei o que mais me aborrece", disse Marta, "eles terem feito este teste estúpido ou meu bebê ter feito apenas nove pontos". Isto foi o primeiro dia de vida de Sarah e ela já tinha problemas por não conseguir uma pontuação alta o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é um dom. Se realmente acreditamos nisso, tantar ganhar a vida seria ridículo. Jesus disse, "Todos aqueles que quiserem salvar as suas vidas, irão perdê-la". Tentar salvar a nossa vida nos leva a constante medições. Será que fiz o suficiente? Será que fiz todo o possível? Como me comparo com aqueles que estão ao meu redor? Será que estou deixando um legado suficiente que se lembrarão de mim após a minha morte? É implacável. Na verdade, não há um caminho melhor para perder a vida do que ficar constantemente medindo-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa sociedade não pode avaliar sua saúde sem medí-la. Os jornais diários nos&lt;/span&gt; oferecem outro índice sobre economia, emprego ou a popularidade de algum líder, como se esses fossem bons indicadores da qualidade da nossa vida em conjunto. Mas ainda temos de desenvolver a medição de qualquer uma das coisas que foram importantes para Jesus, como amar a Deus como todo o nosso coração e alma e força e amar o próximo como a nós mesmos (Mc 12.28-34). Mas amaria pegar o jornal numa manhã e ler sobre a porcentagem das pessoas que ofereceram a outra face, amaram seus inimigos, alimentaram os famintos, deram um copo d'água ao sedento, acolheram o estrangeiro... (Mt 5.38-48; 25.31-46). Mas não é isso que acontece, porque nosso sistema de medição é baseado em valores muito estranhos ao reino de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos funerais,a economia dessas medidas de sucesso quase nunca se transforma em elogio. Ainda não vi nenhum membro de uma família em pé ante a congregação recontado os dólares que foram adquiridos pelo defunto. Eles querem que pensemos que essa pessoa foi amável e gentil, mesmo que isso não seja a verdade. Este sentimento ilustra que em nossos corações sabemos, só nós sabemos, que a luz da eternidade gastamos nossas vidas sendo avaliados pelos padrões errados. Então, por que nos aborrece tanto quando Deus em sua infinita graça quer nos salvar do sucesso do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Jesus Foi Um Péssimo Vendedor.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É um grande desafio para pregadores apresentar os ensinamentos de Jesus às suas congregações que vivem num mundo dirigido pelo sucesso.Os membros da minha congregação ouvem toda semana, de várias maneiras, que são essencialmetne consumidores. Eles ouvem que sua dignidade está diretamente relacionada ao seu poder de compra, e que seu poder de compra está ligado a quão duro eles têm trabalhado. Como consumidores têm direitos à qualidade de bons serviços aos melhoes preços possíveis porque trabalham muito para conseguir seu dinheiro. Então, no domingo eles correm para Jesus, que recusa a oferecer descontos e negociar ou deixá-los à mercê dos seus caminhos. Ao contrário, ele os alerta sobre o custo excessivo em ser seu discípulo. "Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo" (Lc 14.26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Jesus quis dizer quando falou que o primeiro seria o último? O manso geralmente não herda nada, com certeza não nesta terra. Se alguém roubar meu casaco, apenas agradeço porque o ladrão não levou o sobretudo também, e geralmente não costumo oferecê-lo. Imagine-se solicitando um empréstimo hipotecando sua casa e dizendo ao gerente do banco, "não acumulo tesouros sobre a terra nem me preocupo com o amanhã, porque o amanhã trará as suas próprias preocupações" (Mt 6.19,34).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pregador sou tentado a descobrir alguma maneira de diluir as palavras de Jesus a fim de vendê-las à congregação, como se eu também acreditasse que eles fossem consumidores. &lt;em&gt;Eles não sabem o que fazem com isto,&lt;/em&gt; digo a mim mesmo&lt;em&gt;. Eles vêm aqui para achar alguma coisa que os ajudará a suportar a semana. Se eu não der isso a eles, irão para qualquer outro lugar.&lt;/em&gt; Depois disso eu sei que vou ter que gastar um tempo a mais dem oração antes de retornar e escrever meu sermão. Minha própria orientação de um pregador de sucesso me levou a entender os membros do corpo de Cristo como compradores e a mim mesmo apenas como mais um vendedor ambulante. Em oração, eu confesso e tenho os relacionamentos fortificados. Não tenho que banalizar Deus para que Ele seja aceito no dia a dia. O teólogo H. Richard Niebuhr sustentava que a igreja nunca é tão mundana do que quando&lt;em&gt; "ela pensa em si mesma como a responsável pela sociedade perante Deus mais do que Deus perante a sociedade".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu chamado é medonho mas geralmente muito simples. Vejo-me como alguém que entrega a Palavra de Deus e não como alguém que a&lt;strong&gt;&lt;em&gt; resgata.&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;É claro, as palavras de Jesus são escândalo para aqueles que estão acostumados a salvar suas vidas. Mas se os pregadores continuam oferecendo princípios cristãos para se tornarem mais &lt;strong&gt;eficazes e prósperos&lt;/strong&gt; num mundo que está sendo &lt;strong&gt;liderado na direção errada&lt;/strong&gt;, nós simplesmente ajudamos nosso povo a se afastar mais rápido de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas igrejas têm reconhecido este perigo e chamam seu povo para trabalhar firme vivendo estes ensinamentos difíceis de Jesus. Os pregadores destas congregações vestem a carapuça de João Batista, regularmente chamando os cristãos verdadeiros para evitar o mundo que está quase literalmente no inferno. Eles preparam padrões de conduta e crença que são normas de um povo santo e os incentiva a trabalhar mais esforçadamente e tornarem-se mais prósperos no reino e com uma direção própria, vidas santas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ensinamentos de Jesus não são difíceis; eles são impossíveis. Aqueles que primeiro ouviram a declaração de Jesus de que o homem rico é semelhante a um camelo tentando passar através do fundo de uma agulha ficaram chocados. Eles perguntaram, "Então quem poderá ser salvo?" A resposta do Salvador foi que, enquanto é impossível ser um cristão, todas as coisas são possíveis com Deus. Isto sempre, semper nos leva de volta para receber a graça.Mas se estamos acostumados a ganhar a vida à nossa própria maneira, nada poderia ser mais duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;M. G. Barnes&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115264193137177525?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115264193137177525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115264193137177525' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115264193137177525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115264193137177525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/jesus-foi-um-pssimo-vendedor_12.html' title='Jesus Foi Um Péssimo Vendedor'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115259218525838362</id><published>2006-07-11T01:26:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T15:21:53.470-03:00</updated><title type='text'>Confraria Calvinista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Nasci em uma família evangélica de pai, mãe, avós maternos e paternos, o que fez com que eu, muito cedo, começasse a lidar com termos bíblicos, ainda que esses termos não tivessem um significado pleno pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses termos era “Igreja invisível de Cristo na Terra”. Por mais próximo que pudesse chegar desse conceito, isso não passava de pura abstração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era muito mais simples lidar com a realidade mais imediata como “Igreja Local”, ou a denominação, num sentido mais amplo, em função dos congressos das federações estaduais ou, mais raramente, as confederações nacionais. E somente a alguns poucos essa realidade se ampliava para um âmbito internacional. Mesmo assim, em grande parte, dentro dos limites denominacionais. Esse era o conceito mais amplo de Igreja de Cristo na Terra que minha mente poderia alcançar, ainda que continuasse uma abstração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, dois importantes eventos do final do século XX e início do XXI vêm impondo significativas alterações – tanto nos conceitos, quanto na realidade -, daquilo que percebemos, entendemos e experimentamos a respeito da Igreja de Cristo na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles seria o gigantismo amórfico que o evangelicalismo vem experimentando no mundo, em uma multiplicação quantitativa geométrica sem o correspondente crescimento qualitativo. E fomos apanhados de surpresa em uma Babel Evangélica, onde a língua falada abandonou sua referência original e imperiosa – a Palavra de Deus, ou o &lt;em&gt;Sola Scriptura&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De princípio, essa diversidade se limitava às diferenças denominacionais. Até aí, tínhamos como referência o fato de sermos evangélicos e pertencermos a tal denominação, o que, em linhas gerais, subentendia uma posição teológica. Mas essa simplicidade não durou, na medida em que o tal gigantismo espalhou a sua natural deformidade conceitual, e as diferentes idéias a respeito de Deus e do Evangelho se espalharam dentro das denominações e até mesmo, dentro de igrejas locais desatentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disto, o hermetismo denominacional se enfraqueceu, e passamos a encontrar nossos pares além das denominações. O fator agregador da Igreja deixou de ser um estatuto, mas sim as idéias, isto é, a teologia, o grau de compromisso com Deus e com sua Palavra. Mas isso já não é tão simples como antes, pois, como homens, somos limitados pelo espaço. Surge, então, para a Igreja de Cristo na Terra, um novo desafio - encontrar os eleitos onde quer que estejam para que a comunhão não seja interrompida já que o sistema denominacional deixou de garantir a qualidade dessa comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra em cena, então, o segundo evento ao qual me referi, e que apesar de não ser uma solução definitiva e ideal, trouxe um novo sentido para o conceito de Igreja de Cristo na Terra, reduzindo significativamente o grau de abstração desse conceito. Em meados de 1995, o Brasil entra na era da Internet. Ainda que tímida no início, hoje é uma realidade que, como qualquer veículo de comunicação, tem malefícios e benefícios. Mas não podemos deixar de admitir que somos devedores dessa nova tecnologia no que tange à comunhão dos santos na terra. Essa tecnologia solidificou a realidade de comunhão supra-denominacional, consagrando a comunhão por idéias e não mais exclusivamente por organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui o esclarecimento de que não tenho a intenção de negar o valor das organizações, mas sim de reconhecer que as mesmas se tornaram ineficazes e insuficientes em muitos aspectos tangíveis à comunhão doutrinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa nova realidade, podemos vislumbrar um “&lt;em&gt;admirável mundo novo&lt;/em&gt;”, onde posso compartilhar minhas convicções doutrinárias, minhas alegrias e tristezas com irmãos que vivem a centenas ou milhares de quilômetros de distância, muitas vezes de forma mais segura e mais eficaz do que poderia fazê-lo com um vizinho do apartamento ao lado que é cristão e evangélico como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra característica fascinante dessa nova realidade, sem desprezar de modo algum a doutrina eclesiástica, é a liberdade não hierárquica que o ambiente virtual produz. Semelhante a uma praia, onde médicos e garis, magistrados e estudantes, generais e soldados compartilham o mesmo espaço despidos de qualquer hierarquia externa ao ambiente onde estão, é assim que essa nova realidade se apresenta. Isso proporciona uma riqueza de manifestações, uma liberdade na admissão de dúvidas, uma singularidade na comunhão de idéias que muitas vezes não ocorreriam no ambiente em que deveriam ocorrer, isto é, na igreja local, em face de um formalismo indevido gerado pela hierarquia eclesiástica, ainda que essa hierarquia seja bíblica e, portanto, pertinente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é em meio a isso tudo que recebei, com surpresa e com prazer, o convite para &lt;em&gt;participar&lt;/em&gt; do Blog &lt;a href="http://www.calvinistas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Confraria Calvinista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (&lt;a href="http://www.calvinistas.blogspot.com"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;http://www.calvinistas.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;). Com surpresa por ter sido encontrado pelo irmão &lt;strong&gt;Charles Grimm&lt;/strong&gt; nessa &lt;em&gt;via-láctea&lt;/em&gt; que é a &lt;em&gt;world.wide.web&lt;/em&gt;. E, sobretudo, com alegria por ser esse fato mais uma confirmação de tudo o que disse antes, confirmando que estamos diante de uma nova realidade da Igreja de Cristo na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado ao Charles pelo privilégio, ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/"&gt;Allen&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://teologia-vida.blogspot.com/"&gt;André Aloísio&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://scordamaglio.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;André Scordamaglio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://cristaoprotestante.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Antônio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/"&gt;Clóvis&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://haduwig.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Davi Eduvirges&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://teologia-vida.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Davi Luan&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://mentepuritana.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dilsilei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://tokashiki.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ewerton&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://gracasoberana.blogspot.com/"&gt;Fabiani&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://monergismo.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Felipe Sabino&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;Grande Felipe&lt;/em&gt;), &lt;a href="http://www.ideiafiksa.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Guilherme&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://gustavonagel.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gustavo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://isaiaslobao.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Isaías Lobão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://joaosellos.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;João&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pioresmanuscritos.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Josaías&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;, &lt;a href="http://juandepaula.blogspot.com/"&gt;Juan&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://reformadasim.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Juliana Fragetti&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://portrasdacortina.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lindemberg&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://christe-eleison.blogspot.com/"&gt;Lucas&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/"&gt;Norma&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://www.igrejadaalianca.com/renato_estudos.htm"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Renato&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.calvinistas.blogspot.com/www.somentetuagraca.blogspot.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Samir&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, novos companheiros nessa empreitada que é espalhar a Palavra de Deus, e fazê-lo com o compromisso a seriedade necessária. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://josemarbessa.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Ir para a Página Principal do Blog&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115259218525838362?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115259218525838362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115259218525838362' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115259218525838362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115259218525838362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/confraria-calvinista.html' title='Confraria Calvinista'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115258896184632870</id><published>2006-07-11T00:35:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T00:36:01.860-03:00</updated><title type='text'>O Tempo Não Nos Pode Ajudar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O PECADO nos fez coisas terríveis, e o seu efeito sobre nós é mais mortal ainda porque nascemos nele e mal sabemos o que se passa conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que o pecado fez foi confundir os nossos valores para que tenhamos dificuldade em distinguir um amigo dum inimigo, e um ter certeza sobre o que é bom para nós e o que não é. Andamos num mundo de sombras, onde as coisas reais parecem irreais, e as coisas insignificantes são procuradas tão avidamente como se fossem feitas do próprio ouro que serve de pavimentos as ruas da Cidade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nossa idéias raramente se harmonizam com as coisas como são, mas sofrem distorção por uma esécie de astigmatismo que desvia tudo do foco. Por uma multidão de erros, a nossa filosofia está fora da rota, mais ou menos como seria a nossa matemática, se tivéssemos aprendido erradamente a tabuada e não soubéssemos do nosso erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um falso conceito ao qual nos apegamos tenazmente, é o conceito de&lt;strong&gt;&lt;em&gt; tempo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Imaginamos o tempo como uma espécie de substância viscosa a correr adiante como um preguiçoso rio, levando em seu seio nações, imérios, civilizações e homens. Visualizamos essa corrente pegajosa como uma entidade e a nós mesmos como irremediavelmente&lt;/span&gt; grudados nela enquanto durar a nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda, por um simples expediente mental, retratamos o tempo como revelador da forma das coisas vindouras, como quando dizemos: "o tempo dirá". Ou o imaginamos um bondoso médico e nos animamos com a idéia de que "o tempo é um grande remédio". Isso tudo faz parte de nós a tal ponto, que seria demais esperar que o hábito de transferir tudo para o tempo poderia ser rompido algum dia. Contudo, podemos prevenir-nos contra o prejuízo que esse pensamento traz consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais danoso engano que cometemos com freqüência ao tempo é julgar que ele de algum modo tem um misterioso poder de aperfeiçoar a natureza humana. A respeito de um jovem estulto, dizemos: "O tempo o fará mais sábio", ou vemos um cristão recém-chegado na igreja agundo como tudo, menos como cristão, e esperamos que algum dia, o tempo fará dele um santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o tempo não tem mais poder que o espaço, para santificar um homem. Na verdade, o tempo é apenas uma ficção pela qual explicamos a mudança. É a mudança, não o tempo, que transforma estultos em sábios e pecadores em santos. Ou mais precisamente, é Cristo que faz a coisa toda, por meio de mudanças que Ele opera no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saulo, o perseguidor, tornou-se Paulo, o servo de Deus, mas não foi o tempo que fez a mudança. Cristo realizou o milagre, o mesmo Cristo que uma vez transformou água em vinho. Experiência seguiu-se a experiência em rápida sucessão, até que o violento Saulo tornou-se a alma gentil e enamorada de Deus, pronto a dar a própria vida pela fé que outrora odiava. Devia ser óbvio que o tempo não participa da produção do homem de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu propósito ao escrever esta pequena obra não é envolver-me num exercício de semântica, mas alertar para o dano que podem sofrer por uma infundada confiança no tempo. Porque um Moisés e um Jacó perderam os impulsivos e violentos pecados da sua mocidade e na velhice se tornaram santos gentis e brandos, inclinamo-nos a tomar por conceito qu o tempo realizou a transformação. Não é assim, porém. Deus, não o tempo, produz santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza humana não é fixa, pelo que devemos dar graças a Deus dia e noite. Ainda estamos aptos a mudança. Podemos ser transformados em algo diferente do que somos. Pelo poder do Evangelho, o ganancioso pode tornar-se generoso, o egoísta, modesto. O ladrão pode aprender a não roubar mais, o blasfemo, transbordar em louvores a Deus. Mas é Cristo que realiza tudo. O tempo nada tem que ver com tais feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito homem perdido está adiando o dia da salvação, na vaga esperança de que o tempo está do seu lado, quando na verdade, a probabilidade de vir a ser o que deve ser diminui a cada dia. E por quê? Porque as mudanças que nele tem lugar estão endurecendo cada vez mais o seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto... (Is 55.6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entrar no reino de Deus, explicou nosso Senhor, o homem tem de nascer de novo(Jo 3.3-7). Ele precisa passar por uma transformação espiritual. Como o apóstolo Pedro, que lembrava aos cristãos primitivos que eles tinham sido feitos co-participantes da natureza divina e tinham fugido da corrupção que o mundo sofrera pela concupiscência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a mudança inicial não é a única que o homem redimido experimentará. Toda a sua vida cristã consistirá de uma sucessão de mudanças, movendo-se sempre rumo à perfeição espiritual. Para realizar estas mudanças, o Espírito Santo emprega vários meios, sendo que provavelmente os mais eficientes são os escritos do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo só nos ajudará se soubermos que ele absolutamente não pode ajudar-nos. É de mudança que precisamos, e somente Deus pode mudar-nos para melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;A. W. T.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115258896184632870?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115258896184632870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115258896184632870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115258896184632870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115258896184632870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/o-tempo-no-nos-pode-ajudar.html' title='O Tempo Não Nos Pode Ajudar'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115246795046075232</id><published>2006-07-10T02:19:00.000-03:00</published><updated>2006-07-10T11:51:50.890-03:00</updated><title type='text'>O "Cristianismo Instantâneo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Não é de admirar que o país que deu ao mundo o chá instantâneo e o café instantâneo, havia de dar também o cristianismo instantâneo. Se essas bebidas não foram de fato inventadas nos Estados Unidos, foi certamente neste país que receberam o impulso propagandístico que as tornou conhecidas na maior parte do mundo. E não se pode negar que foi o fundamentalismo americano que trouxe o cristianismo instantâneo às igrejas que procuram ser fiéis ao Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecendo por ora o romanismo e o modernismo em seus diferentes disfarces, e focalizando a nossa atenção no grande corpo de crentes evangélicos, vemos logo quão profundamente a religião de Cristo tem sofrido na casa dos Seus amigos. O gênio americano, capaz de conseguir que as coisas sejam feitas depressa e facilmente, sem muita preocupação com a qualidade e durabilidade, produziu um virús que infeccionou toda a igreja evangélica nos Estados Unidos e, através de nossa literatura, os nossos evangelistas e os nossos missionários propagaram pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo instantâneo entrou em cena com a era da máquina. Os homens inventaram as máquinas com dois propósitos. Queriam obter trabalho importante com maior rapidez e facilidade do que se poderia conseguir manualmente, e queriam executar o trabalho de modo que pudesse dedicar tempo a objetivos mais de acordo com seus gostos, tais como lazer ocioso e o gozo dos prazeres do mundo. Ora, o cristianismo instantâneo serve aos&lt;/span&gt; mesmos propósitos, na religião. Dispensa o passado, garante o futuro e dá ao cristão liberdade para seguir as mais refinadas luxúrias da carne com plena bos consciência e com um mínimo de restrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com "cristianismo instantâneo" me refiro ao tipo de cristianismo que se encontra em quase toda parte nos círculos evangélicos, nascido da noção de que podemos desincumbir-nos da nossa total obrigação para com as nossas almas por um só ato de fé, ou no máximo dois, ficando daí por diante aliviados de toda a ansiedade quanto a nossa condição espiritual. Somos santos por vocação, nossos mestres continuam a falar-nos, e nos é permitido inferir disto que não há motivo para procurarmos er santos pelo caráter. Está presente aqui uma qualidade automática e definitiva, completamente fora do estilo da fé do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste erro, como em muitos outros, há certa porção de verdade compreendida imperfeitamente. É a verdade que a conversão a Cristo porde ser repentina, e muitas vezes o é. Onde o fardo do pecado tem sido pesado, a percepção do perdão é normalmente clara e alegre. O deleite experimentado no perdão é semelhante ao grau de repugnância moral pelo pecado sentida no arrependimento. O verdadeiro cristão encontrou-se com Deus. Ele sabe que tem a vida eterna e provavelmente sabe onde e quando a recebeu. E também aqueles que foram cheios do Espírito em sua regeneração, têm nítida experiência de serem cheios. O Espírito se anuncia a Si próprio, e o coração renovado não tem dificuldade em identificar a Sua presença quando Ele inunda a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o problema é que nós tendemos a pôr a nossa confiança em nossas experiências e, em conseqüência, interpretamos mal todo o Novo Testamento. Estamos sendo constantemente exortados a tomar uma decisão, a resolver a questão já, a cuidar de uma vez da coisa toda - e os que nos exortam estão certos em fazê-lo. Há decisões que podem e devem ser tomadas uma vez para sempre. Há questões pessoais que podem ser resolvidas instantâneamente, por um determinado ato da vontade (no chamado eficaz) em resposta a fé alicerçada na Bíblia. ninguém iria negar isto; certamente eu não farei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão posta diante de nós é: Exatamente quanto se pode realizar nesse ato de fé? Quanto ainda fica por ser feito, e até onde nos pode levar uma só decisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo instantâneo tende a tornar a fé um ato terminal e assim abafa o desejo de progresso espiritual. Não entende a verdadeira natureza da vida cristã, que não é estática, mas dinâmica e tendente a expandir-se. Omite o fato de que o novo cristão é um organismo vivo tão certamente como o é um bebê, e precisa de nutrição e de exercício para crescer normalmente. Não leva em consideração queu o ato de fé em Cristo ocasiona uma relação pessoal entre dois seres morais inteligentes, Deus e o homem reconciliado, e nenhum encontro singular entre Deus e uma criatura feita a Sua imagem poderia jamais ser suficiente para estabelecer uma amizade íntima entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tentarem envolver tudo o que constitui a salvação numa só experiência, ou duas, os advogados do cristianismo instantâneo descprezam a lei de desenvolvimento vigente em toda a natureza. Ignoram os efeitos santificantes do sofrimento, de levar a cruz e da obediência prática. Passam de largo pela necessidade de treinamento espiritual, pela necessidade de formar hábitos corretos e pela necessidade de lutar contra o mundo, o diabo e a carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma indevida preocupação com o ato inicial de crer tem criado em alguns uam psicologia de contentamento, ou pelo menos de ausência de expectação. Em muitos isso infundiu certo desapontamento com a fé cristã. Deus parece estar demasiado longe, o mundo está perto demais, e a carne é poderosa demais para que se lhe possa resistir. Outros se alegram ao aceitar a certeza de uma bem-aventurança automática. Esta os exime da necessidade de vigiar, lutar e orar, e os deixa livras para gozarem este mundo enquanto esperam o mundo vindouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo instantâneo é uma ortodoxia do século vinte. Fico a indagar se o homem que escreveu Filipenses 3.7-16 o reconheceria como a fé pela qual ele finalmente morreu. Temo que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;A. W. Tozer&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115246795046075232?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115246795046075232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115246795046075232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115246795046075232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115246795046075232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/o-cristianismo-instantneo.html' title='O &quot;Cristianismo Instantâneo&quot;'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115237550267387990</id><published>2006-07-08T13:17:00.000-03:00</published><updated>2006-07-08T13:24:18.630-03:00</updated><title type='text'>Não Quero Ser Apóstolo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Os pastores possuem um fino senso de humor. Muitas vezes, reúnem-se e contam casos folclóricos, descrevem tipos pitorescos e narram suas próprias gafes. Riem de si mesmos e procuram extravasar na gargalhada as tensões que pesam sobre os seus ombros. Ultimamente, fazem-se piadas dos títulos que os líderes estão conferindo a si próprios. É que está havendo uma certa, digamos, volúpia em pastores se promoverem a bispos e apóstolos. Numa reunião, diz a anedota, um perguntou ao outro: “Você já é apóstolo?” O outro teria respondido: “Não, e nem quero. Meu desejo agora é ser semideus. Apóstolo está virando arroz de festa, e meu ministério é tão especial que somente o título de semideus cabe a mim”. Um outro chiste que corre entre os pastores é que se no livro do Apocalipse o anjo da igreja é um pastor, logo, aquele que desenvolve um ministério apostólico seria um “arcanjo”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Já decidi! Não quero ser apóstolo! O pouco que conheço sobre mim mesmo faz-me admitir, sem falsa humildade, que eu não teria condições espirituais de ser um deles. Além disso, não quero que minha ambição por sucesso ou prestígio, que é pecado, se transforme em choça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O apostolado consta entre os cinco ministérios locais descritos pelo apóstolo Paulo em Efésios 4.11. Não há como negar que os &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;apóstolos foram estabelecidos por Deus em primeiro lugar, antes dos profetas, mestres, operadores de milagres e curas, aqueles que prestam socorro, aqueles que governam e aqueles que falam variedades de línguas. Mas resigno-me contente à minha simples posição de pastor. Já que nem todos são apóstolos, nem todos são profetas, nem todos são mestres ou operadores de milagres, como consta em 1 Coríntios 12.29, parece não haver demérito em ser um mero obreiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;j &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meus parcos conhecimentos do grego&lt;/span&gt; não me permitem grandes aventuras léxicas. Mas qualquer dicionário teológico serve para ajudar a entender o sentido neotestamentário do verbete “apóstolo”, ou “apostolado”. Vejamos o que registra a Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O uso bíblico do termo “apóstolo” é quase inteiramente limitado ao NT, onde ocorre setenta e nove vezes; dez vezes nos evangelhos, vinte e oito em Atos, trinta e oito nas epístolas e três no Apocalipse. Nossa palavra em português é uma transliteração da palavra grega apostolos, que é derivada de apostellein, enviar. Embora várias palavras com o significado de enviar sejam usadas no NT, expressando idéias como despachar, soltar, ou mandar embora, apostellein enfatiza os elementos da comissão — a autoridade de quem envia e a responsabilidade diante deste. Portanto, a rigor, um apóstolo é alguém enviado numa missão específica, na qual age com plena autoridade em favor de quem o enviou, e que presta contas a este. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jesus foi chamado de apóstolo em Hebreus 3.1. Ele falava os oráculos de Deus. Os doze discípulos mais próximos de Jesus também receberam esse título. Parece que o número de apóstolos era fixo, porque há um paralelismo com as doze tribos de Israel. Jesus se refere a apenas doze tronos na era vindoura (Mt 19.28; cf. Ap 21.14). Depois da queda de Judas, e para que se cumprisse uma profecia, ao que parece, a igreja sentiu-se obrigada, no primeiro capítulo de Atos, a preencher esse número. Mas, na história da igreja, não se tem conhecimento de esforços para selecionar novos apóstolos para suceder àqueles que morreram (At12.2). Com o passar do tempo, as exigências para que alguém se qualificasse ao apostolado já não poderiam se cumprir:&lt;br /&gt;É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição (At 2.21, 22). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Portanto, alguns dos melhores exegetas do Novo Testamento concordam que as listas ministeriais de 1 Coríntios 12 e Efésios 4 referem-se exclusivamente aos primeiros, e não a novos apóstolos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há, entretanto, a peculiaridade do apostolado de Paulo. Uma exceção que confirma a regra. Na defesa de seu apostolado em 1 Coríntios 15.9, ele afirma que foi testemunha da ressurreição (viu o Senhor na estrada de Damasco), mas reconhece que era um abortivo (nascido fora de tempo): “Porque sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus” (1 Co 15.10). O testemunho de mais de dois mil anos de história é que os apóstolos foram somente aqueles doze homens que andaram com Jesus e foram comissionados por Ele para serem as colunas da igreja, comunidade espiritual de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que preocupa em relação aos apóstolos pós-modernos é ainda mais grave. Está ligado à nossa natureza, que cobiça o poder, que se encanta com títulos e que faz do sucesso uma filosofia ministerial. Tem acontecido uma corrida frenética nas igrejas para ver quem é o maior, quem está na vanguarda da revelação do Espírito Santo e quem ostenta a unção mais eficaz. Tanto que os que se afoitam ao título de apóstolo são os líderes de ministérios de grande visibilidade e que conseguem mobilizar grandes multidões. Possuem um perfil carismático, sabem lidar com massas e, infelizmente, são ricos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não quero ser um apóstolo porque não desejo a vanguarda da revelação. Desejo ser fiel ao leito principal do cristianismo histórico. Não quero uma nova revelação que tenha sido despercebida por Paulo, Pedro, Tiago ou Judas. Não quero ser apóstolo porque não quero me distanciar dos pastores simples, dos missionários sem glamour, das mulheres que oram nos círculos de oração e dos santos homens que me precederam e que não conheceram as tentações dos megaeventos, do culto espetáculo e da vanglória da fama. Não quero ser apóstolo porque não acho que precisemos de títulos para fazer a obra de Deus, especialmente quando eles nos conferem status. Aliás, estou disposto até mesmo a abrir mão de ser chamado pastor, se isso representar uma graduação, e não uma vocação ao serviço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não desdenho as pessoas. Apenas sinto um profundo pesar em perceber que a ambiência evangélica conspira para que homens de Deus sintam-se tão atraídos à ostentação de títulos, cargos e posições. Embriagados com a exuberância de suas próprias palavras, crentes que são especiais aceitam os aplausos que vêm dos homens e esquecem que não foi esse o espírito que norteou o ministério de Jesus de Nazaré. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Jesus nos ensinou a não cobiçar títulos e a não aceitar as lisonjas humanas. Quando um jovem rico o saudou com um “Bom Mestre”, rejeitou a interpelação: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus” (Mc 10.17, 18). A mãe de Tiago e João pediu um lugar especial para os seus filhos. Jesus aproveitou o mal-estar causado para ensinar: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. (Mt 20.25-28.) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os pastores estão se esquecendo do principal. Não fomos chamados para ter ministérios bem-sucedidos, mas para continuar o ministério de Jesus, que foi amigo dos pecadores e compassivo com os pobres, e identificou-se com as dores das viúvas e dos órfãos. Ser pastor não é acumular conquistas acadêmicas, não é conhecer políticos poderosos, não é ser um gerente de grandes empresas religiosas, não é pertencer aos altos escalões das hierarquias religiosas. Pastorear é conhecer e vivenciar a intimidade de Deus com integridade. Pastorear é caminhar ao lado da família que acaba de enterrar um filho prematuramente e que precisa experimentar o consolo do Espírito Santo. Pastorear é ser fiel a todo o conselho de Deus; é ensinar ao povo a meditar na Palavra de Deus. Ser pastor é amar os perdidos com o mesmo amor com que Deus os ama. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pastores, não queiram ser apóstolos, mas busquem o secreto da oração. Não ambicionem ter megaigrejas, mas busquem ser achados despenseiros fiéis dos mistérios de Deus. Não se encantem com o brilho deste mundo, mas busquem ser apenas serviçais. Não alicercem seus ministérios sobre o ineditismo, mas busquem manejar bem a Palavra da verdade, aquela mesma que Timóteo ouviu de Paulo e que deveria transmitir a homens fiéis e idôneos, que por sua vez instruiriam a outros. Pastores, não permitam que os seus cultos se transformem em shows. Não alimentem a natureza terrena e pecaminosa das pessoas; preguem a mensagem do Calvário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Santo Agostinho afirmou: “O orgulho transformou anjos em demônios”. Se quisermos nos parecer com Jesus, sigamos o conselho de Paulo aos filipenses: “Tende o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.5-8). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Pr. Ricardo Gondim&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115237550267387990?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115237550267387990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115237550267387990' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115237550267387990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115237550267387990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/no-quero-ser-apstolo.html' title='Não Quero Ser Apóstolo'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115224321660784385</id><published>2006-07-07T00:29:00.000-03:00</published><updated>2006-07-07T00:33:36.623-03:00</updated><title type='text'>Amantes de Si Mesmos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Os efeitos de um ensino carnal no cristianismo são todos os grandes erros. A Bíblia ensina que “Nos últimos dias sobrevirão dias difíceis, pois os homens serão egoístas (amantes de si mesmos), avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus...”.&lt;br /&gt;Onde está o coração do homem, aí estão seus afetos também; e enquanto o coração do homem não for liberto do amor ao “EU”, então sua vida estará cheia dos demais pecados. Deus odeia a avareza e nos livra dela quando nos dá nova vida em Cristo Jesus. “E assim se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A Palavra de Deus nos chama a uma vida de abnegação na qual devemos olhar para “coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3.2). Portanto, visto que nosso Senhor estava tão contrário à avareza, advertiu muitas vezes a seus seguidores nos evangelhos contra o ser amantes de si mesmos. Devemos deixar nosso próprio caminho e o amor próprio. Agora, enquanto começamos a ver estas coisas nas Escrituras, decidir se um homem, cuja vida é controlada por este pecado, pode ser um verdadeiro filho de Deus. Não será mais uma alma enganada por este evangelho falso que ensina existir crente carnal? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Em Lucas 14.26 ouvimos o Senhor pronunciar estas palavras assombrosas: “Se alguém vem a mim e não aborrece a sua pai, e mão, e mulher, e filhos, e irmãos e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” Sim, são palavras assombrosas, mas são palavras do Filho de Deus e Ele não pode mentir. Em outras palavras, ele está dizendo que quando uma pessoa O ama e O segue neste mundo mal, é como se&lt;/span&gt; aborrecesse a seu próprio pai, mãe, esposa, filhos, irmãos e irmãs; e ainda a sua própria vida também. É a única ocasião em que Jesus fala dessa forma. Em Mateus 16.24-25 diz: “Então disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perdê-la por minha causa achá-la-á.” Ou seja, se procuro salvar a miha vida por não praticar a abnegação na fé cristã, vou perdê-la toda. Na verdade, não a tenho salvo, mas a perdi toda. Mas se perco a minha vida por amor de Cristo, e deixo de amar a mim mesmo, então a guardarei por toda a eternidade. Logo vemos em João 12.25: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” Bom, se segues acariciando-te e não te negas a ti mesmo, mas segues fazendo o que te convém para satisfazer aos desejos da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida, perderás essa vida que tens procurado salvar e amar; porém, o que aborrece sua vida neste mundo, para a vida eterna a guardará. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O que nosso Senhor está dizendo aqui é que não há nenhum lugar em seu reino para os “amantes de si mesmos”. Porque seu reino se compõe daqueles que O amam sobre tudo e negam-se a si mesmos. Novamente vemos que aquele que ama mais a sua vida que a Cristo perdê-la-á, mas o que aborrece sua vida neste mundo, preferindo o favor de Deus e mostrando mais interesse em Cristo que em sua própria vida guardá-la-á para a vida eterna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Além disso, vemos nas Escrituras a conseqüência final de um amor excessivo por nossa vida, um amor excessivo por nosso “ego”. Muitos há que se enamoram demasiadamente de si mesmos e perdem suas vidas por causa desse amor. Aquele que ama sua vida animal ou suas paixões tanto que satisfaz seus apetites e alimenta seus desejos da carne, encurtará seus dias e perderá a vida que tanto estima; não herdará essa vida infinitamente melhor que é a vida eterna com Cristo em glória depois da morte. Aquele que está tão enamorado, tanto da vida deste corpo com seus ornamentos e deleites que até negaria a Cristo em vez de perdê-la, perdê-la-á; isto é, perderá uma felicidade no mundo vindouro, enquanto procura segurar-se numa vida imaginária neste mundo presente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este é o erro fatal deste falso evangelho do Cristianismo carnal que tem produzido este fruto de “amantes de si mesmos”, ou seja, o egoísmo. Sustentam que estamos vivendo em um século mais iluminado e conseqüentemente devemos amar-nos a nós mesmos, amar o dinheiro e o prazer. Não teria Cristo vindo ao mundo para dar-nos vida e vida em abundância? Não somos filhos do Rei e não devemos Ter melhor qualidade de vida? Sim, Jesus disse que veio para dar vida, e vida abundante (Jo 10.10), porém lembremos que Ele veio para dar vida espiritual a Seu povo, a qual é uma vida abundante, não se trata de uma vida de abundância material que só produz mais amor a nós mesmos e mais amor ao dinheiro e ao prazer e no fim a condenação de nossas almas. Se nossa alma está inclinada a estas coisas, nossas afeições são más devido ao pecado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esses são os argumentos de quem deseja continuar em seus pecados e deseja viver em dois reinos ao mesmo tempo: “O Senhor não quer que amemos ao nosso próximo? Como podemos amá-lo se não sabemos amar a nós mesmos? Não sabes que se não aprendermos a amar a nós mesmos corretamente não poderemos amar ao nosso próximo?” Não nos deixemos enganar por esse raciocínio carnal, mesmo que nos pareça merecedor de crédito, pois as Escrituras não ensinam isso. A razão pela qual as pessoas utilizam este argumento carnal e distorcem as palavras do nosso bendito Salvador em Mateus 22.34-40, entendendo-as num sentido errado, é que não desejam amar o próximo, mas que querem dedicar-se mais aos prazeres e deleites deste mundo. Isso vemos quando analisamos com sinceridade. Dessa maneira, entregam-se a viver num mundo onde eles mesmos é que mandam. As desculpas apresentadas são: “Tenho que amar-me, devo buscar minhas raízes. Necessito de mais auto-estima!” Crêem que necessitam de tudo isso, mas isso poderá levá-los à condenação. Têm uma forma de piedade, porém vivem para si mesmas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vejamos um exemplo bíblico de alguém que perdeu sua vida por Cristo, porém, na verdade a salvou. Estamos falando de Saulo de Tarso, que se converteu em Paulo, o cristão, um filho de Deus e missionário. Ele disse: “Eu tinha muito amor próprio, me estimava bastante e tinha confiança na carne, porém, quantas coisas eram para minha ganância [esse egoísmo, essa grande auto-estima e essa confiança na carne]. Tudo isso tenho considerado como perda por amor de Cristo. Certamente tenho tudo como perda pela excelência do conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor, por amor do qual tenho perdido tudo considerando todas as coisas como refugo para ganhar a Cristo e ser achado nEle, não tendo justiça própria que é pela lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus pela fé” (parafraseado – Fp 3.4-9). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Novamente Paulo diz em Romanos 7.9: “Outrora, sem a lei, eu vivia; mas sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri” – ao meu egoísmo, minha auto-estima e minha confiança na carne. A estima de Paulo era de que ele se tratava pecador que merecia o inferno, que estava debaixo da ira justa de Deus. Paulo manteve este conceito e postura de si mesmo até sua morte. Depois de sua conversão ele se referia a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (I Co 15.9). “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça...” (Ef 3.8); ele se denominou o principal dos pecadores (I Tm 1.15); disse também: “...ainda que nada sou” (II Co12.11). Aqui não vemos nenhum egoísmo nem confiança na carne, porém aqui havia uma pessoa que havia aprendido da primeira bem-aventurança: “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.3). “Nada sou; não sou nada; de mim mesmo não posso fazer nada.” Desta forma o apóstolo se via ao crer na graça de Deus. Assim vemos a verdade de João 12.25, ilustrada em Paulo, que havia sido anteriormente Saulo de Tarso: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tu amas a ti mesmo mais do que a Deus? Estimas-te ou te amas muito? Tens confiança na carne? Se é assim, o “ego” é o teu ídolo, e nenhum idólatra pode entrar no reino dos céus (I Co 6.9); devemos fugir da idolatria (I Co 10.14). Os verdadeiros filhos de Deus adoram a “Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Fp 3.3). “Amantes de si mesmos mais que de Deus” são fruto desse evangelho de um cristianismo carnal. Cristo disse que aquele que não negasse a si mesmo e não O seguisse não poderia ser Seu discípulo. O verdadeiro Evangelho da graça de Deus diz: “Bem-aventurados os humildes de espírito”, e o homem que é pobre de espírito sabe que não é nada, que não tem nada e não pode fazer nada sem a graça de Deus. Portanto, ele não ama sua própria vida, senão que a aborrece neste mundo para que a possa guardar por meio da graça de Deus, por toda a eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;L. R. Shelton, Jr.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115224321660784385?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115224321660784385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115224321660784385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115224321660784385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115224321660784385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/amantes-de-si-mesmos.html' title='Amantes de Si Mesmos'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115194054626418060</id><published>2006-07-03T12:20:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T12:50:45.470-03:00</updated><title type='text'>O Que Aconteceu Naquela Cruz do Meio?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O cristianismo bíblico está em inflexível oposição a qualquer idéia de que a salvação inclui nossos esforços. Cristo apresentou uma visão radical de pecado e uma visão igualmente radical de Deus. Espero que, quando chegarmos ao final deste artigo, você concorde que o feito dEle por nós não tem nada em comum com outras teorias de salvação.&lt;br /&gt;Cristo foi crucificado entre dois ladrões. Se você tivesse filmado a cena com uma câmera, veria que Ele tinha a aparência de homem comum, morrendo uma morte comum, não obstante, dolorosa. Contudo o Novo Testamento ensina que, invisível aos olhos humanos, um sacrifício estava sendo feito pelos pecadores. Esta morte não era como as outras. A salvação, a qual o cristianismo define como a reconciliação com Deus, foi realizada para aqueles que crêem.&lt;br /&gt;Leia estas sete afirmações e pergunte: Que outra religião acredita nisso? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só Deus Planejou a Salvação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;j&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Quando o pecado entrou no universo por Lúcifer e depois chegou à família humana através de Adão e Eva, Deus não foi pego de surpresa. Nem teve de se ajustar ao mal e fazer o melhor que podia com a sua criação contaminada. Antes mesmo da Criação, o plano de Deus de salvar o homem caído já estava em seu lugar. Paulo escreveu: "Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos" (Tito 1.2). Em outro lugar lemos que antes da fundação do mundo Ele escolheu aqueles que seriam dEle (Efésios 1.4). Esta é outra prova, se é que se precisa de provas, de que a salvação era o plano de Deus desde a eternidade passada.&lt;br /&gt;Já no Éden, o Senhor disse&lt;/span&gt; à serpente: "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gênesis 3.15). Por meio de Cristo, Deus realizou no tempo certo o que tinha planejado na eternidade.&lt;br /&gt;O que isto nos diz sobre Deus? Que Ele é pessoal, que é um ser que pode pensar, planejar, escolher e agir. Ele existe independentemente do mundo como o único Deus infinito. E, reconhecidamente, Ele também é o Deus que busca.&lt;br /&gt;Se a religião pode ser definida como a tentativa do homem encontrar Deus, o cristianismo não é uma religião nesse sentido: cristianismo é Deus vindo procurar o homem. Figuradamente falando, Deus dá os primeiros passos em nossa direção, depois nos estende a mão para nos capacitar a dar o primeiro passo em direção a Ele. Se verdadeiramente o buscamos, é porque Ele nos busca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só Deus Dá Início à Salvação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;j&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O plano da eternidade passada é depois executado à maneira de Deus e de acordo com o seu tempo. Cristo vem e torna-se sacrifício para os pecadores. O mérito humano, todas aquelas ações que nos fazem sentir bem com nós mesmos, teve de permanentemente ser posto de lado como base de reconciliação com Deus. Do ponto de vista de Deus, não estamos cheios de bem latente, mas do mal latente. Cristo ensinou que o nosso coração é enganoso, e nossas imperfeições morais não podem ser cobertas ou mudadas por nós ou por rituais religiosos.&lt;br /&gt;Não pretendo implicar que sempre fazemos coisas ruins, nem somos inerentemente maus. Durante uma nevasca particularmente severa em Chicago, a mídia esmerou-se em mostrar que os vizinhos ajudam uns aos outros e, às vezes, pessoas ajudam estranhos a sobreviver. Alguns indivíduos [nesse sentido] são melhores ou piores que outros, mas atos de generosidade e compaixão são encontrados em diferentes graus entre todas as religiões do mundo. O que o cristianismo afirma é que nenhuma dessas obras é capaz de mudar a mente de Deus acerca de nós e nosso pecado.&lt;br /&gt;Mesmo nossas boas ações estão contaminadas; nossos motivos nunca são puros. Não há nada que possamos fazer que Deus aceite. Da mesma maneira que se pode juntar um milhão de bananas e com isso nunca conseguir uma laranja, assim toda bondade humana somada nunca mudará a mente de Deus no que respeita a, sequer, um único pecado. Ele não aceita a justiça humana; só aceita sua própria justiça.&lt;br /&gt;A torre da Sear's é o arranha-céu mais alto de Chicago. Os moradores podem ter facilidade em falar com orgulho sobre a altura do edifício em relação aos outros. Mas se a conversa se voltasse para qual dos edifícios está mais perto da estrela mais distante, a torre da Sear's ainda seria a primeira, embora a diferença em termos de proximidade seria desprezível. Nós, como edifícios, somos tão altos quanto nosso padrão de medida.&lt;br /&gt;Gostamos de pensar que somos melhores que os outros, mas quando nos comparamos com Deus, há pequena diferença entre nós. Podemos soltar um suspiro de alívio quando percebemos que muitas pessoas são piores do que nós; mas tais julgamentos são enganosos. Somos como o menino que disse que tinha um metro e oitenta e dois de altura, e tinha mesmo, de acordo como o metro que ele havia feito! Esquecemo-nos de que a santidade de Deus é tão radicalmente diferente que nenhuma bondade humana pode se aproximar dela. "Porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.22b,23). O padrão de Deus é a sua glória.&lt;br /&gt;Não temos nada em comum com a santidade de Deus. Agostinho disse: "Aquele que entende a santidade de Deus desespera-se ao tentar satisfazê-lo". O espaço moral entre nós e Deus é infinito. Como Douglas Groothuis: "O amor de Jesus não pode ser reduzido ao desejo de ver deidades ignorantes descobrindo a identidade delas e, assim, tomarem parte em sua cristandade [...] Onde a Nova Era vê um deus dormente, Jesus encontra uma tempestade de transgressões".&lt;br /&gt;Em capítulo anterior [do livro], mostrei que se alguém está se afogando, precisa de um salva-vidas qualificado para o ajudar. De fato, isto ameniza o problema. Não estamos apenas nos afogando; estamos (falando espiritualmente) já mortos em delitos e pecados. Não precisamos somente de uma corda, precisamos de alguém que nos tire da água e nos dê vida. As outras religiões pegam pessoas boas e tentam melhorá-las, mas só Cristo pega pessoas mortas e as ressuscita.&lt;br /&gt;Não estou dizendo que podemos contribuir um pouco para a nossa salvação; não podemos contribuir com nada. Se Deus não salvasse nunca nos salvaríamos; se Ele não nos reconciliasse consigo, nunca seríamos reconciliados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só Deus Completa a Salvação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;y&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como Deus pode associar-se com pecadores e ainda assim manter sua honra? Há alguns anos, um grupo de ateus publicou um panfleto no qual pretendiam escarnecer a Deus. A intenção era demonstrar que se somos conhecidos por nossos amigos, a reputação de Deus está em dúvida. Eles destacaram que Abraão mentiu acerca de sua esposa para salvar a própria pele e, não obstante, foi chamado "amigo de Deus". Jacó era mentiroso e enganador, contudo foi chamado de "príncipe com Deus". Davi era adúltero e assassino, mas foi chamado de: "homem segundo o coração de Deus". Os ateus perguntaram: Que tipo de Deus se associaria com estes homens e os chamaria de seus amigos?&lt;br /&gt;Em sua maneira desarrazoada, estes incrédulos tiveram um ponto válido. Se tivéssemos de julgar alguém por seus amigos, a reputação de Deus estaria manchada. Assim, qualquer coisa que Deus tivesse feito para reconciliar os pecadores teria de vindicar a sua honra. Sua reputação teria de ser preservada e o escândalo retirado do seu nome.&lt;br /&gt;Paulo escreveu que Deus revelou Cristo publicamente "para propiciação pela fé no seu sangue, [...] para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus" (Romanos 3.25,26). Deus permaneceu justo e, ao mesmo tempo, tornou-se justificador daqueles que crêem.&lt;br /&gt;A santidade de Deus não podia ser manchada ou comprometida para alcançar o resultado desejado por Ele. Deus não podia abaixar seus padrões por causa do amor; Ele não podia escolher ser reconciliado com aqueles que ainda eram considerados pecadores. Nem podia fingir que o pecado não existe. Quem satisfaria suas exigências? Quem satisfaria sua justiça? Quem satisfaria sua afronta contra o pecado? Só Deus poderia satisfazer suas próprias exigências.&lt;br /&gt;Deus Pai exige a perfeição que não temos, mas Deus Filho veio morrer na cruz para prover essa justiça. Ele viveu uma vida de obediência perfeita e fez um sacrifício perfeito, que o Pai aceitou em nosso favor. Nenhum ato humano está envolvido; nenhum mérito pode ser acrescentado à perfeição da obra de Cristo.&lt;br /&gt;Alguém pode morrer por outra pessoa no campo de batalha. Uma pessoa pode morrer até por muitos, na hipótese de um prisioneiro político que é executado como resgate por seus compatriotas, mas é inconcebível que alguém morra por gerações que não nasceram. Quando a Bíblia diz que Cristo é a "propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo" (1 João 2.2), refere-se ao sacrifício feito que nos reconcilia com Deus. Ele morreu de maneira que não precisamos sofrer o destino final que nossos pecados merecem.&lt;br /&gt;Ainda que Cristo não tivesse cometido um único pecado, numa cruz fora de Jerusalém Ele tornou-se culpado de toda a perversidade que vemos em nosso planeta. Tornou-se legalmente culpado de estupro, abuso de crianças e mentira - culpado de todos os pecados Ele diante de Deus. Não admira que a luz do sol escurecesse e as trevas caíssem sobre toda a terra! O criminoso mais terrível estava morrendo na cruz. O Compositor da canção nos lembra:&lt;br /&gt;O Sol em trevas se escondeuE em si guardou sua glóriaQuando Cristo, o Criador poderoso, morreuPelos pecados da criatura homem.&lt;br /&gt;Fora do alcance da observação humana, Deus estava no centro do palco. Como um prisma, a cruz reflete a beleza de Deus. Aqui, aos olhos de todos, Deus estava redimindo os pecadores, enquanto permanecia perfeitamente sem pecado. Deus nos tirou da sarjeta sem se sujar. Considerando que ofendemos um ser infinito, um sacrifício infinito teve de ser constituído por nós. Só Deus poderia fazer isso. Como disse Pascal: "A encarnação mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio necessário".&lt;br /&gt;Agora, se alguém acusa Deus de associar-se com pecadores, a resposta é que pecadores que crêem foram declarados tão justos quanto Cristo. Deus os vê legalmente por meio das perfeições de Cristo. Estes seres caídos não devem a Deus nada acerca de justiça, pois Cristo pagou tudo.&lt;br /&gt;Na Califórnia, um cidadão recebeu multa por excesso de velocidade. Depois que o juiz deu a sentença, este deixou o assento dos juízes, colocou-se ao lado do réu e pagou a multa por ele. Não importa o quão elevado seja o padrão de Deus, conquanto que Ele o satisfaça por nós. E até que saibamos o quanto somos maus, nunca saberemos o quão bom Deus é!&lt;br /&gt;Este Deus, o Deus do cristianismo, é diferente dos deuses de outras religiões. Como já ressaltei, Alá, o deus tribal de Maomé, não é uma trindade e, portanto, nunca poderia encarnar-se. Visto que há muitos deuses nas religiões orientais, eles não podem reivindicar exclusividade, nem pode qualquer um deles prometer aos seus seguidores o dom do perdão e a reconciliação pessoal com o Supremo Ser. Nenhuma outra religião reivindica ter um Deus exclusivo e Criador, que se torna homem para redimir a humanidade.&lt;br /&gt;De fato, o budismo poderia sobreviver sem Buda. Quando perguntaram a Buda como gostaria de ser lembrado, ele respondeu que seus seguidores não deveriam se aborrecer com essa questão, visto que somente seus ensinos importavam. Os ensinos do hinduísmo poderiam sobreviver independentemente de quem os originou. Mesmo o islamismo poderia sobreviver se as revelações tivessem vindo por algum outro profeta. Nenhum destes líderes reivindicou pessoalmente ter a capacidade de libertar o coração humano do pecado. Mas o cristianismo não poderia ter sobrevivido sem Cristo, a segunda pessoa da Trindade, e isso não foi realizado por seus ensinos, mas pela morte na cruz. Sua missão era a redenção, e isso não foi realizado por seus ensinos, mas pela morte na cruz. Esvaziar a cruz de seu significado é despojá-la de seu poder.&lt;br /&gt;A idéia de que o próprio Deus sofreria e proveria um sacrifício para reconciliar e perdoar o gênero humano é singular para o cristianismo. Nenhuma outra religião proclama que o melhor dos esforços e ensinos humanos não podem salvar. Uma missão de salvamento teve de ser empreendida, que envolveu tanto um método de perdão quanto o poder criativo de mudar nossa disposição humana básica. Só um Deus pessoal agindo intencionalmente poderia fazer isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só Deus Pode Oferecer a Salvação como um Presente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se até aqui você seguiu o argumento, concordará que a lógica exige que a salvação deve ser oferecida como um presente ao gênero humano caído. Um presente só pode ser recusado ou aceito; não pode ser merecido. Este presente não é dado indiscriminadamente, mas somente àqueles que crêem. Quer dizer, é dado àqueles que perdem a esperança de se salvar a si mesmos, àqueles que dependem só de Cristo.&lt;br /&gt;"Pela graça sois salvos por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8-9). Se perguntassem a razão de Deus requerer fé, responderíamos que é porque Ele aprecia ser crido. A fé é em si mesma não é um ato meritório; o mérito está naquEle a quem a fé é dirigida. É um presente dado a quem Deus mostraria sua misericórdia. A fé não tem a intenção de ganhar o favor de Deus, mas depende somente do favor imerecido de Deus.&lt;br /&gt;Já encontrei pessoas que pensam ter pecado tanto ou por tanto tempo que não podem mais ser reconciliadas com Deus. O que elas precisam entender é que este presente está disponível a qualquer pessoa, pouco importando o quão grande seja o pecado. É muito melhor ser um bom cidadão do que um criminoso, mas se um indivíduo generoso desejasse dar o mesmo presente para ambos, trata-se de prerrogativa dele. Considerando que nenhum dos dois o merecem, a extensão dos seus pecados e fracassos pessoais é, deste ponto de vista, irrelevante.&lt;br /&gt;Da mesma forma que o solo mais seco está precisando de chuva, assim aqueles que são grandes pecadores são os primeiros a perceber que têm uma necessidade que só Deus pode satisfazer. E assim como a terra não faz nenhuma contribuição quando a chuva cai, mas beneficia-se do presente recebido, assim nos beneficiamos da justiça que não merecemos. Lembre-se das palavras de Cristo: "Eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento" (Mateus 9.13).&lt;br /&gt;Deus faz tudo no que tange ao dar, e nós fazemos tudo no que tange ao receber. Nossa contribuição é admitir nossos pecados e nossas desesperanças. A contribuição de Deus é nos dar a justiça de Cristo e nos tornar membros da família de Deus para sempre.&lt;br /&gt;Cristo ensinou que são poucos os que aceitam este presente em comparação com os que deliberadamente o rejeitam ou ignoram a oferta. Admitir que só Cristo pode nos salvar é difícil. Quanto recebemos este presente, revisamos nossa avaliação de nós mesmos de época anterior. Isso torna o presente difícil de aceitar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só Deus Garante a Salvação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois que o presente é recebido, pode ser devolvido? Alguns pensam que podemos perder a salvação por apostasia ou rebelião. Mas quando Deus constrói uma ponte sobre aquela brecha infinita e torna um membro caído do gênero humano seu filho, o processo não pode ser desfeito. Muito está em jogo para Deus perder um filho que agora lhe pertence. Assim como não rejeito meus filhos quando eles me desobedecem, assim Deus está comprometido conosco agora e na eternidade. Fomos selados com o Espírito Santo de Deus para o Dia da redenção (Efésios 4.30).&lt;br /&gt;Para dizer em outras palavras: o que você pensaria de um pastor que pela manhã recebesse cem ovelhas e à noite voltasse com noventa e duas? Ele seria ridicularizado por descuido, incapacidade e fracasso em desempenhar suas responsabilidades básicas. É comum as ovelhas se extraviarem, e outras seguirem falsos caminhos feitos por ladrões que procuram atraí-las para fora do rebanho. Mas o pastor competente sabe destas coisas. Ele mantém um olho atento em cada ovelha; e quando ela vagueia, ele a traz de volta custe o que custar.&lt;br /&gt;Cristo nos assegurou que Ele é um pastor competente: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai." (João 10.27-29). Em outro lugar, [também] ensinou: "E a vontade do Pai, que me enviou, é esta: que nenhum de todos aqueles que ele me deu se perca, mas que eu o ressuscite no último dia" (João 6.39).&lt;br /&gt;Este presente, uma vez dado, é nosso para sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;u&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só Deus nos Dá a Certeza da Salvação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;j&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Na pintura que Michelângelo fez do juízo final, as expressões nos rostos daqueles que estavam prestes a ser julgados refletem a incerteza e medo. Ninguém no afresco, exceto a virgem Maria, sabe de seu destino final. Talvez isto não descreva a própria apreensão de Miguel Ângelo sobre a morte ou a convicção prevalecente de que ninguém nesta vida pode ter certeza de que será alegremente recebido por Deus na bem-aventurança divina.&lt;br /&gt;É possível saber se fomos absolvidos por Deus, de forma que uma eternidade de bênçãos nos aguarda? Todas as religiões não-cristãs (e mesmo aqueles ramos da cristandade que fazem das obras parte da salvação) insistem que a resposta é não. A razão é óbvia: uma vez que o mérito humano contribua para o processo de salvação, nenhum de nós pode saber se fizemos o bastante para ganhar nosso lugar.&lt;br /&gt;Algumas pessoas afirmam que são culpados de presunção os que têm certeza de ir para o céu quando morrerem. Claro que têm razão, dada a premissa de que a salvação é um esforço cooperativo entre nós e Deus. Mesmo que 95 por cento do processo de salvação fosse feito por Deus e 5 por cento dependessem de mim, a certeza estaria fora de alcance. Nunca estaríamos seguros de que fizemos nossa parte no trato.&lt;br /&gt;O cristianismo do Novo Testamento afirma que podemos ter a certeza pessoal, porque todas as nossas exigências são satisfeitas por Cristo que tem credenciais impecáveis. Quando Agostinho percebeu que os padrões de Deus eram muito altos para serem alcançados, clamou: "Ó, Deus, exige o que quiseres, mas proveja o que exigires!". Ele entendeu que não temos de temer o alto padrão de Deus, contanto que Ele o satisfaça por nós. Essa é precisamente a Boa-Nova do Evangelho.&lt;br /&gt;Sim, podemos ter certeza de nossa relação com Deus. Como mencionado acima, Cristo disse que suas ovelhas ouviriam a sua voz; há um título de propriedade formado com base em dados objetivos e subjetivos. O apóstolo João registrou: "Estas coisas vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, vós os que credes no nome do Filho de Deus" (1 João 5.13). É certo que Deus, que nos deu uma revelação detalhada, não nos deixaria em dúvida acerca da pergunta mais importante que possivelmente iríamos ponderar. Estamos falando sobre perdição ou glória, inferno ou céu.&lt;br /&gt;Três testemunhas nos ajudam a saber onde estamos. A primeira refere-se às promessas de Cristo. Ele disse que os que crêem nEle têm a vida eterna (João 3.36; João 5.24). Crer significa "confiar" ou "depender". Tal fé é uma confissão de nossa própria incapacidade, com uma decisão consciente de confiar em Cristo, o Redentor.&lt;br /&gt;A fé salvadora pode duvidar ás vezes, mas continua olhando para Cristo, confiante de que Ele fará exatamente o que prometeu. A fé inicial, com a qual a pessoa crê, cresce na vida daquele que foi feito membro da família de Deus. Também não devemos confiar nem em nossas obras, nem no batismo, nem nos outros sacramentos. A quantidade de fé não é tão importante quanto o objeto da fé, ou seja, Cristo e sua obra perfeita na cruz.&lt;br /&gt;A segunda testemunha é o Espírito. "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Romanos 8.16). O Espírito Santo não só nos regenera quando nos voltamos para Cristo pela fé, mas Ele passa a habitar em nós. Um sentimento pessoal da presença do Espírito é o dom de Deus aos que são membros de sua família. Uma certeza interior surge no coração do homem.&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, há o fruto de uma nova vida, as obras resultantes do novo nascimento, um milagre feito por Deus no coração humano. Duas mudanças mais evidentes são um amor por Cristo e sua Palavra, e uma nova perspectiva sobre o pecado. Agora vemos o pecado pela impureza que ele realmente é, e a necessidade de manter comunhão com o nosso Pai celeste torna-se prioridade. Deus muda nossa disposição interior, de modo que temos um novo apetite espiritual com um desejo de conhecer o Deus que nos salvou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Só Deus nos Dá um Futuro com Ele&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O cristianismo não ensina a reencarnação, mas a ressurreição (1ª Corínitos 15). Este ponto particular para o corpo humano contradiz a reivindicação gnóstica de que a matéria é má. E contradiz a reivindicação oriental de que perdemos nossa individualidade mediante um ciclo de renascimentos. Nossos corpos desintegrados serão reconstituídos de forma que teremos um corpo eterno. Cada alma (a mente com suas lembranças e afeições) será reunida ao seu corpo, de forma que será uma pessoa inteira, em comunhão pessoal com outras pessoas e com Deus para sempre.&lt;br /&gt;A eternidade não é vaga nem irreal, mas individual, consciente e eterna. Apesar de recebermos novos corpos indestrutíveis e uma natureza nova, por toda eternidade seremos a pessoa que somos hoje.&lt;br /&gt;Agora podemos entender por que o cristianismo é único, impossível de ser combinado com outros deuses, profetas ou teorias de salvação. A força do Evangelho está em sua pureza; sempre que acrescentamos, subtraímos; quando misturamos, diluímos. &lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;E E. Lutzer&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115194054626418060?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115194054626418060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115194054626418060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115194054626418060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115194054626418060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/o-que-aconteceu-naquela-cruz-do-meio.html' title='O Que Aconteceu Naquela Cruz do Meio?'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115193200947305011</id><published>2006-07-03T09:59:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T10:09:18.696-03:00</updated><title type='text'>Adoradores ou Consumidores?O Outro Lado da Herança de Charles G. Finney</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A palavra "evangélicos" tem se tornado tão inclusiva que corre o perigo de se tornar totalmente vazia de significado —&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt; R. C. Sproul &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter 5 mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo (e mesmo assim, um deles o traiu). Em outras palavras, uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me ao evento da multiplicação dos pães narrado em João 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas ele recusou-se (João 6.15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (6.26,30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase que todos da multidão (6.60,66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que ele é o Salvador, o que tem as palavras de vida eterna (6.67-69). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O Senhor Jesus poderia ter satisfeito às necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei, e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos, a ter uma vasta multidão que o fazia pelos motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Infelizmente, parece prevalecer em nossos dias uma mentalidade entre os evangélicos bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Parece-nos que muitos, à semelhança da sociedade em que vivemos, tem uma mentalidade de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo característico da nossa época parece ter achado a porta da igreja evangélica, tem entrado com toda a força, e para ficar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;l&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades pessoais são o centro; e a "escolha" das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno&lt;/span&gt; da pessoa, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;l&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, psicológicas, físicas e materiais das pessoas. E neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar a freqüentar as igrejas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta mentalidade consumista por parte de evangélicos se mostra por vários ângulos. Numa pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos constatou-se que 4 em cada 10 americanos estão envolvidos em pequenos grupos que se reúnem semanalmente buscando saída para o envolvimento com drogas, problemas familiares, solidão e isolacionismo. Embora evidentemente muitos estarão em busca de uma oportunidade para aprofundar a experiência cristã e crescer no conhecimento de Deus, a maioria, segundo Gallup, busca satisfazer suas necessidades pessoais. De acordo com a revista Newsweek, 1 em cada 5 americanos sofre de alguma forma de doença mental (incluindo ansiedade, depressão clínica, esquizofrenia, etc.) durante o curso de um ano. E disso se aproveitam os espertos. Uma denúncia contra a indústria evangélica de saúde mental foi feita ano passado por Steve Rabey em Christianity Today. Cada vez mais cresce o marketing nas igrejas na área de aconselhamento, com um número alarmante de profissionais cristãos oferecendo ajuda psicológica através de métodos seculares. A indústria de música cristã tem crescido assustadoramente, abandonando por vezes seu propósito inicial de difundir o Evangelho, e tornando-se cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. A maioria das gravadoras evangélicas nos Estados Unidos pertence às corporações seculares de entretenimento. As estrelas do gospel music cobram cachês altíssimos para suas apresentações. Num recente artigo em Strategies for Today’s Leader, Gary McIntosh defende abertamente que "o negócio das igrejas é servir ao povo". Ele defende que a igreja deve ter uma mentalidade voltada para o "cliente", e traçar seus planos e estratégias visando suas necessidades básicas, e especialmente faze-los sentir-se bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um efeito da mentalidade consumista das igrejas é o que tem sido chamado de "a síndrome da porta de vai-e-vem". As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Tão logo a igreja que freqüentam deixa de satisfazer as suas necessidades, elas saem pela porta tão facilmente quanto entraram. As pessoas buscam igrejas onde se sintam confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade de uma igreja que as faça crescer em Cristo e no amor para com os outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Creio que há vários fatores que provocaram a presente situação. Ao meu ver, um dos mais decisivos é a influência da teologia e dos métodos de Charles G. Finney no evangelicalismo moderno. Houve uma profunda mudança no conceito de evangelização ocorrida no século passado, devido ao trabalho de Charles Finney. Mais do que a teologia do próprio Karl Barth, a teologia e os métodos de Finney têm moldado o moderno evangelicalismo. Ele é o herói de Jerry Falwell, Bill Bright e de Billy Graham; é o celebrado campeão de Keith Green, do movimento de sinais e prodígios, do movimento neopentecostal, e do movimento de crescimento da igreja. Michael Horton afirma que grande parte das dificuldades que a igreja evangélica moderna passa é devida à influência de Finney, particularmente de alguns dos seus desvios teológicos: "Para demonstrar o débito do evangelicalismo moderno a Finney, devemos observar em primeiro lugar os desvios teológicos de Finney. Estes desvios fizeram de Finney o pai dos fatores antecedentes aos grandes desafios dentro da própria igreja evangélica hoje: o movimento de crescimento de igrejas, o neopentecostalismo, e o reavivalismo político". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para muitos no Brasil seria uma surpresa tomar conhecimento do pensamento teológico de Finney. Ele é tido como um dos grandes evangelistas da Igreja Cristã, e estimado e venerado por evangélicos no Brasil como modelo de fé e vida. E não poderia ser diferente, visto que se tem publicado no Brasil apenas obras que exaltam Finney. Desconheço qualquer obra em português que apresente o outro lado. Meu alvo, neste artigo, não é escrever extensamente sobre o assunto, mas mostrar a relação de causa e efeito que existe entre o ensino e métodos de Finney e a mentalidade consumista dos evangélicos hoje. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em sua obra sobre teologia sistemática (Systematic Theology [Bethany, 1976]), escrita pelo fim de seu ministério, quando era professor do seminário de Oberlin, Finney revela ter abraçado ensinos estranhos ao Cristianismo histórico. Ele ensina que a perfeição moral é condição para justificação, e que ninguém poderá ser justificado de seus pecados enquanto tiver pecado em si (p. 57); afirma que o verdadeiro cristão perde sua justificação (e conseqüentemente, a salvação) toda vez que peca (p. 46); demonstra que não acredita em pecado original e nem na depravação inerente ao ser humano (p. 179); afirma que o homem é perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo, sem a ajuda do Espírito Santo, a oferta do Evangelho. Mais surpreendente ainda, Finney nega que Cristo morreu para pagar os pecados de alguém; ele havia morrido com um propósito, o de reafirmar o governo moral de Deus, e nos dar o exemplo de como agradar a Deus (pp. 206-217). Finney nega ainda, de forma veemente, a imputação dos méritos de Cristo ao pecador, e rejeita a idéia da justificação com base da obra de Cristo em lugar dos pecadores (pp. 320-333). Quanto à aplicação da redenção, Finney nega a idéia de que o novo nascimento é um milagre operado sobrenaturalmente por Deus na alma humana. Para ele, "regeneração consiste no pecador mudar sua escolha última, sua intenção e suas preferência; ou ainda, mudar do egoísmo para o amor e a benevolência", e tudo isto movido pela influência moral do exemplo de Cristo ao morrer na cruz (p. 224). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Finney, reagindo contra a influência calvinista que predominava no Grande Avivamento ocorrido na Nova Inglaterra do século passado, mudou a ênfase que havia à pregação doutrinária para uma ênfase à fazer com que as pessoas "tomassem uma decisão", ou que fizessem uma escolha. No prefácio da sua Systematic Theology ele declara a base da sua metodologia: "Um reavivamento não é um milagre ou não depende de um milagre, em qualquer sentido. É meramente o resultado filosófico da aplicação correta dos métodos." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;l&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Finney não estava descobrindo uma nova verdade, mas abraçando um erro antigo, defendido por Pelágio no século IV, e condenado como herético pela Igreja, ou seja, que nenhum de nós nasce pecador; o homem, por nascimento, é neutro, e capaz de fazer escolhas para o bem e para o mal com inteira liberdade. Finney tem sido corretamente descrito por estudiosos evangélicos como sendo semi-pelagiano (ou mesmo, pelagiano) em sua doutrina, e um dos responsáveis maiores pela disseminação deste erro antigo entre as igrejas modernas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na teologia de Finney, Deus não é soberano, o homem não é um pecador por natureza, a expiação de Cristo não é um pagamento válido pelo pecado, a doutrina da justificação pela imputação é insultante à razão e à moralidade, o novo nascimento é produzido simplesmente por técnicas bem sucedidas, e avivamento é o resultado de campanhas bem planejadas com os métodos corretos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Antes de Finney, os evangelistas reformados aguardavam sinais ou evidências da operação do Espírito Santo nos pecadores, trazendo-os debaixo de convicção de pecado, para então guiá-los à Cristo. Não colocavam pressão sobre a vontade dos pecadores, por meio psicológicos, com receio de produzir falsas conversões. Finney, porém, seguiu caminho oposto, e seu caminho prevaleceu. Já que acreditava na capacidade inerente da vontade humana de tomar decisões espirituais quando o desejasse, suas campanhas de evangelismo e de reavivamento passaram a girar em torno de um simples propósito: levar os pecadores a fazer uma escolha imediata de seguir a Cristo. Com isto, introduziu novos métodos nos seus cultos, como o "banco dos ansiosos" (de onde veio a prática de se fazer apelos ao final da mensagem), o uso de qualquer medidas que provocassem um estado emocional propício ao pecador para escolher a Deus, o que incluía apelos emocionais e denúncias terríveis do pecado e do juízo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O impacto dos métodos reavivalistas de Finney no evangelicalismo moderno são tremendos. Seus sucessores têm perpetuado estes métodos e mantido as características do fundador: o apelo por decisões imediatas, baseadas na vontade humana; o estímulo das emoções como alvo do culto; o desprezo pela doutrina; e a ênfase que se dá na pregação a se fazer uma escolha, em vez da ênfase às grandes doutrinas da graça. As igrejas evangélicas de hoje, influenciadas pela teologia e pelos métodos de Finney, acreditando que reavivamentos podem ser produzidos, e que pecadores podem decidir seguir a Cristo quando o desejarem, têm adotado táticas e práticas em que as pessoas são vistas como clientes, e que promovem a mentalidade consumista nas igrejas evangélicas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A relação entre os métodos de Finney e o espírito consumista moderno foi corretamente notado por Rodney Clapp, em recente artigo na Christianity Today (Outubro de 1966): "Ao enfatizar a importância de se tomar uma decisão para Cristo, Charles Finney e outros reavivalistas ajudaram na sacramentalização da ‘escolha’, elemento chave do consumismo capitalista de hoje. O reavivalismo [de Finney] encorajava sentimentos de êxtase e a abertura do indivíduo para mudanças costumeiras de conversão e reconversão" (p. 22). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Senhor Jesus preferiu doze seguidores genuínos a ter uma multidão de consumidores. Creio que a igreja evangélica brasileira precisa seguir a Cristo também aqui. É preciso que reconheçamos que as tendências modernas em alguns quartéis evangélicos é a de produzir consumidores, muito mais que reais discípulos de Cristo, pela forma de culto, liturgias, atrações, e eventos que promovem. Um retorno às antigas doutrinas da graça, pregadas pelos apóstolos e pelos reformadores, enfatizando a busca da glória de Deus como alvo maior do homem, poderá melhorar esse estado de coisas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Augustus Nicodemus Lopes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115193200947305011?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115193200947305011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115193200947305011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115193200947305011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115193200947305011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/adoradores-ou-consumidoreso-outro-lado.html' title='Adoradores ou Consumidores?O Outro Lado da Herança de Charles G. Finney'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115176991178799688</id><published>2006-07-01T12:56:00.000-03:00</published><updated>2006-07-01T13:05:11.823-03:00</updated><title type='text'>Eleição e Evangelização</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Desde toda a eternidade Deus preordenou tudo o que acontece, incluindo o destino dos homens. A Bíblia chama de predestinação o decreto divino concernente a esse destino. O aspecto da predestinação mais saliente na Escritura é conhecido pelo nome de eleição. É ensinada em muitas passagens, como a de &lt;strong&gt;Efésios 1:4-6,11&lt;/strong&gt;, que diz: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado...Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade". &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Nenhum concílio de igrejas deliberou sobre este assunto tão extensamente e com tão laboriosa consideração pela Palavra de Deus como o fez o &lt;strong&gt;Sínodo de Dort&lt;/strong&gt;, em 1618 e 1619. Nele, praticamente todas as igrejas reformadas - calvinistas - da Europa, estiveram representadas. Aquela corporação de teólogos chegou à seguinte conclusão: "A eleição é o imutável propósito de Deus pelo qual, antes da fundação do mundo, simplesmente por Sua graça, de acordo com o soberano beneplácito da Sua vontade, de toda a raça humana que, por sua própria culpa, caíra do seu primitivo estado de retidão no pecado e na destruição, escolheu um certo número de pessoas para a redenção em Cristo, a quem Ele, desde a eternidade, designou para ser o Mediador e a Cabeça dos eleitos e o fundamento da salvação" (Cânones de Dort I, 7). O Capítulo III da Confissão de Fé de Westminster, sem dúvida o mais amadurecido de todos os credos calvinistas, considerado por muitos como o maior credo da cristandade, não é menos explícito sobre esse tema. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Ao procurarmos relacionar com a evangelização esta fase daquilo que normalmente é denominado "a secreta vontade de Deus", convém lembrar que&lt;/span&gt; estamos lidando com um profundo mistério, que estamos em terra santa, onde os anjos temem pisar, que o homem finito não pode nem começar a compreender o Deus infinito, e que, portanto, temos que ser sóbrios, evitando escrupulosamente qualquer especulação humana e apoiando-nos estritamente na segura Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Amorosa Soberania da Eleição&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A base da eleição não está nos escolhidos, mas em Deus. Não é verdade, como às vezes se diz, que Deus escolheu certas pessoas porque já sabia que iam crer em Cristo. Por certo Ele tinha conhecimento prévio disso, como também de tudo quanto haveria de suceder no tempo. Mas esse conhecimento prévio, ou presciência, não foi a razão da Sua escolha. A fé salvadora é um dom de Deus aos Seus eleitos. Por essa fé a eleição deles é concretizada (Efésios 2:8). Em vez de ser a base da eleição, é uma de suas conseqüências. A Bíblia afirma com clareza que Deus os escolheu "segundo o beneplácito de sua vontade" (Efésios 1:5). Isto só pode significar que Ele os escolheu soberanamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O caráter soberano da eleição transparece também no fato de que foi incondicional. Deus não escolheu certas pessoas para a vida eterna porque sabia que iriam crer em Cristo. Tampouco decretou que certos pecadores seriam salvos se eles cressem em Cristo. Deus decretou que certas pessoas seriam salvas mediante a fé em Cristo. Daí Paulo informou os cristãos de Tessalônica: "Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade" (2 Tessalonicenses 2:13). Então, a fé é um fruto da eleição, não condição. "Ainda que Deus sabe tudo quanto pode ou há de acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, ele não decreta coisa alguma por havê-las previsto como futura, ou como coisa que havia de acontecer em tais e tais condições" (Confissão de Fé de Westminster III, 2). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A soberania da eleição é manifesta ainda em sua imutabilidade. Deus declarou solenemente: "O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade" (Isaías 46:10). Paulo afirma: "Aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou" (Romanos 8:30). Cada um dos eleitos de Deus tem a segurança de que chegará à glória celeste. Os teólogos de Westminster andaram bem quando afirmaram que os eleitos "são e imutavelmente designados; o seu número é tão certo e definido, que não pode ser nem aumentado nem diminuído (Confissão de Fé de Westminster III, 4). Do mesmo modo, agiu bem o Sínodo de Dort ao atribuir a eleição ao "imutável beneplácito" de Deus (Cânones de Dort I, 11). Deus, "em quem não pode existir variação, nem sombra de mudança" (Tiago 1:17), não altera o Seu decreto. O frágil ser humano não o pode modificar. Nem Satanás. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ninguém vá pensar que Deus escolheu arbitrariamente certas pessoas para a salvação. Deus não faz nada arbitrariamente. Tudo o que faz, Ele o faz porque é quem Ele é. Que é, pois, que havia em Deus que o moveu, por assim dizer, a escolher certas pessoas para a vida eterna? Deus respondeu inequivocadamente essa pergunta em Sua Palavra. Escolheu-as porque as amou. Romanos 8:29 diz: "Aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho", e 1 Pedro 1:2 fala dos escolhidos de Deus como "eleitos, segundo a presciência de Deus". Nestas duas passagens é evidente que conhecimento tem aquele sentido denso, tão freqüente na Escritura; a saber, amor. Presciência, então, é amor desde a eternidade. Deus amou os Seus eleitos desde a eternidade. Por essa razão os elegeu para a vida eterna. E se se perguntar por que Deus, desde a eternidade, amou para a salvação alguns homens em distinção de outros, convém que humildemente confessemos nossa ignorância. Somente numa extensão muitíssimo limitada podemos acompanhar os pensamentos de Deus. Seus pensamentos não são os nossos pensamentos. Como os céus são mais altos do que a terra, assim os pensamentos de Deus são mais altos do que os nossos pensamentos (Isaías 55:8,9). Contudo, sabemos isto: Ninguém merecia o amor de Deus. Como todos pecaram em Adão, todos mereciam a morte - sim, a morte eterna. Todos eram "por natureza filhos da ira" (Efésios 2:3). Se Deus tivesse deixado todos os homens perecerem eternamente, todos teriam recebido o que com justiça mereciam e ninguém teria de que se queixar. Por esta razão, é uma presunção indescritível queixar-se alguém de que Deus, no Seu conselho de predestinação, escolheu uns e deixou de lado outros. Aplicam-se aqui as causticantes palavras do apóstolo: "Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro para desonra?" (Romanos 9:20,21). Ao invés de achar algumas culpa em Deus pelo fato de Ele tratar de maneira inteiramente justa certos pecadores merecedores do inferno, adoremo-lo por este eterno e gracioso amor que salva outros igualmente merecedores de condenação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fala-se aos cristãos que Deus os escolheu em Cristo (Efésios 1:4). Há muita discussão entre os teólogos sobre o significado exato dessa frase. Por ora, basta tirar algumas conclusões claras. Obviamente fica excluída a idéia de que Deus tenha escolhido determinados pecadores para a salvação sem referência a Cristo, e que, depois de ter feito isso, planejou a realização da salvação deles por meio de Cristo. Isso faria de Cristo um simples meio, no processo de execução do decreto de eleição. Não se nos diz que os eleitos foram escolhidos para a salvação por meio de Cristo, mas, sim, que foram escolhidos em Cristo para a salvação. É igualmente claro que a frase em Cristo não pode significar que, como Mediador entre Deus e os pecadores, Cristo, por assim dizer, induziu o Pai a escolher certos pecadores para a vida eterna. Esta interpretação contradiz João 3:16, que estabelece que Deus foi movido pelo amor aos pecadores ao enviar Seu Filho ao mundo para a realização da Sua obra mediadora. O fato de que Deus escolheu os Seus em Cristo significa necessariamente - sejam quais forem as outras verdades aí envolvidas - que no conselho da eleição Deus os viu como pertencentes a Cristo, Seu Filho amado. Em resumo, escolheu-os com base no amor com que Ele ama o Filho. Em outras palavras, a afirmação de Efésios 1:5 - "em amor nos predestinou" - é paralela à afirmação presente no versículo imediatamente anterior, e a explica; a afirmação de que Deus nos escolheu em Cristo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Eleição Requer Evangelização&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vez por outra se ouve a idéia de que a eleição torna supérflua a ação evangelizadora. Pergunta-se "Se o decreto da eleição é imutável e, portanto, torna absolutamente certa a salvação dos eleitos, que necessidade têm elas do Evangelho? Os eleitos não vão ser salvos mesmo, ouçam ou não o Evangelho?" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A premissa desse argumento é inteiramente verdadeira. A eleição divina torna a salvação dos eleitos inteiramente certa. Mas a conclusão derivada dessa premissa revela grave incompreensão da soberania divina como expressa no decreto da eleição. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enquanto que a eleição foi feita na eternidade, não se pode perder de vista a verdade de que sua concretização é um processo que se dá no tempo, ou seja, dentro da história. Muitos fatores tomam parte nesse processo. Um deles é o Evangelho. E por sinal é um fator da maior significação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não se confunda a soberania de Deus com a Sua onipotência. Certamente Deus é todo-poderoso. Significativamente, o conciso Credo Apostólico se refere a este atributo de Deus, não uma, porém duas vezes. Se Deus quisesse, poderia pelo emprego da simples força levar para o Céu os eleitos, e igualmente pelo emprego da simples força lançar ao inferno os não eleitos. Mas Ele não faz nada disso. Pré-ordenação não é compulsão e a certeza não exclui a liberdade. Ninguém jamais foi convertido ao cristianismo à força. Todo verdadeiro converso volta-se para Cristo porque quer - embora seja certo que este querer é dom de Deus, transmitindo a ele por ocasião do seu novo nascimento. Deus trata os seres humanos como criaturas racionais, capazes de agir livremente. Por isso, Ele arrazoa e dialoga com os não salvos por meio do Evangelho. Quer "persuadir" os homens (2 Coríntios 5:11). E no caso dos eleitos, Ele aplica o Evangelho aos corações deles de maneira salvadora, mediante o Espírito Santo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não se vá supor que o soberano decreto de Deus só se refere aos fins, com a exclusão dos meios. Por mais ênfase que se dê, não será suficiente para expressar que Deus pré-ordenou tudo que sucede. Tudo abrange meios, bem como os fins. Para ilustrar, Deus não somente pré-determinou que dado fazendeiro colhesse este ano dez mil arrobas de trigo; pré-determinou também que colhesse aquela quantidade como resultado de muito trabalho duro. Do mesmo modo, Deus não decretou apenas que certo pecador herde a vida eterna, mas decretou que esse pecador receba a vida eterna por meio da fé em Cristo, e que obtenha a fé em Cristo por meio do Evangelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não se pode imaginar a soberania de Deus como se ela eliminasse a responsabilidade dos homens. Como os mais cultos e competentes teólogos e filósofos se mostraram incapazes de conciliar a soberania divina com a responsabilidade humana perante o tribunal da razão, sempre se corre o risco de dar ênfase a uma delas em detrimento - ou mesmo com a exclusão - da outra. Mas a Bíblia ensina as duas verdades com grande ênfase. Aquele que aceita com humilde fé a Bíblia como a infalível Palavra de Deus, dará vigoroso destaque tanto a uma como à outra. Portanto, o pregador do Evangelho tem de dizer ao pecador, não apenas que a salvação é só pela graça soberana, mas também que, para ser salvo, ele precisa crer em Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Por um lado, deve pregar que os eleitos de Deus serão salvos com toda a segurança; por outro lado, deve proclamar a advertência de que aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele (João 3:36). Mesmo os eleitos precisam desta admoestação, pois faz parte integrante do método que Deus adotou para levá-los à salvação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Agora fica assegurada uma conclusão das mais significantes. Em vez de tornar supérflua a evangelização, a eleição requer a evangelização. Todos os eleitos de Deus têm que ser salvos. Nenhum deles pode perecer. E o Evangelho é o meio pelo qual Deus lhes comunica a fé salvadora. De fato, é o único meio que Deus emprega para esse fim. "A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Observe-se que, por paradoxal que pareça, a eleição é universal. Certamente, a eleição é a escolha de certas pessoas, dentre um maior número, para a vida eterna. Assim a eleição reflete particularismo. Contudo, num sentido real, a eleição é universal. Deus tem os Seus eleitos em todas as nações e em todas as épocas. A igreja é composta de "eleitos de toda nação", e em nenhum período da história os eleitos pereceram na terra, e jamais acontecerá isto no futuro. Deus quer que o Evangelho seja proclamado no mundo todo e em todo o tempo para que seja congregada a soma total dos eleitos. É bom repetir, pois: a eleição exige a evangelização. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A mesma verdade pode-se ver de outro ângulo. A Escritura ensina que a eleição foi feita com vistas às boas obras. Disse Paulo: "Somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2:10). E a Escritura ensina especificamente que a eleição foi feita com vistas ao testemunho. Disse Pedro: "Vós sois raça eleita...a fim de proclamardes as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2:9). Deus escolheu determinadas pessoas, não só para irem para o Céu quando morrerem, mas também para serem Suas testemunhas enquanto estiverem na terra. Digamos outra vez: a eleição exige a evangelização. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eis outra conclusão igualmente significativa: a eleição assegura que a evangelização resulte em conversões genuínas. O pregador do Evangelho não tem como dizer quem em seu auditório pertence aos eleitos e quem não pertence. Mas Deus sabe. E Deus está pronto para aplicar e abençoar Sua Palavra nos corações dos Seus eleitos para a salvação. O momento preciso em que apraz a Deus fazer isso no caso de um eleito individual, não sabemos, mas é certo e seguro que o fará antes da morte da pessoa. Exatamente tão certo como todos os eleitos de Deus serão salvos, é certo que a palavra do Evangelho não tornará a Deus vazia (Isaías 55:11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Preterição e o Oferecimento do Evangelho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A eleição tem seu reverso. Se Deus escolheu da raça humana decaída certo número para a vida eterna, é óbvio que passou outros por alto, deixando-os em seu estado de perdição e decretando sua condenação por seus pecados. Teologicamente, este aspecto da predestinação é conhecido como preterição, rejeição ou reprovação. Tem-se alegado que esta doutrina elimina o sincero e universal oferecimento do Evangelho. Se Deus decretou desde a eternidade que certos homens pereçam eternamente, dizem os oponentes, é inconcebível que Ele, dentro da história, convide sinceramente a todos, sem distinção, para a vida eterna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Numa tentativa de refutar esse argumento, às vezes se faz a observação de que o pregador humano não tem meios de saber quem é eleito e quem não é, e que, portanto, ele não tem outro recurso senão proclamar o Evangelho a todos, indiscriminadamente. Embora válida, essa observação não atinge o ponto. A questão é se Deus, que sabe infalivelmente quais são os Seus eleitos e quais não são, faz sincero oferecimento da salvação a todos os que são alcançados pelo Evangelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fato da maior importância é que a Palavra de Deus ensina inequivocadamente, tanto a reprovação divina, como a universalidade e a sinceridade do oferecimento do Evangelho. É inegável que Romanos 9:21,22 ensina a doutrina da reprovação: "Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro para desonra? Que diremos, pois, se Deus querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos de ira, preparados para a perdição...?" Também a ensina 1 Pedro 2:8, onde se faz menção dos "que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram destinados". Como se demonstrou no capítulo anterior, o universal e sincero oferecimento do Evangelho é firme e certamente ensinado em Ezequiel 33:11, 2 Pedro 3:9 e em outras partes mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Também podemos admitir - ou melhor, tem que ser admitido - que estes ensinos não podem ser conciliados entre si pela razão humana. Tanto quanto possa interessar à lógica humana, um exclui o outro. Todavia, a aceitação de um deles com a exclusão do outro é condenada como racionalismo. A norma da verdade não é ditada pela razão humana, e sim pela infalível Palavra de Deus. A Palavra contém muitos paradoxos. O exemplo clássico é o da soberania divina e a responsabilidade humana. As duas doutrinas que estamos focalizando agora, também constituem um chocante paradoxo. Destruir um paradoxo bíblico pela rejeição de um dos seus elementos, é colocar a lógica humana acima da Palavra divina. Submeter a lógica humana ao logos divino faz parte da fé singela como a das crianças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É digno de nota que, na história da igreja cristã, os teólogos que têm insistido mais na verdade da rejeição divina, são os que têm defendido também, e da maneira mais enfática, o universal e sincero oferecimento do Evangelho. Seguem alguns exemplos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É do conhecimento geral que João Calvino ensinava a doutrina da reprovação divina. Às vezes ele assumia até a posição supralapsária, assim chamada. Quer dizer, defendia a idéia de que o decreto da predestinação precedeu logicamente os decretos da criação e da queda. No entanto, ao comentar Ezequiel 18:23, passagem paralela a Ezequiel 33:11, disse ele: "Não há nada que Deus deseja mais ardentemente do que, que aqueles que estejam perecendo e correndo para a destruição retomem o caminho da segurança". E continuou? "Se alguém objetar - bem, neste caso não há nenhuma eleição de Deus pela qual Ele tenha predestinado um número fixo para a salvação - a resposta está à mão: o profeta não fala aqui do secreto conselho de Deus, mas somente evoca aos homens em desgraça o seu desespero, para que apreendam a esperança de perdão, arrependam-se e abracem a salvação oferecida. Se alguém mais contestar - isso é fazer Deus agir com duplicidade - a resposta está preparada, que Deus sempre quer a mesma coisa, embora por diferentes meios e de modo inescrutável para nós. Portanto, embora a vontade de Deus seja simples, grande variedade a envolve, no que diz respeito aos nossos sentidos. Além disso, não é surpreendente que nossos olhos sejam cegados por luz intensa, de modo que, certamente, não podemos julgar como é que Deus quer que todos se salvem e, contudo, destinou todos os reprovados à destruição eterna, e quer que eles pereçam. Enquanto olhamos através de um vidro, obscuramente, devemos satisfazer-nos com a medida do nosso entendimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os Cânones de Dort ensinam inconfundivelmente a doutrina da reprovação. Dizem eles: "O que peculiarmente tende a ilustrar e a recomendar-nos a eterna e imerecida graça da eleição é o expresso testemunho da Sagrada Escritura de que não todos, mas somente alguns são eleitos, enquanto que outros são deixados de lado no decreto eterno. A estes Deus, por seu soberano, justíssimo, irrepreensível e imutável beneplácito, decidiu deixar caídos em sua miséria comum à qual se tinham lançado voluntariamente, e não lhes dar a fé salvadora e a graça da conversão. Mas, permitindo em seu justo julgamento que sigam os seus próprios caminhos, decidiu afinal, para a manifestação da sua justiça, condená-los e puní-los para sempre, não somente por causa da incredulidade deles, mas também por todos os seus outros pecados" (I, 15). Todavia, os Cânones insistem: "Todos quantos são chamados pelo Evangelho, são chamados com sinceridade. Pois Deus declarou ardorosa e verdadeiramente em Sua Palavra o que é aceitável a Ele, a saber, que aqueles que são chamados, venham a Ele" (III, IV, 8). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em apoio do ensinamento de Dort que transcrevemos acima, Herman Bavinck negou tanto que a fé seja a causa da eleição como que o pecado seja a causa da rejeição, e insistiu em que a eleição e a rejeição têm suas raízes no soberano beneplácito de Deus. Para ser exato, ele ensinou que Deus decretou soberanamente, desde a eternidade, que alguns homens escapariam da punição dos seus pecados, e outros não (Gereformeerde Dogmatick, II, 399). Mas na mesma obra clássica, aquele calvinista equilibrado afirmou também: "Embora através do chamado a salvação se torne a porção de apenas uns poucos...ele [o chamamento], não obstante, é de grande valor e significação também para aqueles que o rejeitam. Para todos, sem exceção, é prova do infinito amor de Deus, e sela a declaração de que Ele não tem prazer na morte do pecador, mas que ele se volte e viva" (IV, 7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Apresentação da Eleição aos Não Salvos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não se pode simplesmente suprimir a pergunta sobre que lugar, se há algum, a doutrina da eleição deve ocupar na pregação aos não salvos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Escritura e as confissões calvinistas dizem-nos que a verdade da eleição visa primariamente aos crentes. O propósito ao qual ela serve em benefício deles foi admiravelmente resumido nos Cânones de Dort. Dizem eles: "O senso e a certeza desta eleição comunicam aos filhos de Deus matéria adicional para a sua humilhação diária diante dEle, para adorarem a profundidade das Suas misericórdias, para se purificarem e para oferecerem gratas retribuições de ardente amor a Ele, que manifestou primeiro tão grande amor para com eles" (I, 13). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma velha ilustração torna bem claro o uso que não deve ser feito da doutrina da eleição ao lidarmos com pessoas não salvas. Pode-se falar da casa da salvação. Seu alicerce é o decreto divino da eleição, e sua entrada é Cristo. Ele disse: "Eu sou a porta" (João 10:9). Quando os que pela graça de Deus se acham dentro convidam os de fora a entrar, indicam para eles o alicerce ou a porta? A resposta é mais que evidente. Assim, quando o carcereiro de Filipos perguntou a Paulo e Silas o que devia fazer para salvar-se, eles não o aconselharam a que procurasse descobrir se estava na lista dos eleitos; mandaram-no crer no Senhor Jesus Cristo (Atos 16:31).&lt;br /&gt;Vamos concluir que os homens devem ser mantidos na ignorância da eleição enquanto não receberem a Cristo pela fé? Naturalmente a resposta e esta pergunta deve ser negativa. Sem dúvida, a Assembléia de Westminster estava bem fundamentada ao advertir que "a doutrina deste alto mistério de predestinação deve ser tratada com especial prudência e cuidado" (Confissão de Fé de Westminster, III, 8), mas isto não pode significar que deva ser mantida oculta dos não salvos. Muito ao contrário, eles devem ser advertidos que não torçam esta verdade e exortados a fazerem uso apropriado dela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Especificamente, deve-se dizer a eles que a eleição dá lugar à salvação pela graça divina, que os méritos humanos estão fora de cogitação, e que, portanto, há esperança para o maioral dos pecadores; que o Deus da eleição convida com sinceridade, cordialidade e mesmo com urgência, todo pecador para a salvação; que a predestinação longe de excluir a responsabilidade humana, definidamente a inclui, de modo que todos os que ouvem a proclamação do Evangelho estão, por dever sagrado, moralmente obrigados a crer, e, não sendo Deus a causa da incredulidade como é a causa da fé, os que persistem na incredulidade perecem por inteira culpa deles mesmos; que o decreto da eleição não é secreto no sentido de que ninguém pode estar certo de pertencer aos eleitos, mas que, ao contrário, visto que a fé em Cristo é o fruto e também a prova da eleição, a pessoa pode ter tanta certeza de que está incluída no número dos eleitos como de que é crente em Cristo Jesus; que a casa para a qual eles são convidados tem alicerce imutável e eterno, de sorte que aquele que entra, ainda que o inferno todo ataque, não terá a mínima possibilidade de perecer, mas, com absoluta certeza herdará a vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;R. B. Kuiper&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115176991178799688?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115176991178799688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115176991178799688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115176991178799688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115176991178799688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/07/eleio-e-evangelizao.html' title='Eleição e Evangelização'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115158193715913185</id><published>2006-06-29T08:39:00.000-03:00</published><updated>2006-06-29T12:21:53.266-03:00</updated><title type='text'>O Declínio da Pregação comtemporânea.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Você já percebeu como diversos comerciais de televisão não falam especificamente sobre os produtos que anunciam? Um anúncio de jeans apresenta um comovente drama a respeito da infelicidade dos adolescentes, mas não se refere ao jeans. Um comercial de perfumes mostra uma coletânea de imagens sensuais sem qualquer referência ao produto anunciado. As propagandas de cerveja são algumas das mais criativas da televisão, mas falam muito pouco sobre a própria cerveja. Esses comerciais são produzidos com o objetivo de entreter, criar disposição e apelar às nossas emoções, mas não para transmitir informações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Com freqüência, eles são os mais eficientes, visto serem os que fazem melhor proveito da televisão. São produtos naturais de um veículo de comunicação que promove uma visão surrealista do mundo. A televisão mescla sutilmente a vida real com a ilusão. A verdade é irrelevante. O que realmente importa é se estamos sendo entretidos. A essência não significa nada; o estilo de vida é o que mais interessa. Nas palavras de&lt;strong&gt; Marshall McLuhan&lt;/strong&gt;, o instrumento é a mensagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Amusing Ouselves to Death&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Divertindo-nos até à morte&lt;/strong&gt;) é um livro perceptivo mas inquietante escrito por&lt;strong&gt; Neil Postman&lt;/strong&gt;, professor da Universidade de Nova Iorque. Ele argumenta que a televisão nos tem mutilado a capacidade de pensar e reduzido nossa aptidão para a verdadeira comunicação. Postman assegura que&lt;/span&gt;, ao invés de nos tornar a mais informada e erudita de todas as gerações da História, a televisão tem inundado nossas mentes com informações irrelevantes, sem significado. Ela nos tem condicionado apenas ao entretenimento, tornando obsoletas outras formas de interação humana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Postman ressalta que até os noticiários são uma apresentação teatral. Jornalistas simpáticos relatam calmamente breves notícias sobre guerras, assassinatos, crimes e desastres naturais. Essas histórias catastróficas são intercaladas por comerciais que banalizam suas informações, isolando-as de seu contexto. Em seu livro, Postman registra um noticiário em que um almirante declarou que uma guerra nuclear mundial seria inevitável. No próximo segmento da programação, houve um comercial do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rei dos Hamburgers&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Não se espera que nossa reação seja racional. Nas palavras de Postman, &lt;em&gt;“os espectadores não reagirão com um senso da realidade, assim como a audiência no teatro não sairá correndo para casa, porque alguém no palco disse que um assassino estava solto na vizinhança”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A televisão não pode exigir uma resposta sensata. As pessoas ligam-na para se divertir, não para serem desafiadas a pensar. Se um programa exige que pensemos ou demanda muito de nossas faculdades intelectuais, ninguém o assiste. A televisão tem diminuído o alcance de nossa atenção. Por exemplo, alguma pessoa de nossa sociedade ficaria de pé, entre uma sufocante multidão, durante sete horas para ouvir os debates dos candidatos a presidente da República? Sinceramente, é muito difícil imaginar que nossos antepassados possuíam esse tipo de paciência. Temos permitido a televisão nos fazer pensar que sabemos mais agora, enquanto na verdade estamos &lt;strong&gt;perdendo nossa tolerância na área de pensar e aprender&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem dúvida, a mensagem mais vigorosa do livro de &lt;strong&gt;Postman&lt;/strong&gt; está em um capítulo sobre religião. Esse homem &lt;strong&gt;não-crente&lt;/strong&gt; escreve com profundo discernimento a respeito do &lt;strong&gt;declínio da pregação.&lt;/strong&gt; Ele contrasta a pregação contemporânea com o ministério de homens como &lt;strong&gt;Jonathan Edwards&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; George Whitefield&lt;/strong&gt; e outros. Estes homens contavam com um profundo&lt;strong&gt; conteúdo&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; lógica &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;conhecimento&lt;/strong&gt; das Escrituras. Em contraste, a pregação de nossos dias é &lt;strong&gt;superficia&lt;/strong&gt;l, com ênfase no &lt;strong&gt;estilo&lt;/strong&gt; e nas &lt;strong&gt;emoções&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na definição moderna, a &lt;em&gt;“boa”&lt;/em&gt; pregação tem de ser, antes de tudo, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;breve e estimulante&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Consiste em &lt;strong&gt;entretenimento&lt;/strong&gt;, não em&lt;strong&gt; ensino&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;repreensão&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;correçã&lt;/strong&gt;o ou &lt;strong&gt;educação na justiça (2 Tm 3.16).&lt;/strong&gt; O modelo da pregação moderna é o evangelista esperto que exagera as emoções, traz consigo um microfone, enquanto anda pomposamente ao redor do púlpito, levando os ouvintes a baterem palmas, movimentarem-se e fazerem aclamações em voz bem alta, ao tempo em que ele os incita a um&lt;em&gt; frenesi.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não existe alimento espiritual na mensagem, mas quem se importa, visto que a resposta é entusiástica? É lógico que a pregação em muitas das igrejas conservadoras não se realiza de maneira tão exagerada assim. Mas, infelizmente, até algumas das melhores pregações de nossos dias contêm mais entretenimento do que ensino. Muitas igrejas têm um sermão característico de meia hora, repleto de histórias engraçadas e pouco ensino. Na verdade, muitos pregadores consideram o ensino de doutrinas como algo indesejável e sem utilidade prática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma grande revista evangélica recentemente publicou um artigo escrito por um famoso pregador carismático. Ele utilizou uma página inteira para falar sobre a futilidade tanto de pregar quanto de ouvir sermões que vão além de mero entretenimento. Qual foi a sua conclusão? As pessoas não recordam aquilo que você pregou; por isso, a maior parte da pregação é perda de tempo.&lt;em&gt; “Procurarei fazer melhor no próximo ano”,&lt;/em&gt; ele escreveu, &lt;em&gt;“isto significa desperdiçar menos tempo ouvindo sermões demorados e gastando mais tempo preparando sermões curtos. As pessoas, eu descobri, perdoarão uma teologia pobre, se o culto matinal terminar antes do meio-dia”.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto resume com perfeição a atitude que predomina na igreja moderna. Existe uma semelhança entre esse tipo de pregação e os comerciais de jeans, perfume e cerveja na televisão. Assim como os comerciais, a &lt;strong&gt;pregação moderna&lt;/strong&gt; tem o objetivo de criar uma &lt;strong&gt;disposição íntima&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; evocar uma resposta emocional&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;entreter&lt;/strong&gt;, mas não o de comunicar necessariamente algo da essência das Escrituras. Esse tipo de pregação é uma completa acomodação a uma sociedade educada pela televisão. Segue o que é agradável, porém revela pouca preocupação com a verdade. Não é o tipo de pregação ordenada nas Escrituras. &lt;strong&gt;Temos de pregar a Palavra (2 Tm 4.2&lt;/strong&gt;); falar&lt;strong&gt; “o que convém à sã doutrina” (Tt 2.1&lt;/strong&gt;); ensinar e recomendar &lt;strong&gt;“o ensino segundo a piedade” (1 Tm 6.3).&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É impossível fazer estas coisas se nosso alvo é entreter as pessoas. O futuro da pregação expositiva é incerto. O que um pastor sincero tem de fazer para alcançar pessoas que se mostram indispostas e incapazes de ouvir com atenção e raciocínio exposições da verdade divina? Este é o grande desafio para os líderes da igreja contemporânea. Não devemos nos render à pressão para sermos superficiais. Temos de encontrar maneiras de fazer conhecida a Palavra de Deus a uma geração que não apenas recusa-se a ouvir, mas também não sabe como ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;J.M.J&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115158193715913185?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115158193715913185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115158193715913185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115158193715913185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115158193715913185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/o-declnio-da-pregao-comtempornea.html' title='O Declínio da Pregação comtemporânea.'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115149674640224181</id><published>2006-06-28T09:01:00.000-03:00</published><updated>2006-06-28T09:15:06.886-03:00</updated><title type='text'>Nós nos Tornamos Aquilo que Amamos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Estamos todos num processo de transformação. Já saímos daquilo que éramos e chegamos a esta posição onde estamos; agora estamos caminhando para aquilo que seremos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Saber que nosso caráter não é sólido e imutável e, sim, flexível e maleável não é, em si, uma idéia que incomoda. De fato, a pessoa que conhece a si mesma pode receber grande consolo ao compreender que não está petrificada no seu estado atual; que é possível deixar de ser aquilo que se envergonha de ter sido até então; e que pode caminhar em direção à transformação que seu coração tanto almeja. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O que perturba não é o fato de estarmos em transformação, e sim no quê estamos nos tornando; não é problema o estarmos em movimento, precisamos saber para onde estamos nos movendo. Pois não está na natureza humana mover-se num plano horizontal; ou estamos subindo ou descendo, alçando vôo ou afundando. Quando um ser moral (com o poder de escolha) se desloca de uma posição a outra, necessariamente é para o melhor ou para o pior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&amp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Isto é confirmado por uma lei espiritual revelada no Apocalipse: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue&lt;/span&gt; na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Ap 22.11). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não só estamos todos num processo de transformação, mas estamos nos tornando naquilo que amamos. Em grande medida, somos a somatória de tudo que amamos e, por necessidade moral, cresceremos na imagem daquilo que mais amamos; pois o amor, entre outras coisas, é uma afinidade criativa; muda, molda, modela e transforma. É sem dúvida o mais poderoso agente que afeta a natureza humana depois da ação direta do Espírito Santo dentro da alma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O objeto do nosso amor, então, não é um assunto insignificante a ser desprezado. Pelo contrário, é de importância atual, crítica e permanente. É profético do nosso futuro. Mostra-nos o que seremos e, desta forma, prediz com precisão nosso destino eterno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Amar objetos errados é fatal para o crescimento espiritual; torce e deforma a vida e torna impossível a imagem de Cristo se formar na alma humana. É somente quando amamos as coisas certas que nós mesmos podemos estar certos; e é somente enquanto continuamos amando-as que podemos nos deslocar lenta, mas firmemente, em direção aos objetos da nossa afeição purificada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isto nos dá em parte (e somente em parte) uma explicação racional para o primeiro e grande mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Mt 22.37).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tornar-se semelhante a Deus é, e precisa ser, o supremo objetivo de toda criatura moral. Esta é a razão da sua criação, a finalidade sem a qual não existiria nenhuma desculpa para sua existência. Deixando de fora, no momento, aqueles estranhos e belos seres celestiais a respeito dos quais conhecemos tão pouco (os anjos), concentraremos nossa atenção na raça caída da humanidade. Criados originalmente na imagem de Deus, não permanecemos no nosso estado original, deixamos nossa habitação apropriada, ouvimos os conselhos de Satanás e andamos de acordo com o curso deste mundo e com o espírito que agora opera nos filhos da desobediência.&lt;br /&gt;Mas Deus, que é rico em misericórdia, com seu grande amor com que nos amou, mesmo quando estávamos mortos em nossos pecados, proveu-nos expiação. A suprema obra de Cristo na redenção não foi salvar-nos do inferno, mas restaurar-nos à semelhança de Deus, ao propósito declarado em Romanos 8: "Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho" (Rm 8.29). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Embora a perfeita restauração à imagem divina aguarda o dia do aparecimento de Cristo, a obra da restauração está em andamento agora. Há uma lenta, porém firme, transmutação do vil e impuro metal da natureza humana para o ouro da semelhança divina, que ocorre quando a alma contempla com fé a glória de Deus na face de Jesus Cristo ( 2 Co 3.18).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Supremo Amor a Deus&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, seria proveitoso antecipar uma dificuldade e tentar esclarecê-la. É a questão que surge de um conceito errado sobre o amor. Este conceito errado pode ser definido mais ou menos assim: O amor é volúvel, imprevisível e quase totalmente fora do nosso controle. Surge espontaneamente e tanto pode perdurar como apagar-se sozinho. Como, então, podemos controlar nosso amor? Como podemos direcioná-lo para objetos mais ou menos dignos? E, especialmente, como podemos obrigá-lo a focalizar-se em Deus como o objeto apropriado e permanente da sua devoção? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se o amor fosse, de fato, imprevisível e além do nosso controle, estas perguntas não teriam respostas satisfatórias e nossa perspectiva seria desoladora. A simples verdade, entretanto, é que o amor espiritual não é esta emoção caprichosa e irresponsável que as pessoas pensam erroneamente que é. O amor é servo da nossa vontade e sempre terá de ir para onde for enviado e fazer o que lhe foi ordenado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A expressão romântica "apaixonar-se" nos deu a noção que somos obrigatoriamente vítimas das flechas do Cupido e que não podemos ter controle algum sobre nossos sentimentos. Os jovens hoje esperam se apaixonar e ser arrebatados por uma tempestade de emoções deliciosas. Inconscientemente, estendemos este conceito de amor à nossa relação com o Criador e nos perguntamos: Como podemos nos obrigar a amar a Deus acima de todas as coisas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A resposta a esta pergunta, e a todas as outras relacionadas a ela, é que o amor que temos por Deus não é o amor do sentir, mas o amor do querer. O amor está dentro do nosso poder de escolha, de outra forma não teríamos na Bíblia a ordem de amar a Deus, nem teríamos de prestar contas por não amá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A mistura do ideal de amor romântico com o conceito de como nos relacionar com Deus foi extremamente prejudicial às nossas vidas cristãs. A idéia de que é necessário "apaixonar-se" por Deus, como algo passivo da nossa parte, fora do nosso controle, é uma atitude ignóbil, antibíblica, indigna da nossa parte e que certamente não traz honra alguma ao Deus Altíssimo. Não chegamos ao amor por Deus através de uma repentina visitação emotiva. O amor por Deus vem do arrependimento, de um desejo de mudar o rumo da vida e de uma determinação resoluta de amá-lo. À medida que Deus entra de maneira mais completa no foco do nosso coração, nosso amor por ele pode, de fato, expandir-se e crescer dentro de nós até varrer, qual enchente, tudo que estiver à sua frente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas não devemos esperar por esta intensidade de sentimento. Não somos responsáveis por sentir, somos responsáveis por amar, e o verdadeiro amor espiritual começa com o querer. Devemos fixar nosso coração para amar a Deus acima de todas as coisas, por mais frio ou duro que este possa estar, e depois confirmar nosso amor através de cuidadosa e alegre obediência à sua Palavra. Emoções prazerosas certamente seguirão. Cânticos de passarinhos e flores não produzem a primavera, mas quando a primavera chega todos estes sinais a acompanharão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora, apresso-me em negar qualquer identificação com a idéia popular de salvação por esforço humano ou força de vontade. Estou radicalmente oposto a toda forma de doutrina, com "capa" cristã, que ensina a depender da "força latente dentro de nós", ou a confiar em "pensamento criativo" no lugar do poder de Deus. Todas estas filosofias infundadas falham exatamente no mesmo ponto – por presumirem erroneamente que a correnteza da natureza humana possa ser levada a voltar e subir as cataratas no sentido contrário. Isto é impossível. "A salvação vem do Senhor". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para ser salvo, o homem perdido precisa ser alcançado pelo poder de Deus e elevado a um nível superior. Precisa haver uma transmissão de vida divina no mistério do novo nascimento, antes de poder aplicar à sua vida as palavras do apóstolo: "E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito" (2 Co 3.18, NVI).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ficou estabelecido aqui, espero, que a natureza humana está num processo de formação e que vai progressivamente se transformando na imagem daquilo que ama. Homens e mulheres são amoldados por suas afeições e poderosamente afetados pelo desenho artístico daquilo que amam. Neste mundo adâmico e caído, isto produz diariamente tragédias de proporções cósmicas. Pense no poder que transformou um garotinho inocente, de bochechas rosadas, num Nero ou num Hitler. E Jezabel, será que sempre foi a mulher maldita cuja cabeça nem os cachorros quiseram comer? Não! No princípio, ela também sonhou com a pureza de uma garotinha e se enrubescia ao pensar no amor sentimental; mas logo ficou atraída por coisas perversas, admirava-as e finalmente passou a amá-las. Aí a lei da afinidade moral tomou conta e Jezabel, como argila na mão do oleiro, se tornou aquele ser deformado e odioso que os eunucos jogaram pela janela (2 Rs 9.30-37). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Objetos Morais Dignos do Nosso Amor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Nosso Pai celestial proveu para seus filhos objetos morais e dignos de serem admirados e amados. São para Deus como as cores no arco-íris em volta do trono. Não são Deus, porém estão mais próximos a Deus; não podemos amá-lo sem amar estas coisas e à medida que as amarmos, seremos capacitados a amá-lo ainda mais. Quais são elas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A primeira é justiça. Nosso Senhor Jesus amava justiça e odiava iniqüidade (Hb 1.9). Por esta razão, Deus o ungiu com o óleo da alegria acima de todos seus companheiros. Aqui temos um padrão definido. Amar implica também em odiar. O coração atraído à justiça será repelido pela iniqüidade no mesmo grau de intensidade; esta repulsão moral é ódio. A pessoa mais santa é aquela que mais ama a justiça e que odeia o mal com o ódio mais perfeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois vem a sabedoria. Temos a palavra "filosofia", que vem dos gregos e significa o amor à sabedoria; porém os profetas hebreus vieram antes dos filósofos gregos e seu conceito de sabedoria era muito mais elevado e espiritual do que qualquer coisa que se conhecesse na Grécia. A literatura da sabedoria no Velho Testamento – Provérbios, Eclesiastes e alguns dos Salmos – pulsa com um amor à sabedoria desconhecido até por Platão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os escritores do Velho Testamento colocam a sabedoria num plano tão elevado que às vezes mal conseguimos distinguir a sabedoria que vem de Deus da sabedoria que é Deus. Os hebreus anteciparam por alguns séculos o conceito grego de Deus como a essência da sabedoria, embora seu conceito da sabedoria fosse mais moral do que intelectual. Para os hebreus, o homem sábio era o homem bom e piedoso, e sabedoria na sua maior nobreza era amar a Deus e guardar seus mandamentos. O pensador hebreu não conseguia separar sabedoria de justiça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um outro objeto para o amor cristão é a verdade. Aqui também teremos dificuldade em separar a verdade de Deus da sua pessoa. Cristo disse: "Eu sou a verdade", e ao dizer isso, uniu verdade com a divindade de forma indissolúvel. Amar a Deus é amar a verdade, e amar a verdade com ardor constante é crescer em direção à imagem da verdade e afastar-se da mentira e do erro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não é necessário tentar relacionar todas as outras coisas boas e santas que Deus aprovou como nossos modelos. A Bíblia as coloca diante de nós: misericórdia, bondade, pureza, humildade, compaixão e muitas outras, e aqueles que forem ensinados pelo Espírito saberão o que fazer a respeito delas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Em síntese, devemos amar e cultivar interesse em tudo que é moralmente belo. Foi por isto que Paulo escreveu aos filipenses: "Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas" (Fp 4.8). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;A. W.Tozer&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115149674640224181?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115149674640224181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115149674640224181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115149674640224181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115149674640224181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/ns-nos-tornamos-aquilo-que-amamos.html' title='Nós nos Tornamos Aquilo que Amamos.'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115141538522332532</id><published>2006-06-27T10:31:00.000-03:00</published><updated>2006-06-27T10:38:07.980-03:00</updated><title type='text'>Aceitar a Jesus!?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Nosso relacionamento com Cristo é uma questão de vida ou morte. O homem que conhece a Bíblia sabe que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que os homens são salvos apenas por Ele, sem qualquer influência por parte de quaisquer obras praticadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;"O que devo fazer para ser salvo?", devemos aprender a resposta correta. Falhar neste ponto não envolve apenas arriscar nossas almas, mas garantir a saída eterna da face de Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Os cristãos "evangelicais" fornecem três respostas a esta pergunta ansiosa: "Creia no Senhor Jesus Cristo", "Receba Cristo como seu Salvador pessoal" e "Aceite Cristo". Duas delas são extraídas quase literalmente das Escrituras (At 16:31; João 1:12), enquanto a terceira é uma espécie de paráfrase, resumindo as outras duas. Não se trata então de três, mas de uma só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por sermos espiritualmente preguiçosos, tendemos a gravitar na direção mais fácil a fim de esclarecer nossas questões religiosas, tanto para nós mesmos como para outros; assim sendo, a fórmula "Aceite Cristo" tornou-se uma panacéia de aplicação universal, e acredito que tem sido fatal para muitos. Embora um penitente ocasional responsável possa encontrar nela toda a instrução que precisa para ter um contato vivo com Cristo, temo que muitos façam uso dela como um atalho para a Terra Prometida, apenas para descobrir que ela os levou em vez disso a "uma terra de escuridão, tão negra quanto as próprias trevas; e da sombra da morte, sem qualquer ordem, e onde a luz é como a treva".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade está&lt;/span&gt; em que a atitude "Aceite Cristo" está provavelmente errada. Ela mostra Cristo suplicando a nós, em lugar de nós a Ele. Ela faz com que Ele fique de pé, com o chapéu na mão, aguardando o nosso veredicto a respeito dEle, em vez de nos ajoelharmos com os corações contritos esperando que Ele nos julgue. Ela pode até permitir que aceitemos Cristo mediante um impulso mental ou emocional, sem qualquer dor, sem prejuízo de nosso ego e nenhuma inconveniência ao nosso estilo de vida normal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para esta maneira ineficaz de tratar de um assunto vital, podemos imaginar alguns paralelos; como se, por exemplo, Israel tivesse "aceito" no Egito o sangue da Páscoa, mas continuasse vivendo em cativeiro, ou o filho pródigo "aceitasse" o perdão do pai e continuasse entre os porcos no país distante. Não fica claro que se aceitar Cristo deve significar algo? É preciso que haja uma ação moral em harmonia com essa atitude!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao permitir que a expressão "Aceite Cristo" represente um esforço sincero para dizer em poucas palavras o que não poderia ser dito tão bem de outra forma, vejamos então o que queremos ou devemos indicar ao fazer uso dessa frase.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Aceitar Cristo" é dar ensejo a uma ligeira ligação com a Pessoa de nosso Senhor Jesus, absolutamente única na experiência humana. Essa ligação é intelectual, volitiva e emocional. O crente acha-se intelectualmente convencido de que Jesus é tanto Senhor como Cristo; ele decidiu segui-lo a qualquer custo e seu coração logo está gozando da singular doçura de Sua companhia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta ligação é total, no sentido de que aceita alegremente Cristo por tudo que Ele é. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não existe qualquer divisão covarde de posições, reconhecendo-o como Salvador hoje, e aguardando até amanhã para decidir quanto à Sua soberania. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O verdadeiro crente confessa Cristo como o seu Tudo em todos sem reservas. Ele inclui tudo de si mesmo, sem que qualquer parte de seu ser fique insensível diante da transação revolucionária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Além disso, sua ligação com Cristo é toda-exclusiva. O Senhor torna-se para ele a atração única e exclusiva para sempre, e não apenas um entre vários interesses rivais. Ele segue a órbita de Cristo como a Terra a do Sol, mantido em servidão pelo magnetismo do Seu afeto, extraindo dEle toda a sua vida, luz e calor. Nesta feliz condição são-lhe concedidos novos interesses, mas todos eles determinados pela sua relação com o Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O fato de aceitarmos Cristo desta maneira todo-inclusiva e todo-exclusiva é um imperativo divino. A fé salta para Deus neste ponto mediante a Pessoa e a obra de Cristo, mas jamais separa a obra da Pessoa. Ele crê no Senhor Jesus Cristo, o Cristo abrangente, sem modificação ou reserva, e recebe e goza assim tudo o que Ele fez na Sua obra de redenção, tudo o que está fazendo agora no céu a favor dos seus, e tudo o que opera neles e através deles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Aceitar Cristo é conhecer o significado das palavras: "pois, segundo ele é, nós somos neste mundo" (1 João 4:17). Nós aceitamos os amigos dEle como nossos, Seus inimigos como inimigos nossos, Sua cruz como a nossa cruz, Sua vida como a nossa vida e Seu futuro como o nosso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se é isto que queremos dizer quando aconselhamos alguém a aceitar a Cristo, será melhor explicar isso a ele, pois é possível que se envolva em profundas dificuldades espirituais caso não explanarmos o assunto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;A. W. Tozer&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115141538522332532?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115141538522332532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115141538522332532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115141538522332532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115141538522332532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/aceitar-jesus.html' title='Aceitar a Jesus!?'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115121437628087077</id><published>2006-06-25T02:26:00.000-03:00</published><updated>2006-06-25T03:01:34.066-03:00</updated><title type='text'>Aos que Predestinou, a Estes Também Chamou</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Romanos 8:28-30 &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;“28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 29 Porque os que conheceu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou”. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Quando nós os filhos de Deus, nos libertamos da compulsão de auto-exaltação, auto-justificação e auto-preservação, então vivemos pelo eterno bem de outras pessoas, nos tornamos a luz do mundo e o sal da terra, e as pessoas percebem em nós a existência de Deus e dão glórias a Ele (Mateus 5.14-16). Assim, se o propósito de Deus para nós é cumprido no mundo – fazer conhecida a sua glória através de vidas de amor – então devemos encontrar uma arma para vencer o orgulho e insegurança que alimenta nossa necessidade de exaltarmos, justificarmos e preservarmos a nós mesmos com posturas, poses, performances e prosperidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A arma que Deus pôs nas mãos de seu povo é a promessa de Romanos 8.28. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. A confiança em nosso coração de que o Deus Todo-Poderoso causa tudo o que me acontece para meu bem é a espada qe corta pela raíz a auto-exaltação, auto-justificação e auto-preservação. Como verso 31 diz: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Se, pela graça &lt;/span&gt;completa de Sua soberana vontade, Deus tem estado ao seu lado e trabalha toda dor e prazer juntos para seu bem, então nenhum oponente pode realmente prevalecer contra você. Então, porque exaltar a si mesmo? Porque justificar a si mesmo? Porque a dificuldade sobre preservar a si mesmo? Se o Senhor do Universo prometeu trabalhar por você, por que estar ansioso sobre o que os outros pensam? Por que você está sempre em busca de conforto e segurança? Seu Pai sabe de que você precisa e Ele&lt;/span&gt; trabalha todas as coisas para o seu bem. Deixe sua exaltação, justificação e preservação nas mãos supremas e viva em liberdade pelos outros. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando o povo escolhido de Deus realmente crê em Romanos 8.28, da infância até o túmulo eles são o povo mais forte, generoso e livre no mundo. Se Romanos 8.28 tem este poder na vida diária, então seu fundamento é completamente prático. Romanos 8.29-30 é este fundamento. Quanto melhor nós entendermos o texto e mais crermos nele, mais certeza teremos em Romanos 8.28. E isto nos fará um povo poderosíssimo e amabilíssimo – para a glória de Deus! &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Hoje nosso foco estará na primeira frase do versículo 30: “Aos que predestinou, a estes também chamou”. Domingo passado nós nos concetramos no significado de nosso “chamado” e o significado de “predestinação”. Hoje eu quero me concentrar na conexão entre esses dois. Porém, vamos primeiro lembrar nossas conclusões da semana passada. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Romanos 8.28 diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que “são chamados segundo seu propósito”. O que significa ser chamado? Significa que Deus dominou a rebeldia de nossos corações, nos direcionou a Cristo e criou amor e fé onde antes havia um coração de pedra. O chamado é eficaz. Cria o que ordena. Não é como “Aqui, Rex! Aqui!”. É como “Lázaro, vem para fora!” ou “Haja luz!”. O chamado acontece na pregação da Palavra de Deus pelo poder do Espírito do Senhor. Sobrepuja toda resistência e produz a fé que justifica. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma evidência chave para esta verdade é a sentença no versículo 30: “aos que chamou a estes também justificou”. Somente as pessoas com fé são justificadas. Mas Paulo diz que os chamados são justificados. Então o chamado deve, de alguma forma, garantir a fé. Claro! O chamado é a criação da fé. Portanto, todos os que são chamados são certamente justificados. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outra coisa que vimos semana passada foi que este chamado não é uma resposta a algo que tenhamos feito. Versículo 28 diz que nós somos chamados “segundo seu propósito”. O propósito e o plano de Deus são a base do nosso chamado, não nossos planos e propósitos. Este propósito é descrito no verso 29. Note que o começo do versículo 30 é baseado em nossa predestinação: “aos que predestinou, a estes também chamou”. Então o termo “chamados segundo o propósito de Deus” no versículo 28 é virtualmente o mesmo que chamados com base na predestinação de Deus no versículo 30. Sua predestinação e Seu propósito são o mesmo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E o significado disto é dado no versículo 29: “Porque os que conheceu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. O propósito pelo qual nós somos predestinados é participar da glória do supremo Filho de Deus. Este propósito ou predestinação é baseado finalmente em um ato de conhecimento: “Os que conheceu de antemão, a estes também predestinou...” &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E nós argumentamos no culto da noite passado que isto não quer dizer que Deus baseia sua predestinação em nossa fé auto-determinada, que Ele conheceu no princípio dos tempos. Esta interpretação intenta preservar o auto-determinismo da vontade humana. Mas nós já vimos que a fé é produzida pelo chamado de Deus, não por um ato humano de auto-determinação. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que nós vimos foram muitos outros textos apresentando que, quando Deus conhece alguém, a este Ele concede seu favor, ou o possui, ou o escolhe. Então, o significado do versículo 29 é que “aqueles que Deus livremente escolhe ou aqueles que Deus livremente concede seu favor, a estes Ele também predestinou para serem como seu Filho, e aos que predestinou Ele chamou”. Então o chamado de Deus é baseado no ato divino da predestinação, que por sua vez é baseado na eleição ou escolha que Deus fez sem algum ato ou mérito de nossa parte. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A conclusão da semana passada foi esta: se Deus escolheu você antes da fundação do mundo sem levar em conta algum mérito ou atitude em você, te destinou para ser um glorioso espelho de Cristo e revelou este propósito, chamou você criando fé e amor por Cristo e ainda te qualificou para a promessa de Romanos 8:28; então sua confiança nesta promessa não será bem maior do que se simplesmente ela descansasse em algo tão enganoso e incerto como sua vontade e sua decisão? “Chamados segundo seu propósito” é a grande base da confiança de que Romanos 8.28 é realmente verdadeiro para nós. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Hoje quero nos confortar na verdade de que nosso chamado é baseado na predestinação de Deus. Versículo 30: “Aos que predestinou, a estes também chamou”. Nosso chamado, nossa conversão, nossa regeneração, o dom da fé, são baseados na eterna eleição de Deus e na predestinação, não em nosso livre-arbítrio. O caminho que eu gostaria de nos levar a isto é observar outros textos do Novo Testamento que dizem a mesma coisa, de forma que nós veremos quão grande o fundamento de nossa confiança em Romanos 8.28 realmente está na Palavra de Deus. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Paulo relembra como Elias uma vez achou que era o único crente verdadeiro assim como na época do Apóstolo, alguns achavam que Deus rejeitou Seu povo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Romanos 11.4-8: “ Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim, pois, também no tempo presente ficou um remanescente segundo a eleição da graça. Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Pois quê? O que Israel busca, isso não o alcançou; mas os eleitos alcançaram; e os outros foram endurecidos, como está escrito: Deus lhes deu um espírito entorpecido, olhos para não verem, e ouvidos para não ouvirem, até o dia de hoje ”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Note que apenas Deus trabalhou para guardar para si um grupo de verdadeiros crentes na época de Elias, assim como ele fez na época de Paulo. E Paulo os chama de um remanescente “ segundo a eleição da graça ”. O fato é que há um grupo de pessoas que crêem, são nascidos novamente, convertidos e chamados segundo um ato da graciosa eleição. Eleição é a base dos remanescente fiel, não o contrário. O texto não diz que Deus elegeu segundo quem creu, como o pensamento da eleição baseada na fé prevista propõe. Não. Versículo 5: “ Assim, pois, também no tempo presente ficou um remanescente segundo a eleição da graça ”. A observação sobre a existência de um remanescente de verdadeiros crentes concorda com o propósito divino da eleição. “ Aos que predestinou, a estes também chamou ”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;2 Timóteo 1.8-9: “ Portanto não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa comigo dos sofrimentos do evangelho segundo o poder de Deus, que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos ”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Novamente Paulo diz que o chamado não repousa em nossas obras. Ele é segundo o propósito de Deus. Versículo 9: “que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça”. Nosso chamado repousa em Seu propósito e não nos nossos. E a graça deste propósito foi “dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos”. Nosso chamado é baseado na eleição eterna de Deus. “Aos que predestinou, a estes também chamou”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;2 Tessalonicenses 2.13: “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do SENHOR, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O texto não diz que Deus os escolheu com base em sua fé prevista. Diz o oposto: Deus os escolheu tendo em vista os salvá-lo pela obra do Espírito e pela fé. A fé auto-determinista do homem não o leva à eleição de Deus. Pelo contrário, a eleição o leva à fé. “Aos que predestinou, a estes também chamou”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Efésios 2.4-6: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Você pode perguntar: “Onde você vê eleição e predestinação nesse texto?”. A resposta é vê-lo na palavra “amor”. Mas você pergunta: “Deus não ama a todos?”. A resposta é que Ele não ama todas as pessoas do mesmo modo. O amor mencionado aqui não é o amor universal, que leva Deus a dar vida, fôlego, sol e chuva. Não, é mais precioso que isso. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Paulo diz por ESTE muito amor, Deus nos vivificou quando ainda estávamos mortos. Agora, se Deus amou a todos com este amor, todas as pessoas seriam vivificadas em Cristo e todos seriam salvos. Quando Paulo glorificou o amor de Deus por ele em Jesus Cristo, ele não glorificou meramente a OFERTA de salvação a todos que vierem a Cristo. Ele glorificou a profundíssima e maravilhosa verdade com que Deus o levou a Cristo. Antes ele estava morto no pecado. Agora ele vive. E a origem deste milagre é o amor de Deus. E, desde que Deus não realiza este milagre em todos, isto é um amor eletivo. Assim, a eleição é clara nesta passagem e é a base da nossa conversão, da nossa regeneração e da nossa fé. “Aos que predestinou, a estes também chamou”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;1 Coríntios 1.26-31: “ Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor ”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Considere seu chamado. Isto é, olhe ao redor de você em Corinto e veja que tipo de pessoas se tornaram cristãos. Considere quem tem sido chamado de forma eficaz pela fé. O que você vê? Não muitos sábios, ou poderosos, ou nobres. Por que não? Porque Deus é o único que escolhe quem será salvo em Corinto, e Deus intenta escolher de uma forma que eliminará o caminho da auto-exaltação. Três vezes Paulo diz “Deus escolheu”. Deus não permite a idéia da salvação pela determinação do homem porque então nós determinaríamos a construção da igreja e teríamos algo para nos gloriarmos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Versículo 30 diz literalmente “vós sois dele, em Jesus Cristo”. Nós não colocamos a nós mesmos em Cristo Jesus. Deus trabalhou em nós de forma que nós estivéssemos unidos a Cristo em fé. Por quê? Para que ninguém se glorie perante Deus. Portanto, deixemos que aquele que se glorie glorie-se no Senhor! Deus fez as escolhas em Corinto. E com base nestas escolhas, Ele chamou, isto é, uniu pessoas em Cristo. “Aos que predestinou, a estes também chamou”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Atos 13.47-48: Paulo está pregando na sinagoga em Antioquia da Pisídia. Quando o sermão termina, Lucas faz um comentário que nos mostra sua profunda harmonia teológica com os escritos paulinos. Paulo termina sua pregação com estas palavras: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, A fim de que sejas para salvação até os confins da terra. E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna ”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Isto é idêntico ao que Paulo diz em Romanos 8.30. “Aos que predestinou, a estes também chamou” quer dizer o mesmo que “ e creram todos quantos estavam [pré]ordenados para a vida eterna”. A doutrina da predestinação de Paulo não o deteu de seu trabalho missionário mundial. Pelo contrário, o estimulou saber que Deus tinha muitas pessoas entre as nações que seriam chamadas de forma eficaz pela pregação do evangelho (Atos 18.10). Aos que Deus predestinou, Ele, com certeza absoluta, chamará. Nisto reside a esperança e confiança do todo o investimento missionário. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;João 8.46,47; 10.25-27: Jesus repetidamente apresenta a questão no evangelho de João do porquê de algumas pessoas crerem e outras não. Ele nunca dá a popular resposta de que depende do poder humano de auto-determinação. Jesus remete repetidamente a algo bem mais profundo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“Quem dentre vós me convence de pecado? E se vos digo a verdade, por que não credes? Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus ”. (8.46-47) &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que leva uma pessoa a desejar e crer nas palavras de Deus repousa em algo bem mais profundo. A pessoa é DE DEUS ou não é DE DEUS? Isto é, a pessoa é escolhida de Deus? Nascida de Deus? Filha de Deus? Não importa quais sejam o “de Deus” ela desejará ouvir. Todos quanto estão ordenados para a vida eterna creram. “Aos que predestinou, a estes também chamou”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem ”. (10.25b-27) &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“Vós não credes porque não sois das minhas ovelhas ”. Note que não diz “vocês não são das minhas ovelhas porque não acreditam”. Pertencer a Jesus não é baseado em minha fé. Eu devo crer para evidenciar que sou das ovelhas de Jesus. E se eu persistir na incredulidade, então mais evidentemente eu não sou das ovelhas de Jesus. Deus me fez uma ovelha de acordo com a eleição da graça que me foi dada em Cristo Jesus há muito tempo. E quando as ovelhas ouvem o evangelho, elas acreditam. Aos que ele predestinou a serem ovelhas, Ele também chamou à fé de modo eficaz! &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A conclusão que eu tiro então é que há uma gigantesca fundamentação no Novo Testamento para a verdade de Romanos 8.30, que o chamado de Deus é baseado em Sua predestinação, e que a predestinação não é baseada em nada em nós. Não é em nossa dignidade como pessoas (assim todos se qualificariam) nem em nossa fé (que é um dom de Deus). Nossa eleição é incondicional. Aos que ele conheceu de antemão, a estes também predestinou e aos que predestinou, a estes também chamou. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Implicações &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Nós somos confrontados com a escolha entre uma popular especulação filosófica de um lado e a persuasiva doutrina bíblica do outro. A filosofia popular diz que nós devemos ter o poder de auto-determinação definitivo para que possamos responder por nossas escolhas. A Bíblia, por outro lado, deixa claro em uma centena de passagens que não há poder de auto-determinação e a salvação nada tem a ver com a responsalidade por nossas escolhas. Você seguirá a filosofia humana ou a Bíblia? A Bíblia já ganhou sua confiança o bastante para que você submeta seus conceitos aos julgamentos dela? Ou continuará a submetê-la aos seus? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma das críticas que algumas vezes são feitas contra aqueles que abraçam as doutrinas da eleição incondicional e soberania da graça é que somos escravizados pela lógica e dirigidos por um racionalismo inexorável, que nos força a dizer coisas sobre Deus que não são ensinadas nas Escrituras. Eu suspeito que seja verdade para algumas pessoas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas minha experiência me diz que o oposto também é o caso. Recentemente, perguntei para um amigo como ele interpretava as palavras de Atos 13.48: “ creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”. Ele disse “oh, eu interpreto isso à luz de todos os outros textos bíblicos que ensinam que o homem tem o poder final de escolha”. Então eu perguntei “Como assim? Você poderia me dar um exemplo de um texto desses?”. Ele disse “Bem, não, mas está implícito em todos os lugares”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que se torna claro depois de uma pequena discussão foi que ele ASSUME, ele PRESSUPÕE que você não pode ter explicação sem a auto-determinação do homem, tanto que em todo lugar que vê explicação na Bíblia, ele vê o poder final da auto-determinação do homem. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nós somos apresentados a uma escolha crucial: iremos deixar a Bíblia nos ensinar coisas que são estranhas ao nosso modo de pensar? Ou iremos jogr nossas idéias pré-concebidas no texto e dizer “Assim não pode ser. Isso não se encaixa com minhas suposições”? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; As doutrinas da eleição incondicional, predestinação e chamado eficaz tendem a eliminar todo orgulho, soberba e auto-confiança. Eu já discuti muitas vezes com outros teólogos que dizem “você não precisa lançar fora a auto-determinação final para tirar o orgulho. Tudo o que você precisa fazer é insistir na FÉ para salvação ao contrário de obras meritórias”. Eles argumentam a partir de Romanos 3.27 que a fé exclui o orgulho. Então você não precisa dizer que a fé é um dom a fim de eliminar o orgulho, a soberba e a auto-confiança. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Minha resposta tem duas partes. Primeiro, eu não me sinto dirigido pela lógica para chamar a fé de dom com o objetivo de cortar meu orgulho; eu me sinto dirigido pela exegese. O Novo Testamento ensina que nós estamos mortos em nossos pecados e devemos ser chamados de forma eficaz. A fé ordenanda também deve ser criada se alguém tem de ser salvo. Eu não insisto nesta idéia porque eu acho que é um bom meio de destruir o orgulho. A Bíblia ENSINA isto. E isto ajuda a sobrepujar o orgulho. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em segundo lugar, eu acho que a razão pela qual uma genuína fé neotestamentária elimina nossa vaidade é que é uma confiança em Deus; não apenas pela provisão da salvação na cruz, mas também por aplicar a salvação em meu coração. Em outras palavras, minha fé não diz apenas “Eu escolho crer em Cristo”. Ela também diz “Eu escolho crer que Deus Pai me levou a Cristo e me deu o desejo de crer em Cristo” (João 6.44,65). Ou, falando de outra maneira, a fé repousa em toda a verdade bíblica, não apenas em uma parte dela. A fé elimina todo orgulho, soberba e auto-confiança precisamente a ponto de que é uma fé que Deus fez por nós o que não poderíamos fazer por nós mesmos – o que inclui a vontade de crer. A fé crê num Deus que fez tudo na salvação, não apenas uma parte da salvação. E a salvação inclui nosso chamado eficaz que criou nossa fé. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Você estava se afogando e o Filho de Deus jogou um tubo de respiração ao seu lado. Você nadou vigorosamente até ele, e pôde chegar à margem, então você deveria agradecê-lO. Você não ganha crédito algum pelo tubo de respiração. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas suponha que você tem sido um inimigo de longa data dEle, e você estava morto no fundo de um lago. Ele te encontrou, te trouxe à superfície e se esforçou tanto para te trazer à vida, que terminou exausto ao seu lado e morreu. Então, suponha que, quando você se ajoelhou sobre o corpo, com lágrimas de amor descendo por sua face, você ouve uma voz vinda do céu dizendo: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo. Levante-se, meu Filho!”. Ele se levanta e aproxima-se, te olha com a mais profunda afeição que você já viu. Toma sua mão e lhe puxa firme e gentilmente para seu lado e diz: “Siga-me, e eu farei todas as coisas cooperarem para seu bem pelo resto de sua vida”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Qual é a sua idéia de como você foi salvo? Pode ser que muitos dos problemas de sua vida se devem ao fato de que você nunca entendeu como foi salvo – ou talvez você nunca foi salvo? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;3.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; As doutrinas da soberania de Deus tendem a produzir humildade, submissão e paciência entre todos que as abraçam. Efésios 4.1-2 diz “ Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”. Uma das razõess pelas quais um chamado altíssimo produz uma caminhada submissa é que a decisão de Deus de nos chamar ao Seu Reino não se deve a absolutamente nada em nós mesmos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma vez que está gravada em seu coração a certeza de que Deus o escolheu para a salvação antes que você cresse ou tivesse feito alguma coisa pra isso, sua tendência a se orgulhar ante as outras pessoas será cortada pela raíz. “Que tens tu que não tenhas recebido?”, Paulo diz. “E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?” (1 Coríntios 4.7). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma criança que ganhou dois carrinhos de Natal pode rebaixar seu irmão que ganhou apenas uma carrinho SE seus pais baseassem nos merecimentos dos filhos ou nas decisões das próprias crianças. Mas se as escolhas foram feitas sem levar em conta qualquer merecimento das crianças, se as escolhas deles foram feitas por sabedoria e bons propósitos que estão além da capacidade das crianças em entender, então humilhar o irmão é proibido. O meio mais humilhante de ser tratado em todo o mundo é ser tratado com absoluta misericórdia. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;4.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Se a doutrina da soberania de Deus é verdadeira, então Ele realmente pode cumprir sua aliança de escrever Sua lei em nossos corações (Jeremias 31.33), nos fazer caminhar nos Seus estatutos (Ezequiel 36.27) e nos conformar à imagem de Seu Filho (Romanos 8.29). Se Deus desse o poder final à nossa auto-determinação, Ele talvez não fosse capaz de cumprir Suas promessas de que um dia haveriam pessoas que realmente O obedeceriam. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se todas as pessoas no mundo realmente tivessem o poder de determinação final e decidissem usá-lo para se rebelar contra Deus, Ele nada poderia fazer sobre isso. O único meio que a promessa de Deus de um povo com novos corações de obediência pode ser garantida é dizer que Deus sobrepujará a auto-determinação pecaminosa das pessoas, dará a elas novas corações e as fará caminhar em Seus caminhos. E assim, a doutrina do chamado eficaz de Deus, baseada em sua eleição incondicional é o grande fundamento da nossa confiança de que Ele cumprirá para nós as promessas da nova aliança: “ E lhes darei um mesmo coração, e um só caminho, para que me temam todos os dias” (Jeremias 32.39). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Também a promessa missionária de que um dia haverão crentes de toda tribo, língua, povo e nação adorando a Deus no Reino – esta promessa não teria garantia se a salvação repousasse definitivamente nas mãos da auto-determinação dos seres humanos. O fato de Deus ter o direito e o poder de chamar eficazmente quem Ele desejar, de todo grupo étnico da Terra, é a sólida fundação de nossa confiança de que a Grande Comissão não será frustrada pela dureza do coração humano. As doutrinas da graça são a dinamite de Deus nos lugares difíceis da evangelização mundial. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; A soberania de Deus na salvação fortifica a verdadeira segurança do crente. Se você acredita que Deus te escolheu desde toda eternidade, que Ele te predestinou para partilhar a glória de seu Filho e que Ele então trabalhou miraculosamente para te chamar da morte para a vida, fazendo você crer em Cristo, então sua confiança de que Ele é por você e completará a obra de Sua salvação, que foi planejada eras atrás, é simplesmente tremenda. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas se você apenas acredita que Deus definiu um caminho geral de salvação sem qualquer indivíduos particulares em vista e que, assim, você poderia ser parte desta salvação ou não, então sua segurança descansará numa fundação fraquíssima. Eu tenho como algo muito precioso saber através de Deus que minha vida eterna é baseada em Sua decisão pessoal eterna de me dar uma porção na glória de Seu Filho e que minha grande fé é parte de Seu esforço onipotente para cumprir este propósito para mim. Que segurança maior pode existir? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; O trabalho do pregador é indispensável e invencível. Paulo diz em 2 Tímoteo 2.10: “ Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os escolhidos definitivamente OBTERÃO salvação: aos que conheceu de antemão, a estes também predestinou; aos que predestinou, a estes também chamou; aos que chamou, a estes também justificou e aos que justificou, a estes também glorificou. Ninguém pode enganar os escolhidos (Mateus 24.24). Portanto, a pregação é invencível. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Entretanto, Deus ordenou que a forma pela qual os eleitos serão preservados do erro e da incredulidade e também obter salvação é através da pregação da palavra e por oração. Assim, Paulo diz que ele tudo sofre por amor dos escolhidos, para que eles alcancem a salvação. A pregação de Paulo é o meio escolhido por Deus para preservar a fé dos eleitos pela edificação da palavra. A pregação aos eleitos é indispensável – está a forma ordenada por Deus para sustentá-los até o fim; e a pregação é invencível – a ovelha sempre ouve a voz do verdadeiro pastor e responde. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; A não ser que você aceite a doutrina da eleição incondicional, da predestinação e do chamado eficaz, você nunca compreenderá plenamente o significado da graça e nunca dará a Deus a glória da qual Ele é digno. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nós a chamamos de “graça soberana” porque graça não é meramente uma oferta de salvação; é também um poder que salva. Paulo deixa isto muito claro em Efésios 2.5,6. “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (PELA GRAÇA SOIS SALVOS), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”. A razão de Paulo inserir esses parênteses foi ensinar-nos que a graça é um poder que ressuscita os mortos e, portanto, é TOTALMENTE imerecida. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nós nunca sentiremos a maravilha completa da graça até que desistamos da nossa idéia de que damos a palavra final em nossa salvação. Nunca seremos sinceros em relação à soberania de Deus em nossas vidase daremos a Ele toda a glória por nossa salvação até que reconheçamos que somos tão inúteis que Ele teve de fazer tudo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Lucas nos conta uma história sobre Herodes no livro de Atos. Um dia, ele vestiu seus trajes reais, tomou seu lugar no trono e fez um discurso aos visitantes de Sidom e Tiro. O povo, querendo agradar Herodes, começou a gritar “voz de Deus, não de homem”. Lucas diz que imediatamente um anjo do Senhor o feriu, porque ele não deu glória a Deus; ele foi comido por vermes e morreu (Atos 12.23). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Diante disso, eu pergunto: se a ira de Deus se voltou contra um homem que não deu glórias a Ele por algo tão pequeno como o dom da oratória, quão grande é o perigo sobre as cabeças daqueles que se recusam a glorificar o Senhor pelo muito maior dom da fé? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;John Piper&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;Traduzido por: Josaías Cardoso Ribeiro Jr.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115121437628087077?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115121437628087077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115121437628087077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115121437628087077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115121437628087077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/aos-que-predestinou-estes-tambm-chamou.html' title='Aos que Predestinou, a Estes Também Chamou'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115098459479784553</id><published>2006-06-22T10:46:00.000-03:00</published><updated>2006-06-22T11:03:25.866-03:00</updated><title type='text'>Lições que só Deus Ensina</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;“&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;(Salmo 90:12) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A vida é uma escola. Ela nos ensina a ser espertos, calcular riscos, a investir para receber mais e especialmente a cuidar de nós mesmos. Mas não é exatamente isso que o Salmo 90.12 recomenda. Esta peça poética de Moisés concede preciosas lições a todos os que perceberam que somos mal orientados se não buscarmos instrução do Senhor. Uma vez que o profeta foi inspirado por Deus, estamos certos de que essa orientação não pode ser encontrada em nenhuma outra escola. Isaías prometeu (e Jesus repetiu) que Deus ensinaria aos que seriamente desejassem matricular-se em Sua escola (Is 54,13; Jo 6,45).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma oração que articula este pedido: Ensina-nos a contar nossos dias. O tempo não pára. Ele&lt;br /&gt;passa. Alguns se preocupam com o envelhecimento somente quando os anos já se passaram. Não ouviram a advertência do Pregador: Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias (...) (Ec 12.1). Os dias desperdiçados são justamente os que não trouxeram nenhuma lição sábia ao coração. Mesmo que a maioria dos homens despreze a instrução que vem do Criador, o fiel servo pede, insistentemente&lt;/span&gt;, que Deus o ensine o que tem importância eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação secular valoriza informação e inteligência. Quem sabe mais pode resolver problemas mais eficientemente e, assim, tem vantagem. As escolas se interessam mais por matricular os melhores alunos. As universidades de elite despejam seus formandos nas profissões, nas indústrias, nos laboratórios e nos altos escalões do governo. Os benefícios financeiros são invejáveis. A sociedade reputa mais feliz quem desfruta mais privilégios neste mundo globalizado que promove e enriquece seus melhores jogadores. Valores secundários, tais como distribuição justa de renda, cuidado especial dos marginalizados e esquecidos têm menos importância. E nem se fala da busca do Reino de Deus em primeiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o lado negativo dessa corrida à busca do conhecimento e das vantagens materiais coroa seus corredores mais bem sucedidos, como já foi descrito por um dos seus mais famosos adeptos: Mark Twain, escritor americano. Ele utilizou seu extraordinário talento para escrever livros há mais de cem anos. Suas obras são conhecidas e apreciadas por milhões de crianças e de adultos. Declarou esse ateu em sua autobiografia: “O único presente não envenenado que a vida concedeu é a morte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Salmo 90, Moisés pede que Deus nos ensine a (...) contar os nossos dias para alcançar um coração sábio. Consideremos alguns elementos chaves nessa oração: Primeiro, somente Deus conhece quantos dias restam da nossa vida. A certeza da morte é inegável. Igualmente certo é o fato de que ninguém sabe em que dia ela virá. Deus, nosso Professor Supremo, conhecedor de todas as coisas, marca a carga horária na escola da vida. Ele é quem assina o diploma ou reprova os alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, os melhores alunos pedem a ajuda de Deus para evitar o desperdício do tempo. Dias não-contados referem-se a dias não-aproveitados, horas em que nada se fez ou não se aprendeu nada de valor. Nenhuma palavra de encorajamento emanou da boca e nenhuma influência sadia impediu alguém de ir em direção a Deus. O homem que quer aprender a sabedoria de Deus avalia tudo à luz da eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, o objetivo das lições de Deus visa alcançar um coração sábio. Ele mostra o caminho e motiva seus servos a progredir nessa direção. Revelou sua infalível Palavra para ser luz e lâmpada para os pés dos que andam nos caminhos sinuosos deste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto, indagaremos sobre o que quer dizer “coração sábio”. Estas palavras têm um paralelo na mensagem de Paulo: Não cessamos de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual. (Cl 1.9). Se Deus nos ensina clara e inconfundivelmente Sua vontade, não ficaremos mais presos à cegueira que baseia suas decisões no acaso de loteria. Infinitamente melhor é escolher sob a direção daquele que conhece o futuro tão plenamente como o passado (Rm 8.14). Sabedoria quer dizer inteligência que enxerga bem, além do horizonte desta vida curta e insegura. Escolher de acordo com a orientação bíblica permite ao servo ecoar as palavras do famoso missionário David Brainerd no limiar da morte. “Não teria vivido a minha vida diferentemente do que vivi por nada neste mundo”. Jim Elliot, inspirado pela sabedoria de Brainerd, foi morto por uma lança dos selvagens aucas no Equador, em 1956. Disse o mártir: “Não é tolo quem deixa o que não se pode reter para alcançar o que não se pode perder”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, além de Deus, pode ensinar a um filho de Adão essa realidade? Ninguém nasce sábio. Pecadores buscam prazer e sucesso com uma visão curta. Não olham além da morte física, enquanto o homem que quer aprender a sabedoria de Deus avalia tudo à luz da eternidade. Paulo disse que, se recebermos sabedoria e entendimento espiritual, devemos viver (...) de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado (Cl 1, 10). Uma definição de pecado destaca precisamente esse aspecto - desagradar a Deus agindo de maneira indigna do Pai que nos gerou pelo Seu Santo Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moisés percebeu a importância de se alcançar sabedoria. Durante quarenta anos foi instruído em tudo o que havia de melhor da sabedoria humana. Matou o egípcio que maltratava um israelita. Foi uma decisão aparentemente inteligente, mas não sábia. Depois fugiu para Midiã onde teve tempo para as aulas de Deus. Por quarenta anos foi adquirindo sabedoria do alto que lhe serviu tão bem durante os últimos anos do governo do Povo Escolhido. Mesmo sendo Moisés um servo humilde, Deus o escolheu para conduzir Israel, tirando-o do Egito até a Terra Prometida e para escrever os primeiros cinco livros da Bíblia. Foi esse mesmo Moisés que escreveu o Salmo 90 e gravou esse pedido de ajuda para contar os seus dias de modo que alcançasse a sabedoria. Dias são desperdiçados porque não os contamos como preciosas pérolas que podem ser trocadas por sabedoria do alto. O Salmo 90.12 aponta na direção de verdadeiro sucesso. Pedir a instrução do Criador infinito em poder e sabedoria é o único meio de chegarmos ao fim da vida felizes e bem-sucedidos aos olhos de Deus. Para se viver bem, no mundo e no céu, sabedoria do alto (Tg 3.17) é tudo! Jonathan Edwards sabia que a sabedoria celestial valia mais que dinheiro ou fama. Ele e sua santa mulher tiveram setecentos e vinte e nove descendentes. Dessa família surgiram trezentos pregadores, sessenta e cinco professores universitários, treze reitores de universidades, sessenta autores de bons livros, dois deputados do congresso americano e um vice-presidente do país. Que explicação única haveria para um fenômeno como a família de Edwards, senão a busca de um&lt;br /&gt;coração sábio vindo de Deus e a valorização do tempo que o Senhor lhe concedeu? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Russell shedd&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115098459479784553?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115098459479784553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115098459479784553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115098459479784553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115098459479784553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/lies-que-s-deus-ensina.html' title='Lições que só Deus Ensina'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115082763905649409</id><published>2006-06-20T15:20:00.000-03:00</published><updated>2006-06-20T15:23:57.290-03:00</updated><title type='text'>Todas as Coisas Cooperam Para o Nosso Bem.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Rm 8:28)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Em &lt;strong&gt;Romanos 8:28&lt;/strong&gt; Paulo expõe uma profunda e consoladora verdade para o crente genuíno, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A vida do cristão assemelha-se ao mecanismo de um relógio. O que você vê ao abrir um relógio? Vê que certas engrenagens que giram em sentido anti-horário estão atreladas a outras que trabalham no sentido horário. A sua primeira impressão pode pode ser de que o mestre relojoeiro está louco ou confuso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Pelo contrário, ele arrumou de tal forma o mecanismo desse relógio e colocou uma mola mestra para controlar todas as suas engrenagens, que quando recebe corda, embora uma engrenagem gire no sentido horário e outra no sentido anti-horário, todas trabalham juntas para mover os ponteiros em torno do mostrador precisamente na velocidade certa. Muitas engrenagens parecem trabalhar umas contra as outras, mas todas trabalham juntas com o mesmo propósito de mostrar o tempo exato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Isso é apenas uma alegoria da vida do povo de Deus. Algumas engrenagens&lt;/span&gt; nas suas vidas giram em sentido horário, as quais provêem esperança de que os fatos que ocorrem em suas vidas, dirigidos pela providência de Deus são bons para eles, mas outros atos da providência de Deus parecem ocorrer no sentido contrário, ou seja, contra eles. Somente quando seus olhos da fé estão fixos no grande Mestre-Relojoeiro, que planejou todas as coisas segundo seu sábio decreto, eles vêem e compreendem que Ele ajustou a mola mestra da graça nas suas vidas, de maneira que todas as engrenagens espirituais e providenciais cooperam para o seu bem estar. Sim, irmão, embora muitas vezes pareça que tudo está girando no sentido anti-horário e contra você, embora às vezes você veja uma engrenagem da providência trabalhar contra uma engrenagem da graça em várias aflições e provações, ainda assim o seu sábio Deus sabe exatamente tudo o que Ele está fazendo. Ele fará todas as coisas cooperarem para a produção de um abençoado e divino resultado segundo o Seu soberano beneplácito e eterno conselho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paulo não faz qualquer exceção a essa promessa. Ele diz &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"todas as coisas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; __ isso inclui todas as coisas &lt;strong&gt;boas&lt;/strong&gt; e todas as coisas &lt;strong&gt;ruins &lt;/strong&gt;__ &lt;strong&gt;cooperam para o bem".&lt;/strong&gt; As melhores coisas __ incluindo os atributos e as obras de Deus, as promessas e providências do Pai, a obra e a pessoa do Filho, a graça e a obra do Espírito, o eterno pacto da graça com todos os benefícios da salvação que o acompanham, e as divinas ordenanças, como a Palavra, os sacramentos, a oração e a comunhão dos santos __ todas cooperam para o seu bem verdadeiro se você é um daqueles que verdadeiramente amam ao Deus das Escrituras. Até mesmo as piores coisas __ incluindo o afastamento de Deus, o pecado, satanás, enfermidades, tentações, aflições, perseguições, __ cooperam para o seu bem e para a glória de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem dúvida alguns de nós dirão, "é fácil compreender que as coisas boas cooperam para o bem, e eu sei que as coisa ruins devem cooperar para o bem estar espiritual do povo de Deus, mas como a aflição, o afastamento de Deus, e até mesmo o pecado podem cooperar para o meu bem, isso eu não consigo compreender!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje e na mensagem da próxima semana eu desejo expor a vocês algumas maneiras diferentes como até mesmo essa três coisas __ a aflição, a interrupção da comunhão com Deus e o pecado __ cooperam para o bem estar espiritual dos filhos de Deus, para que, a partir do exposto, nós sejamos capazes de concluir com segurança que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus". Hoje vamos nos deter no benefício que a aflição traz para o crente, e na próxima semana veremos então como a deserção divina e o pecado podem resultar em bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém naturalmente gosta da aflição. Aflições podem ser muito pesadas e difíceis de suportar. "Se o pecado é a cabeça da serpente," escreveu Ralph Erskine, "a aflição é a sua cauda". E mais, caro irmão, não é certo que a aflição também serve como um remédio para você nas mãos do seu grande Médico, Jesus Cristo? Vejamos resumidamente nove maneiras diferentes as quais nas mãos dEle as suas aflições cooperam para o seu bem estar espiritual e eterna saúde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Primeiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, o Senhor, através da aflição, não o humilha profundamente, mostrando quem você é e o que existe dentro de você __ nada além de pecado e corrupção, a parte da graça divina? Não lhe ensina o Senhor através da aflição a mesma verdade que Ele ensinou a Israel em Deuteronômio 8, "que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões, e de secura, em que não havia água... que no deserto te sustentou com maná..., para te humilhar, e para te provar, e afinal te fazer bem" (Dt 8:15,16)?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A aflição não só faz o verdadeiro crente se humilhar diante de Deus, mas o conserva humilde. A aflição faz secar o reservatório do combustível que alimenta o seu orgulho. Um crente aflito é semelhante uma árvore carregada de frutos; a árvore que mais se dobra ao chão é freqüentemente a que está mais cheia de frutos. Se Deus utilizar a aflição para humilhá-lo perante Ele, não estará a sua aflição cooperando para o bem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Segundo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, através da aflição o povo de Deus aprende o que é o pecado na sua desonrosa, corrompida e maldita natureza. Através da aflição eles aprendem que, como foi apropriadamente dito, "o pecado tem o diabo por pai, a vergonha por companheira, e a morte por seu salário". Eles aprendem pela aflição que o pecado na verdade é um ataque ao coração, ao ser, e aos atributos de Deus. Como escreveu John Bunnyan, " o pecado é uma afronta a justiça de Deus, uma violência contra a sua misericórdia, é escarnecer da Sua paciência, é menosprezar o Seu poder, e desrespeitar o Seu amor". Eles aprendem através da aflição que o pecado é tanto a força da sua morte, como a morte da sua força.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na aflição é como se a alma do crente fosse esquadrinhada com lanternas expondo os pecados ocultos e notórios. Quando a aflição é santificada pelo Espírito Santo, o pecado é arrancado do seu esconderijo dentro do coração e trazido à luz dos santos e prescutadores olhos de Deus. A aflição arranca a folha de figueira que cobre o filho de Deus. "Os pecados do povo de Deus são como ninhos", escreveu o puritano William Bridge, "enquanto as folhas estiverem na árvore você não pode vê-los, mas no inverno da aflição quando todas as folhas caem, os ninhos aparecem claramente". Quando a aflição é santificada, o pecado se torna hediondo e odioso. O pecado se torna excessivamente pecaminoso em sua verdadeira natureza. Torna-se mais odiado por sua natureza do que por suas conseqüências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Terceiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, o Espírito Santo usa a aflição como um remédio para acabar com a enfermidade mortal do pecado nos filhos de Deus, fazendo-os produzir frutos saudáveis e piedosos. Quando o pecado faz o crente se desviar do seu Salvador, o Senhor Jesus, como um Bom Pastor, usa a vara da aflição para aprumá-lo novamente. A aflição é o cão do Pastor, enviado não para devorar as ovelhas, mas para trazê-la de volta ao aprisco. A aflição trata do pecado. "Antes de ser afligido andava errado"; confessa Davi, "mas agora guardo a tua palavra" (Sl 119:67).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para um filho de Deus, ser afligido é um bem como é a poda para a jovem árvore pois a pressão da aflição não só remove o terrível mau cheiro do pecado, mas também revela as fragrâncias e os frutos da graça divina. Você sabe que em alguns países certas árvores crescem mas não dão fruto por não haver inverno ali? O cristão precisa de invernos de aflições para experimentar o florescer das primaveras, o crescimento do verão e a colheita de outono.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida dos filhos de Deus é como um sino __ quanto mais forte se bate, melhor ela toca. Eles aprendem mais sob a vara que os disciplina do que sob o cajado que os consola. O Bom Pastor não está afogando suas ovelhas quando as lava, nem as está matando quando tosquia. Pelo contrário, sua lavagem é uma higiene necessária; a tosquia um privação necessária, e suas correções são lições essenciais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A aflição colhe frutos preciosos. Ela garimpa, funde, refina e forja o crente até que o divino Ourives possa ver o seu reflexo na obra das Suas próprias mãos. Então o Cristão experimenta com Jó, "se Ele me provasse, sairia eu como o ouro" (Jó 23:10). "A aflição", escreveu Robert Leighton, "é o pó de diamante com que o céu poli as suas jóias".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quarto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, o Senhor se utiliza a aflição como um meio de fazer o seu povo buscá-lo, para trazê-lo de volta à comunhão com Ele, e mantê-lo junto ao Seu lado. Como na tempestade as ovelhas buscam estar junto do seu pastor, assim diz o Senhor de Israel, "estando eles angustiados, cedo me buscarão" (Os 5:15). As tempestades e o granizo da aflição leva as ovelhas para mais perto do seu Pastor. Todas as pedras que atingiram Estevão apenas o empurraram para mais perto da pedra angular, Jesus Cristo, e abriram ainda mais o céu para a sua alma. A aflição levou a mulher cananéia ao Filho de Davi; conduziu o ladrão na cruz ao seu Salvador. Não foi a coroa de Manassés, mas suas cadeias, que o fizeram reconhecer que " o Senhor era Deus". Mesmo o imã da rica misericórdia de Deus não traz e mantém tão perto o rebanho do seu Grande Pastor como as cordas da aflição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quinto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, o Senhor usa as aflições moldar o seu seu rebanho à semelhança de Cristo fazendo-o participante dos seus sofrimentos e da sua imagem. Cristo foi castigado "para (o nosso) aproveitamento", o autor de Hebreus escreveu, "a fim de sermos participantes da sua santidade" (Hb 12:10). Deus tinha apenas um Filho sem pecado, mas nenhum sem aflição. A sua vara de aflição é como um lápis com que ele traça a imagem de Cristo mais firmemente em seu povo. Pelo caminho da aflição rumo à glória eles se tornam seguidores do Cordeiro de Deus que caminha adiante do seu rebanho. Todo caminho de aflição que eles encontram já foi trilhado, conquistado e santificado pelo seu Pastor cujo sangue substitutivo, desde a sua circuncisão até a cruz, é a sua garantia segura de que nenhuma aflição ou provação será capaz de separá-los do amor de Deus em Cristo Jesus (Rm 8:39). Os seus merecidos sofrimentos os conduzem ao sofrimento substitutivo de Cristo, o qual por sua vez, os faz exclamar "o seu jugo é suave e o seu fardo é leve" (Mt 11:30). Caro irmão, não é nos tempos de sofrimento que normalmente você tem mais comunhão com Jesus Cristo em seus sofrimentos __ cuja a vida inteira, como diz Calvino, não foi outra coisa senão uma série de sofrimentos? Pode então você reclamar da leve cruz que você tem de suportar sendo um pecador culpado quando você vê a pesada cruz que Cristo teve de suportar sendo inocente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sexto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, as aflições espirituais cooperam para o nosso bem porque o Senhor os contrabalança com consolo e alegria espirituais. "A vossa tristeza", disse Jesus aos discípulos, "se converterá em alegria" (Jo 16:20). Ele leva o seu povo ao deserto para lhes falar ao coração (Os 2:14). Onde quer que abundem os sofrimentos de Deus, abunda a consolação de Deus (2 Co 1:4,5). A vara do Pastor possui mel em sua ponta. Todo Paulo tem sua canção para cantar na prisão. O doce seguirá o amargo. A alegria virá pela manhã. O Senhor transformará a sua água em vinho. Samuel Rutherford uma vez escreveu, "quando eu estou no porão da aflição (é a mesma palavra para adega no inglês: cellar), eu encontro os melhores vinhos do Senhor". Na aflição, as ovelhas de Deus às vezes experimentam doces êxtases de divina alegria, que as levam como que, bem nos limites das fronteiras da Canaã celestial. Em tais momentos eles podem confessar com Elifaz o temanita, "bem aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não despreze, pois, a disciplina do Todo-Poderoso. Porque Ele faz a ferida e Ele mesmo a ata; Ele fere, e as suas mãos curam. De seis angústias te livrará, e na sétima o mal te não tocará (Jó 5:17-19).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sétimo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, a aflição também coopera para o bem fazendo os filhos de Deus andar por fé e não por vista. Se fosse permitido ao crente sempre desfrutar dos a prazeres e alegrias deste mundo, eles passariam a amar esta vida e a depender das suas provisões espirituais ao invés de depender dAquele que tudo provê. Por isso, juntamente com as suas doces iguarias, o Senhor serve um pouco de molho azedo para ajudar na digestão, para que eles vivam, não por seus sentidos, mas pela fé. Na prosperidade o povo de Deus fala de viver pela fé; muitas vezes conselhos obscuros de palavras sem conhecimento; mas é na adversidade que eles alcançam o conhecimento prático do que é viver pela fé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Oitavo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, a aflição coopera para o bem quando desliga e afasta os cristãos das coisas deste mundo. Um cão nunca morde aqueles que são de casa, somente os estranhos. A aflição morde tão profundamente os filhos de Deus porque eles ficam tão pouco em casa com a Palavra e os costumes de Deus, e tempo demais com o mundo e os costumes dos homens. Se eles estivessem mais vezes em casa com o seu Mestre e Pastor nos lugares celestiais, as aflições seriam muito mais fáceis de suportar. "Deus", diz Thomas Watson, "tem o mundo como um dente mole, prestes a cair, que quando arrancado, não nos cria mais problema".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, a aflição é proveitosa para preparar o povo de Deus para a sua herança celestial. A aflição eleva as suas almas até o céu, para buscarem "a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador"(Hb 11:10). A aflição pavimenta o seu caminho para a glória. "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação"(2 Co 4:17). "Aquele que corre para receber a coroa", escreveu John Trapp, "não se incomodará muito com um dia chuvoso".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Filhos de Deus, isso não é suficiente para convencê-lo que a aflição é para o seu bem __ que "nada" de bom ou necessário "faltará" a vocês, tanto temporal como espiritualmente? Ainda que o vento da aflição seja contrário à sua carne, Deus se agrada em usá-lo para conduzir você ao céu. As suas aflições são sob medida para ajustarem-se com precisão divina a você durante todo o caminho para a glória. "Em tudo (até mesmo nas aflições) dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1 Ts 5:18).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Joel R. Beek&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115082763905649409?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115082763905649409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115082763905649409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115082763905649409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115082763905649409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/todas-as-coisas-cooperam-para-o-nosso_20.html' title='Todas as Coisas Cooperam Para o Nosso Bem.'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115082035549963461</id><published>2006-06-20T12:47:00.000-03:00</published><updated>2006-06-20T13:22:34.573-03:00</updated><title type='text'>Santificação - O Papel de Deus e o do Crente.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Alguém falou a certo pastor: &lt;em&gt;"A Escritura afirma que 'Não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim'. Não temos que fazer nada por nossa santificação, mas simplesmente nos rendermos a Deus e deixarmos que Ele faça tudo".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Na verdade esta pessoa estava refletindo o ensino de um movimento nos Estados Unidos, chamado &lt;em&gt;"Vida Mais Profunda"&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(deeper life),&lt;/strong&gt; o qual afirma que, para se vivera vida cristã em santidade não se precisa fazer esforço algum, pois o poder deve vir de Cristo. Isso tem um pouco de verdade, mas exclui uma outra verdade igualmente importante: A Escritura exorta o crente a viver a vida cristã &lt;strong&gt;com esforço&lt;/strong&gt;. Veja o que nos diz &lt;strong&gt;Hebreus 6:11-12 e 11. Pedro 1:5-7&lt;/strong&gt;. Mas gostaria de enfatizar o que nos diz o apóstolo Paulo em Filipenses 2: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor. Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quietismo e Pietismo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O que aquela pessoa falou ao pastor sobre santificação é chamado de "quietismo". O quietismo afirma que o cristão deve ser passivo no crescimento espiritual. Devemos deixar que Deus faça tudo, pois nosso frágil esforço só faz atrapalhar&lt;/span&gt; a ação de Deus. Devemos apenas "render-nos" ao Espírito Santo, e Ele nos dará a vitória.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O oposto do quietismo é o "pietismo", que ensina que os crentes devem trabalhar muito e praticar uma autodisciplina extrema para conseguirem piedade pessoal. Devemos fazer estudos bíblicos enérgicos, ser auto-disciplinados, obedientes, diligentes para conseguirmos vidas santas. Mas não pára aí; adota padrões legalistas no seu modo de vestir, de comer, no seu estilo de vida, etc.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Muitos quietistas e pietistas concordam em que a salvação é pela graça, por meio da fé, mas a discordância deles é na área da santificação. Os quietistas desprezam o esforço do crente e arriscam-se a promover a irresponsabi1idade, a apatia espiritual. Os pietistas exageram o esforço humano e tendem a provocar o orgulho e a cair no legalismo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Equilíbrio Adequado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vejamos o que Paulo nos diz no capítulo 2:12-13 de sua carta aos Filipenses: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em, vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No capítulo 12, Paulo fala como um pietista, que nós ternos de agir: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor...".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; No versículo 13 ele fala como um quietista: que Deus é quern age: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Deus é quem efetua em vós... ".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Vemos aqui o perfeito equilíbrio, apesar de não compreendermos tudo completamente, pois o texto diz que devemos agir, mas na verdade é Deus que está operando em nós tanto o querer como o efetuar. Paulo não se preocupa em dar explicações, mas simplesmente afirma os dois lados. Quem pode compreender a mente de Deus? Seus pensamentos são muito altos para nosso entender limitado &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Is.55:9; Dt.29:29).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O mesmo problema existe no ensino bíblico sobre a salvação. O Evangelho exige um ato do homem no qual o pecador se arrepende e põe sua fé na pessoa e obra de Cristo. No entanto, a Escritura garante que a salvação é uma obra totalmente de Deus (Ef.18,9) e que Ele escolheu pessoas para a salvação antes da fundação do mundo (Ef. 1:4-5).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O mesmo se observa no ensino sobre a perseverança dos santos. Da mesma forma que a Bíblia exige &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida ",&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ela nos garante que ninguém pode nos arrebatar das mãos de Deus&lt;strong&gt; (Jo.1O:27-29)&lt;/strong&gt; e que ninguém pode nos separar do amor de Deus &lt;strong&gt;(Rm.8:33-35).&lt;/strong&gt; A salvação está garantida, mas temos de perseverar.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na questão da santificação vemos o esforço do crente unido ao soberano controle de Deus. Paulo exemplifica este ensino ao dizer em &lt;strong&gt;1 Co. 15: 1O&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Pela graça de Deus sou o que sou; e sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã... "&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Aqui soa como quietismo, mas logo diz:&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "antes, trabalhei muito mais do que todos eles",&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; agora soa como pietismo, e termina afirmando:&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "todavia não eu, mas a graça de Deus comigo."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Isso é quietismo novamente. Paulo não estava defendendo nem o pietismo nem o quietismo, mas mostrando um perfeito equilíbrio entre Deus, o qual opera no crente, e o crente mesmo, que se deve esforçar por ser santo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ele nunca falou de sua santificação sem reconhecer ambos os lados. Dessa forma vemo-lo afirmando novamente, em &lt;strong&gt;CI.1:28-29&lt;/strong&gt;, que se afadiga e se esforça segundo a eficácia que opera nele. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Afàdigo-me",&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; no grego, é a palavra&lt;strong&gt; kopiao&lt;/strong&gt;, que se refere ao trabalho cansativo, à exaustão.&lt;strong&gt; "Esforçando-me"&lt;/strong&gt; no grego, é a palavra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;agonizomai&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que significa &lt;strong&gt;&lt;em&gt;agonizar, lutar, sofrer.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Porém, completa: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Segundo a eficácia que opera eficientemente em mim ".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Os crentes devem usar todas as suas energias para servirem ao Senhor com diligência. Ao mesmo tempo, tudo que se realiza em nosso íntimo é a obra de Deus.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Qual a nossa parte? Desenvolver a nossa salvação.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Desenvolvei a vossa salvação".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; No grego é o presente do imperativo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"esforçai-vos incessantemente para desenvolver a vossa salvação".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Não é uma ordem dada a incrédulos mas a crentes. Não é, portanto, um esforço para se ganhar a salvação, pois esta é um dom de Deus. Mas é um chamado aos crentes para que se esforcem e sejam diligentes no viver santo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(11. Co.7: 1; Ef. 4: 1).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; O sentido mais correto não é&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "trabalhem pela salvação",&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; mas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"trabalhem na salvação"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; em direção à consumação da fé, em busca da santidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vamos ao texto de Fl.2:12. Aqui vemos&lt;strong&gt; 5 frases&lt;/strong&gt; que nos ajudam a entender como desenvolver a nossa salvação. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor" &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;1.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Assim, pois":&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Compreendam o exemplo que lhes foi apresentado. Essa expressão nos leva de volta a &lt;strong&gt;Fl.2:5-11&lt;/strong&gt;, onde Jesus é apresentado como modelo de humildade, obediência e submissão. Ele é o nosso padrão de vida &lt;strong&gt;(1 João 16).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;2.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Amados meus ":&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Entendam que vocês são amados. A Igreja de Filipos era uma igreja fiel, mas tinha problemas de orgulho e desunião e por isso Paulo dá ênfase na questão da unidade. Evódia e Sintique, duas mulheres, lideraram facções opostas uma a outra &lt;strong&gt;(FI.4:2,3).&lt;/strong&gt; Porém, apesar de tudo, Paulo os amava e por isso os corrigia e chamava de &lt;strong&gt;"amados".&lt;/strong&gt; Deus é assim, ama, tem misericórdia de nós, mesmo quando fracassamos no nosso processo de santificação.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Como sempre obedecestes":&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Entendam o valor da obediência. A palavra grega traduzida por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"obedecestes" (hupakouo),&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; significa literalmente &lt;em&gt;"atender à porta",&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;"obedecer, como resultado de ouvir".&lt;/em&gt; Ou seja, submeter-se ao que se ouviu. Foi o que aconteceu com Lídia ao ouvir a pregação de Paulo. Ela atendeu ao apelo do Evangelho, converteu-se, foi batizada e passou a servir a Paulo e seus companheiros. O mesmo aconteceu com o carcereiro de Filipos. Eles atenderam à Palavra.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;4.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Não só na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência":&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Entendam seus recursos e responsabilidades. Eles buscaram a santidade por conta própria, e esta é uma responsabilidade de cada cristão. O apoio de irmãos é importante, mas é fácil nos tornarmos dependentes deles. Certos crentes perdem a pureza e a santidade, quando perdem o apoio espiritual de alguém. Mas, quando Paulo exige que eles desenvolvam a santificação ("vossa salvação"), está dando a entender que, em Cristo, eles podiam viver em santidade, independentes de qualquer ajuda externa. Nós somos responsáveis por nossa vida espiritual.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;5.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Com temor e tremor":&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Entendendo as conseqüências do pecado. O pecado traz conseqüências, e esta é a razão porque devemos andar em santidade com temor e tremor. A palavra grega para "temor" é phobos da qual se originou fobia. A palavra grega para &lt;strong&gt;"tremor"&lt;/strong&gt; é tromos que originou a palavra trauma. Estas palavras falam de um saudável temor de ofender a Deus, temor de pecar, de desonrar a Deus, do colapso moral, de entristecer a Deus e assim trazer a correção divina. &lt;strong&gt;lsaías no cap.66.2,&lt;/strong&gt; fala do temor que Lhe agrada – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; E no versículo 5 afirma: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Ouvi a palavra do Senhor, vós, os que a temeis".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Portanto, a santidade exige esforço, não é algo fácil, pois significa ter disciplina, seguir a Jesus, ser obediente à Palavra, exercitar os dons e avaliar as conseqüências do pecado. Mas um temor saudável a Deus nos motivará a buscar esta santidade que Ele requer de nós.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Qual a parte de Deus? Operar em Nós&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; .&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em &lt;strong&gt;FI.2:13&lt;/strong&gt; Paulo explica.-&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; É Ele que habita em nós e nos dá o poder de fazermos a Sua vontade. Não temos capacidade em nós mesmos, a nossa capacidade vem de Deus. &lt;strong&gt;(II Co.15).&lt;/strong&gt; Em &lt;strong&gt;FI.2:13&lt;/strong&gt; vemos &lt;strong&gt;5 verdades&lt;/strong&gt; a respeito de Deus, que nos ajudarão a compreender o que Deus faz por nós na santificação.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;1.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A pessoa de Deus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Deus é quem efetua em vós..."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; É Deus quem está envolvido com a nossa vida, com o nosso bem-estar espiritual. Ele habita em nós e quer que façamos o que Ele ordena. Nosso progresso espiritual não depende de nós, nem de nossas habilidades, nem da ajuda de outros crentes, nem dos pastores, nem mesmo de anjos. Mas é Deus quem opera em nós, realizando a nossa santificação. O mesmo Deus que nos conheceu de antemão, nos predestinou, nos chamou e nos justificou, é o mesmo que nos santifica e haverá de nos glorificar &lt;strong&gt;(Rm.8:3O).&lt;/strong&gt; Que diferença dos deuses pagãos! Mas Deus nos acompanha e nos supre por toda a vida.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;2. O poder de Deus: Operando.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"É Deus quem efetua...".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Esta palavra no original é energeo que se refere a uma energia ativa e produtiva. É um poder que opera o nosso progresso espiritual, a nossa santificação. Por isso estaremos seguros até o fim. "Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus" (FI.1:6).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;3. A presença de Deus:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Em nós. Deus opera em nós. Paulo diz, em &lt;strong&gt;Efésios 3:2O&lt;/strong&gt;, que Deus &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o Seu poder que opera em nós".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Paulo não diz que Ele opera nos céus e sim em nós. Ele é a nossa suficiência. Aqui devemos lembrar que no V.T. os crentes adoravam no Tabernáculo, no Templo. Mas agora somos templo de Deus, pois Cristo habita no coração de cada crente.&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "Nós somos santuário do Deus vivente..."&lt;/em&gt; (11. Co.6:16).&lt;/strong&gt; Ele está conosco, sustentando-nos, suprindo e fortalecendo a nossa santificação.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;4. O propósito de Deus:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; O querer e o realizar. É Ele que nos impulsiona a querer e a efetuar, dá-nos tanto o desejo como a habilidade. A palavra &lt;strong&gt;"querer"&lt;/strong&gt; no grego é&lt;strong&gt;&lt;em&gt; thelo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que significa&lt;strong&gt; intento e inclinação&lt;/strong&gt;. Deus nos dá desejos santos, agradáveis a Ele. Como? Em primeiro lugar, Ele nos dá uma santa insatisfação para com a nossa natureza carnal e corrompida. Foi isso que fez Paulo dizer em Rm.7:14:&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Em segundo lugar, Ele nos dá um desejo pelas coisas santas e puras. Isso vemos na biografia dos santos do passado e percebemos o quanto estamos longe desta dedicação a Deus. Em terceiro lugar, Deus nos dá o desejo de Lhe agradar, de causar-Lhe satisfação e isso resulta em um proceder santo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;5. A satisfação divina:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Segundo a Sua boa vontade. A palavra grega traduzida por &lt;strong&gt;"boa vontade"&lt;/strong&gt; é &lt;strong&gt;&lt;em&gt;eudokia &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;que significa satisfação ou agrado. Deus opera em nós para que façamos aquilo que Lhe agrada e satisfaz. Ou seja, desenvolver a nossa salvação com temor e tremor agrada a Deus. Somos muito queridos de Deus e quando fazemos aquilo que Lhe agrada, Ele fica satisfeito. Esta é a essência de qualquer relacionamento: queremos agradar a quem amamos. Queremos causar satisfação Àquele que perdoa as nossas iniquidades, resgata-nos da condenação eterna, coroa-nos com graça e misericórdia, enche de bens os nossos anos, de modo que a nossa mocidade se renova como a da águia &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Sl. 1O3:3-5).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vemos que há uma maravilhosa combinação entre os nossos esforços e os recursos, providenciados por Deus. Servimos a um Deus que nos dá poder para vivermos para Sua glória. Este é o mistério do Cristianismo:&lt;strong&gt; "Cristo em vós, a esperança da glória " (Cl. 1: 27)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Deus nos chama para vivermos vidas santas, mas é Ele quem nos santifica. Deus nos convoca a servi-Lo, mas, na realidade, é Ele mesmo que nos impulsiona a isso por meio do Seu próprio poder em nós. A obra é dEle, mas é nossa também. A glória, contudo, pertence, somente a ELE. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;John F. M. Jr.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115082035549963461?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115082035549963461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115082035549963461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115082035549963461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115082035549963461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/santificao-o-papel-de-deus-e-o-do.html' title='Santificação - O Papel de Deus e o do Crente.'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115071768640724190</id><published>2006-06-19T08:47:00.000-03:00</published><updated>2006-06-19T08:48:06.656-03:00</updated><title type='text'>Fé: uma crença ilógica no que não se pode provar?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Quisera saber se há outra virtude cristã mais mal compreendida do que a fé. Comecemos com dois aspectos negativos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Primeiro, fé não é credulidade. O americano H.L. Menvhekn, crítico anti-sobrenaturalista do cristianismo, certa vez afirmou que “a fé pode ser definida concisamente como sendo uma crença ilógica na ocorrência do improvável”. Mas Mecken errou: Fé não é credulidade. Ser crédulo é ser ingênuo, completamente desprovido de qualquer crítica, sem discernimento, até mesmo irracional, no que crê. Porém é um grande erro supor que a fé e a razão são incompatíveis. A fé e a visão são postas em oposição, uma à outra, nas Escrituras, mas nunca a fé e a razão. Pelo contrário, a fé verdadeira é essencialmente racional, porque se baseia no caráter e nas promessas de Deus. O crente em Cristo é alguém cuja mente medita e se firma nessas certezas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Em segundo lugar, fé não é otimismo. Nisso é&lt;/span&gt; que parece que Normam Vicent Peale se confundiu. Muito do que ele escreveu é certo. Sua convicção básica refere-se ao poder da mente humana. Ele cita William James, que disse que “a maior descoberta desta geração é saber que os homens podem mudar suas vidas alterando suas atitudes mentais” e Ralph Waldo Emerson, “o homem é o que pensa durante todo o dia”. Assim, o Dr. Peale desenvolve sua tese sobre o pensamento positivo, o qual ele acaba por igualar (erradamente) com a fé. O que é precisamente essa “fé pela qual advoga?” Seu primeiro capítulo do livro O Poder do Pensamento Positivo tem o significativo título de “Tenha Confiança em Si Mesmo”. No capítulo 7 (“Espere sempre o Melhor e Consiga-o”) ele faz uma sugestão que garante que dará certo. Leia o Novo Testamento, diz ele, destaque “uma dúzia de conceitos sobre a fé, os que mais gostar”, e procure memorizá-los. Que esses conceitos de fé permeiem sua mente consciente. “Repita-os muitas vezes. Eles se impregnarão em seu subconsciente e esse processo o transformará num crente”. Até que isto parece ser algo promissor. Mas, espere um pouco. Quando a Bíblia se refere ao “escudo da fé”, prossegue ele, ela está ensinando uma “técnica de força espiritual”, a saber, “fé, crença, pensamento positivo, fé na vida. Esta é a essência da técnica que ela ensina”. O Dr. Peale prossegue citando alguns versículos maravilhosos, tais como “se podes! Tudo é possível ao que crê”; “se tiverdes fé...nada vos será impossível”, e “faça-se-vos conforme a vossa fé”. Mas, então ele estraga tudo, ao explicar este último texto da seguinte maneira: “de acordo com a fé que você tiver em si mesmo, em seu emprego, em Deus,é o que terá e não mais do que isso”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estas citações bastam para mostrar que o Dr. Peale aparentemente não faz nenhuma distinção entre a fé em Deus e a fé em si mesmo. De fato, o que ele demonstra é não se preocupar absolutamente com o objeto da fé. Ele recomenda, como parte de seu sistema de acabar com as preocupações, que a primeira coisa a fazer todas as manhãs, ao acordarmos e antes de nos levantarmos, é dizer em voz alta “eu creio!” três vezes; mas ele não nos diz em que devemos estar afirmando que cremos com tanta confiança e insistência. As últimas palavras de seu livro são simplesmente “tenha, pois, fé, e viverá feliz”. Mas fé em que? Crer em quem? Para o Dr. Peale a fé não passa de mais uma palavra para exprimir autoconfiança, ou um exagerado e não fundamentado otimismo. Ouvi dizer que o Dr. Peale mudou seu ponto-de- vista depois de Ter escrito este livro, mas o livro acha-se ainda em circulação, e sendo lido. E nesse livro parece estar bem claro que o seu pensamento positivo é, no fim das contas, meramente um sinônimo para “fé naquilo que a gente quer que seja verdade”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mesmo se pode dizer com relação ao Sr. W. Clement Stone, o filantropista e fundador de “Atitudes Mentais Positivas”. “De simples homens comuns fazemos super-homens”, diz ele, pois desenvolveu “a técnica de vendas para acabar com todas as técnicas de vendas”. Porque" você pode até mesmo vender-se a si próprio, recitando da mesma maneira como fazem os vendedores da AMP todas as manhãs: “estou contente, tenho saúde, sou o máximo!”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a fé cristã é bem diferente do “pensamento positivo” de Peale e das “atitudes mentais positivas” de Stone. Fé não é otimismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fé é uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza, conta o fato de que Deus é digno de todo crédito. Por exemplo, quando Davi e seus homens voltaram a Zicagle, antes dos filisteus terem matado Saul na batalha, um terrível espetáculo os aguardava. Na sua ausência os amalequitas tinham saqueado a sua aldeia, incendiando as suas casas e levado cativas as suas mulheres e crianças. Davi e seus homens choraram “até não terem mais forças para chorar” e então, na sua amargura, o povo cogitou de apedrejar a Davi. Era uma crise séria e Davi facilmente poderia Ter-se deixado cair no desespero. Mas, em vez disso, lemos que “Davi se reanimou no Senhor seu Deus”. Esta era uma fé verdadeira. Ele não fechou seus olhos aos fatos. Nem tentou criar sua própria autoconfiança, ou dizer a si mesmo que se sentia realmente muito bem. Não. Ele se lembrou do Senhor seu Deus, o Deus da criação, o Deus da aliança, o Deus que prometeu ser o seu Deus e colocá-lo no trono de Israel. E à medida em que Davi se recordava das promessas e da fidelidade de Deus, sua fé crescia e se fortificava. Ele “se reanimou no Senhor seu Deus”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, pois, a fé e o pensamento caminham juntos, e é impossível crer sem pensar. CRER É TAMBÉM PENSAR!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé”? (Mt 6.30).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A fé, de acordo com o ensinamento do nosso Senhor neste parágrafo, é basicamente o ato de pensar, e todo o problema de quem tem uma fé pequena é não pensar. A pessoa permite que as circunstâncias lhe oprimam... temos de dedicar mais tempo ao estudo das lições de nosso Senhor sobre a observação e dedução. A Bíblia está repleta de lógica, e seja algo meramente místico. Nós não nos sentamos simplesmente numa poltrona, permanecendo à espera de que coisas maravilhosas nos aconteçam. Isso não é fé cristã. A fé cristã é, em sua essência, o ato de pensar. Olhem para os pássaros, pensem neles, e façam suas deduções. Vejam os campos, vejam os lírios silvestres, considerem essas coisas... A fé , se quiserem, pode ser definida assim: É insistir em pensar quando tudo parece estar determinado a nos oprimir e a nos pôr por terra, intelectualmente falando. O problema com as pessoas de pequena fé é que elas , ao invés de controlarem seus próprios pensamentos, os seus pensamentos é que são controlados por alguma circunstância e, como se diz, elas passam a rodar em círculos. Isso é a essência da preocupação...Isso não é pensamento; isso é ausência completa de pensamento, é não pensar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de deixar este assunto, que trata do que compete à mente na fé cristã, gostaria tão somente de abordar as duas ordenanças do Evangelho: o batismo e a ceia do Senhor. Pois ambas são símbolos cheios de significado, destinados a trazer bênçãos aos cristãos, despertando-lhes a fé nas verdades que simbolizam. Consideremos a ceia do Senhor, por exemplo. Em seu aspecto mais simples, é uma visível dramatização da morte do Salvador pelos pecadores. É uma recordação racional daquele evento. Nossas mentes têm que trabalhar em torno do seu significado e apropriar-se da certeza que nos oferece. O próprio Cristo fala-nos através do pão e do vinho. “Morri por vós”, diz ele, e ao recebermos sua palavra, ela deve trazer a paz a nossos corações culposos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desta forma, Thomas Cranmer escreveu que a ceia do Senhor “foi ordenada com este propósito, que toda pessoa dela participando, no comer e no beber, se lembre de que Cristo morreu a seu favor, e exercite sua fé, confortando-se na lembrança dos benefícios que Cristo lhe propiciou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A segurança cristã é a “plena certeza da fé”. E se a certeza de corre da fé, a fé decorre do conhecimento, do seguro conhecimento de Cristo e do Evangelho. Como o expressou o bispo J.C. R: “Uma grande parte de nossas dúvidas e de nossos temores provém de sombrias percepções do que seja a real natureza do Evangelho de Cristo... a raiz de uma religião feliz é um claro, preciso e bem definido conhecimento de Jesus Cristo”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;J. Stott&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115071768640724190?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115071768640724190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115071768640724190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115071768640724190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115071768640724190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/f-uma-crena-ilgica-no-que-no-se-pode.html' title='Fé: uma crença ilógica no que não se pode provar?'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115055547470460953</id><published>2006-06-17T11:32:00.000-03:00</published><updated>2006-06-18T01:04:52.453-03:00</updated><title type='text'>Fortalecidos no Senhor.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;"Quanto ao mais amados meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder" &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fortalecidos pela Palavra de Deus&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Alguma vez vocês já fizeram a si mesmos a pergunta: porque Deus nos deu a Bíblia? Esta é a resposta. Foi-nos dada para &lt;strong&gt;fortalecer-nos&lt;/strong&gt;, para edificar-nos em nossa fé santíssima. Obviamente, pois, quanto mais partilharmos dela, mais fortes seremos. Se quisermos fortalecer-nos "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;no Senhor e na força do seu poder",&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; uma das primeira coisas que temos de fazer é ler, mastigar e assimilar completamente este Livro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ora, isso não significa apenas ler apressadamente a sua porção diária e sair correndo para apanhar o seu trem. Isso não é realmente tomar a Bíblia como alimento. Creio firmemente na leitura sistemática da Bíblia. Há os que desperdiçam muito tempo abrindo a Bíblia ao acaso ou lendo passagens favoritas. Não há nada melhor do que ser um leitor sistemático da Bíblia e assegurar-se de passar pela Bíblia toda ao menos uma vez por ano. Contudo o diabo pode fazer disso uma armadilha. Você pode ter a sua porção diária impressa nem cartão, e o perigo está em você preocupar-se mais com a leitura da sua porção diária do que com o que você está lendo. E isso não lhe servirá de ajuda. Você pode ler por alto os versículos e deslizar sobre eles de tal maneira que bem poderia estar lendo um &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;romance. Você pode ter lido a sua porção diária, mas captou a verdade? Realmente a assimilou? Todavia você não pode engolir sem mastigar este alimento. Você tem que mascá-lo e mastigá-lo, de modo que seja digerido completamente e venha a fazer parte da sua constituição e edificá-lo. A Bíblia nos dá conhecimento, e o conhecimento nos edifica. O verdadeiro entendimento, o verdadeiro conhecimento, é algo que nos fortalece, nos edifica e nos firma na fé. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;As Escrituras se nos recomendam da seguinte maneira: vejam o Antigo Testamento, por exemplo. Há muitos que insensatamente dizem que não vale a pena ler o Antigo Testamento. "Ah", dizem eles, "isso está terminado para nós, estamos no Novo Testamento. A história judaica do antigo Testamento é muito interessante a seu modo, mas não tem nada para oferecer-nos a nós, cristãos". Não é o que o Novo Testamento diz a respeito do Antigo. O Apóstolo Paulo, por exemplo, em 1 Co 10:6, refere-se a uma parte da história&lt;/span&gt; do Antigo Testamento. Ele nos lembra que os filhos de Israel foram tirados do Egito sob a liderança de Moisés, e que eles passaram pelo Mar Vermelho. "E", diz ele, "estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram". Noutras palavras, vocês podem aprender muito dos filhos de Israel no Antigo Testamento. O versículo 11 acrescenta: "ora tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos". Colocado diferente, aí está um homem do tempo do Novo Testamento confrontado pelo diabo e suas artimanhas, e pelos principados e potestades. Como se deve fortalecer? Um modo muito bom, diz o Novo Testamento, é ler o Antigo Testamento. Não exclusivamente, é claro. Leiam o Novo Testamento também, porém, certamente, leiam o Antigo Testamento, porque ali vocês verão algumas admoestações maravilhosas. Os filhos de Israel eram o povo de Deus; mas vejam a história deles. Vejam o seu comportamento vergonhoso e as derrotas a que foram submetidos. A vergonha lhes sobreveio porque eles não se lembravam de que eram filhos de Deus. Começaram a por a sua confiança em si mesmos, em seus exércitos, em seu poder. Fizeram aliança com o Egito e com a Assíria, e foram derrotados; simplesmente porque foram tolos; não se aperceberam de quem eles eram e não confiaram na força do poder do Senhor. Leiam a história deles, diz o Novo Testamento; foi escrita para nossa aprendizagem. Não cometam os mesmos erros que eles cometeram; olhem para eles, e estejam advertidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando você lê o antigo Testamento, é advertido desta maneira justamente contra este perigo. Quando você vê outros que se extraviaram, você é fortalecido. É um argumento óbvio, não é? O homem sábio sempre aprende com os erros dos outros que estão no mesmo ramo, seja este qual for. Ele vê um homem marchando para a desgraça, e pergunta: "Bem, que foi que esse homem fez que não devia ter feito? Onde errou? Que engano cometeu? Ah", diz ele, "foi neste ou naquele ponto. Muito bem, vou estar vigilante naquele ponto". Pois bem, isso é sabedoria. Esse é precisamente o argumento utilizado aqui: "Estas coisas são exemplos para nós". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ou, veja ainda Romanos 15:4&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "porque tudo o que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Foi por isso que a Igreja Primitiva decidiu incorporar o antigo Testamento em seus novos documentos. O mesmo Deus, falando em ambos Testamentos; o mesmo povo de Deus é o assunto do registro de ambos. Podemos aprender do Antigo Testamento, e aprender tremendamente. Portanto, façamos uso dele, tratemos de lê-lo, de assimilá-lo; ele nos fará fortes. À medida que vemos as admoestações e os perigos, nós nos fortalecemos, pômo-nos em guarda, ficamos prontos a bancar homens. Trabalhemos as suas lições aplicando-as a nós mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao Novo Testamento, as lições são ainda mais óbvias. Por que foram escritas estas Epístolas do Novo Testamento? Foram escritas para alimentar os crentes que estavam sujeitos a errar apesar de crerem em Cristo. Muitos estavam errando na doutrina, e porque erravam na doutrina, erravam em suas vidas. "As más conversações, corrompem os bons costumes"(1 Co 15:33). No momento em que um homem começa a brincar com a doutrina e andar no erro, é certo que toda a sua vida irá na mesma direção. É isso que estamos testemunhando na Igreja e no mundo hoje. Primeiro a Igreja erra na doutrina; depois erra no seu viver. Sempre acontece dessa maneira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No Igreja Primitiva havia muitos crentes que se afligiam e se alarmavam, pelo que os homens de Deus foram movidos pelo Espírito de Deus para escreverem cartas a eles a fim de fortalecê-los, alimentá-los, dar-lhes entendimento. É só quando temos entendimento que podemos combater. Se você entra na vida cristã pensando que tudo o que tem que fazer é tomar uma decisão e dizer que vai ser cristão; se você supõe que nunca mais vai Ter problemas e dificuldades, que estará sempre reclinado no leito da serenidade, e que será levado para o céu sem fazer nada - se você adere à fé com essas idéias e pensa que isso é cristianismo, não demorará a tornar-se desditoso e infeliz. Ver-se-á fracassando, verá todas as coisas irem mal com você; terá todo tipo de dificuldade e começará a perguntar se há mesmo algo no cristianismo. Muitos entraram nessa experiência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A resposta é conhecer o Novo Testamento, conhecer a verdade acerca da vida cristã, compreender que "todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". Paulo teve que dizer essa verdade a Timóteo repetidas vezes. Timóteo queixava-se porque era perseguido e havia gente que não estava sendo bondosa com ele e que lhe estava fazendo coisas desagradáveis. Ele temia e tremia, indagando o que o futuro teria reservado para ele. E Paulo teve que dizer-lhe: "Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". É inevitável. Foi o que coube ao Mestre, e Ele exortava os Seus seguidores a esperarem o mesmo tratamento. "Se chamaram Belzebu ao pai da família, quanto mais aos seus domésticos?" (Mt 10:25). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Também nós precisamos ouvir essas coisas. Sendo preparado dessa maneira pelo ensino, quando me chegar a provação eu não tremerei nem me porei a correr; ficarei firme e direi: "Resisto como homem de Deus. Esta é uma prova da minha vocação. Estou sofrendo perseguição porque sou filho de Deus. Muito bem, estou pronto a resistir". Igualmente com todos os outros astutos ataques que nos sobrevenham em conseqüência das artimanhas do diabo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cada Epístola do Novo Testamento foi escrita para que sejamos fortalecidos para o combate. Quanto mais conhecermos, mais capazes e mais fortes seremos. Por outro lado, o ensino que lhe diz que você não tem de fazer nada, senão deixar tudo com o Senhor, está realmente dizendo que todas estas Epístolas são totalmente desnecessárias. Mas o Novo Testamento afirma que elas são essenciais. Afirma também que são necessários diferentes tipos de ensino em diferentes estágios da experiência. "Com leite vos criei", diz Paulo aos coríntios, "e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tão pouco ainda agora podeis" (1 Co 3:2). Sejam quais forem as suas condições e o seu estado neste momento, há o alimento e a bebida apropriada para você na Palavra. Se você é um bebê recém-nascido em Cristo, há o "leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo"(1 Pe 2:2). Esse é o propósito de todas as Escrituras. Há leite para bebê; porém há alimento forte, ao "sólido mantimento" (Hb 5:12). Sejam quais forem as suas condições espirituais, você precisa do alimento adequado. Você vive de leite enquanto é bebê, mas não vai passar o resto da vida vivendo de leite. Você passa a Ter "sólido mantimento". Na esfera física há diferentes tipos e graus de alimento. E é exatamente a mesma coisa na vida cristã. Temos que ir adiante e ficar cada vez mais fortes, até chegarmos à vida adulta. Por isso João divide a Igreja em "filhinhos", "jovens" e "pais" (1 Jo 2:13-14) - diferentes graus, de acordo com a maneira pela qual eles cresceram e se desenvolveram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fortalecidos pela Oração&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Também devemos considerar a oração. A oração não é senão outro modo de receber sustento, força, vigor e poder. A oração não é só feita de petições; a oração é, primariamente, amizade e comunhão com Deus. Cristo diz: "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo" (Ap 3:20). Não é uma declaração evangelística, é dirigida à Igreja, aos cristãos autênticos. Ele se dispõe a entrar e cear conosco. É esse o significado da oração. Não é apenas elevar as nossas petições e fazer os nossos pedidos a Deus. Significa abrir a porta, Cristo entra, toma assento no outro lado da mesa e fala com você durante a refeição. Amizade e comunhão! E quando você conversa com Ele e com Ele ceia, você recebe dEle força e poder. Você Lhe faz pedidos, e Ele fala com você sobre Ele e sobre o Seus interessa por você e sobre como Ele cuida de você. Oração é comunhão, é Ter comunhão, é manter uma conversação com Deus o Pai, Deus os Filho e Deus o Espírito Santo. É assim que a gente se fortalece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ao maios santos sempre foram homens de oração, e passavam muito tempo em oração. Os crentes do Novo Testamento, quando em dificuldade, sempre buscavam a Deus em oração. E quando oravam não começavam falando da sua dificuldade; começavam adorando, prestando culto e louvando a Deus. Sempre começavam apercebendo-se da Sua presença e tomando consciência da Sua presença. Um dos maiores homens de oração do século passado foi o piedoso George Muller, de Bristol. Era experimentado na oração; e ele ensinava que a primeira coisa que se deve fazer na oração é dar-se conta da presença de Deus. Você não deve começar falando imediatamente. Você pode proferir muitas frases, mas será melhor não fazê-lo se não tiver se apercebido da presença de Deus. É preciso haver amizade, esta comunhão, esta conversação. E a percepção de que você está em Sua presença é infinitamente mais importante do que qualquer coisa que você possa dizer. Quando a temos, enchemo-nos de energia e poder. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outra vez é óbvia a analogia humana. Quando você está na presença de uma pessoa piedosa, sempre você se sente melhor, você se sente mais forte. Multiplique isso pelo infinito e verá que a percepção da presença do Deus Triúno é a maior fonte possível de poder, vigor e energia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fortalecidos pelos Sacramentos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por último, lembremo-nos das ordenanças - o Batismo e a Ceia do Senhor - em particular a Segunda. O objetivo da Ceia do Senhor é fortalecer-nos, dar-nos vigor, energia e vida. "Tomamos de Cristo". De novo precisamos lembrar-nos de evitar o erro no qual caíram os judeus que se ofenderam com as palavras do nosso Senhor e que as interpretaram carnalmente, e não espiritualmente. Não cremos na transubstanciação, não acreditamos em nenhuma mágica desse tipo. Não, na Ceia há um "tomar" espiritual do Senhor. Ele escolheu esta analogia simples, e ela nos ajuda muito. Os homens comem pão e vinho, e isso é uma figura da maneira pela qual "tomamos dEle". Não somente recordamos Sua morte. Começamos com isso; mas também nos lembramos de que Ele ressuscitou e de que Ele é a Cabeça da Igreja, que nos dá vida e poder. "Tomamos dEle". "Tomamos de Ti, Pão vivo". Alimentamo-nos de Cristo, participamos dEle, e nos lembramos de que Ele é a nossa vida, o nosso vigor, a nossa energia, tudo para nós. Ele nos fortalecerá, nos habilitará a voltarmos à peleja e a lutarmos como homens. Aqui vemos a razão para participarmos da Ceia do Senhor. Não há nada nela que, num sentido, você não receba da Palavra pregada, entretanto é um outro meio para recebê-la. Ele designou a pregação da Palavra, ele designou também esta ordenança - o partir do pão e o beber do vinho. E deste modo participamos dEle. Alimentamo-nos com o Pão da vida. Ele é o maná celestial, é o alimento de Deus para a alma, e tomamos dEle. E saímos da participação da Ceia com novo poder, novo vigor, fortalecidos "no Senhor e na força do Seu poder". Deus faz abundante provisão para nós, e é nosso dever participar abundantemente daquilo que Ele providenciou. É desse modo que nos fortalecemos "no Senhor e na força do Seu poder".&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;M. Lloyd-Jones&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115055547470460953?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115055547470460953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115055547470460953' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115055547470460953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115055547470460953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/fortalecidos-no-senhor.html' title='Fortalecidos no Senhor.'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115047655086589671</id><published>2006-06-16T13:48:00.000-03:00</published><updated>2006-06-17T10:46:52.490-03:00</updated><title type='text'>A Revelação da Justiça de Deus</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Comentário Sobre Romanos 3:21-26&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Todos os seres humanos, de todas as raças e classes sociais, de todos os credos e culturas, tanto judeus como gentios, imorais e moralistas, religiosos e ateus - todos, sem exceção, são pecadores, culpados, indesculpáveis e sem defesa diante de Deus! Eis o quadro terrível e desolador com que Paulo descreve a situação da raça humana em Romanos 1.18 - 3.20. Sem um raiozinho de luz, nenhuma fagulha de esperança, sem a mínima perspectiva de socorro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;"Mas agora" - Paulo interrompe de súbito - o próprio Deus interveio. "Agora" parece ser uma referência marcada por três dimensões: uma lógica (a elaboração do argumento), uma cronológica (o momento presente) e outra escatológica (chegou um novo tempo). Depois da longa e escura noite, raiou o sol, amanhece um novo dia e o mundo é inundado de luz. "Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei..." (21a). É uma revelação totalmente nova, centralizada em Cristo e Sua cruz, se bem que dela "testemunham a Lei e os Profetas" (21b) em previsões e prefigurações parciais. E assim Paulo contrasta a injustiça de uns e a auto-justificação de outros com a justiça de Deus. Em contraposição à ira de Deus sobre quem pratica o mal (1.18; 2.5; 3.5) ele anuncia a graça de Deus, que envolve os pecadores que crêem. Diante do julgamento, apresenta-nos a justificação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo começa retratando a revelação da justiça de Deus na cruz de Cristo e lançando os alicerces para o evangelho da justificação (3.21-26). Em seguida&lt;/span&gt; defende o seu evangelho contra as críticas dos judeus (3.27-31). E finalmente, ilustra-o através da vida de Abraão, que foi, ele mesmo, justificado pela fé, tornando-se assim o pai espiritual de todos os que crêem (4.1-25). &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A justiça de Deus se revela na cruz de Cristo (3.21-26)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os versículos 21-26 constituem um bloco firmemente compactado, que o professor Cranfield acertadamente chama de "o centro e o cerne" do todo que constitui a parte principal da carta; já o Dr. Leon Morris diz que eles seriam "possivelmente o parágrafo mais importante que jamais se escreveu". A sua expressão-chave é "a justiça de Deus", expressão já considerada por nós quando ela ocorreu a primeira vez, em 1.17. Aqui, em 3.21, a tradução da NVI refere-se a uma justiça que provém de Deus, frisando dessa maneira a iniciativa salvadora que ele tomou a fim de conceder aos pecadores a condição de justos aos seus olhos. Os dois versículos (1.17 e 3.21) dizem que essa justiça foi "revelada" ou "manifestada". Os dois a apresentam como algo inovador, ao dizerem que ela se dá a conhecer ou "no evangelho" (1.17) ou independente da lei (3.21). Ambos, no entanto, a representam como um cumprimento das escrituras do Antigo Testamento, o que demonstra que não se trata de uma elaboração posterior da parte de Deus. E dos dois afirma que podemos ter acesso a ela pela fé. A única diferença significativa entre estes dois textos está no tempo em que são usados os verbos principais. De acordo com 3.21, uma justiça de Deus se manifestou, no pretérito perfeito, uma provável referência à morte histórica de Cristo e suas conseqüências, válidas até hoje, enquanto que em 1.17 a justiça de Deus é revelada (tempo presente) no evangelho, o que deve significar toda vez que ele é pregado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No versículo 22 Paulo volta a anunciar o evangelho, repetindo a expressão justiça de Deus, e agora acrescenta mais duas verdades a seu respeito. A primeira é que ela vem mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Além disso, ela é oferecida para todos porque todos têm necessidade dela. Não há distinção entre judeus e gentios nesse aspecto (conforme Paulo vem argumentando nos versículos 1.18 - 3.20) ou entre qualquer outro grupo humano, pois todos pecaram (hemarton - o passado cumulativo de todo mundo é resumido aqui pelo uso do tempo aoristo) e estão destituídos (um presente contínuo) da glória de Deus (230. Essa "glória" (doxa) de Deus poderia significar Sua aprovação ou louvor, que todos perderam; o mais provável, porém, é que seja uma referência à imagem ou glória de Deus, segundo a qual todos nós fomos criados as deixamos de viver de conformidade com ela. É claro que o pecado pode manifestar-se em diferentes níveis e dimensões; mas ainda assim ninguém chega sequer a aproximar-se dos padrões de Deus. Handley Moule expressa isso de maneira dramática: "A prostituta, o mentiroso e o assassino estão destituídos dela [da glória de Deus]; mas você também está. Pode ser que eles estejam no fundo de uma mina e você no cume da montanha; no entanto, tem tanta capacidade quanto eles de encostar nas estrelas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A segunda inovação contida nestes versículos é que agora, pela primeira vez, "uma justiça que provém de Deus" é identificada com a justificação: sendo justificados gratuitamente por sua graça...(24a). A justiça de (ou que provém de) Deus é uma combinação de três elementos: o caráter justo de Deus, a Sua iniciativa salvadora e a Sua dádiva, que consiste em conferir ao pecador a condição de justo perante Ele. Trata-se de Sua justificação justa do injusto, a maneira justa como Ele "justifica o injusto".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Justificação é um termo legal ou jurídico, extraído da linguagem forense. O contrário de justificação é condenação. Os dois são pronunciamentos de um juiz. Dentro do contexto cristão eles são os veredictos escatológicos alternativos que Deus, como juiz, poderá anunciar no dia do juízo. Portanto, quando Deus justifica os pecadores hoje, está antecipando o Seu próprio julgamento final, trazendo até o presente o que de fato faz parte dos "últimos dias".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alguns estudiosos sustentam que "justificação" e "perdão" são sinônimos. Por exemplo, Sandlay e Headlam escreveram que justificação é "simplesmente Perdão, Perdão Gratuito"; já o professor Jeremias, mais recentemente, insiste em dizer que "justificação é perdão, nada mais que perdão". Mas isso com certeza não pode ser verdade. Perdão é algo negativo, é a absolvição de uma penalidade ou uma dívida; justificação tem conotação positiva - é declarar que alguém é justo, é dar ao pecador o direito de desfrutar novamente o favor e a comunhão de Deus. Marcus Loane escreveu: "A voz que anuncia perdão dirá: 'Pode ir. Você está livre da pena que o seu pecado merece.' Mas o veredicto que significa aceitação [sc. justificação] dirá: 'Pode vir. Você é bem-vindo para desfrutar todo o meu amor e a minha presença'". C.H. Hodge esclarece com mais profundidade essa diferença ao elaborar a antítese entre condenação e justificação: "Condenar não é meramente punir, mas sim declara o acusado culpado ou digno de castigo; e justificação não é meramente liberar desse castigo, mas declarar que o castigo não pode ser aplicado com justiça...Perdão e justificação são, portanto, essencialmente distintos. O primeiro é a absolvição do castigo, o outro é uma declaração de que não existe nenhuma base para a aplicação do castigo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se justificar não é o mesmo que perdoar ou desculpar, tampouco é o mesmo que santificar. Justificar é considerar ou declarar justa uma pessoa, e não torná-la justa. Este foi um ponto essencial no debate que se deu no século XVI com respeito à justificação. A posição católico-romana, conforme expressa no Concílio de Trento (1545-64), era que a justificação se dá no batismo e que a pessoa batizada, além de ser purificada dos seus pecados, recebe também, simultaneamente, uma justiça nova e sobrenatural. Dá bem para entender o motivo que levou a tal insistência. Foi o medo de que, com uma mera declaração de justiça, a tal pessoa permanecesse em estado de injustiça e não-renovação, podendo até sentir-se encorajada a persistir no pecado (antinomismo). Foi exatamente a crítica que levantaram contra Paulo (6.1, 15) e que o levou a enfatizar com todas as forças que os cristãos batizados tinham morrido para o pecado (de tal forma que não podiam, em hipótese alguma, continuar vivendo nele) e que haviam ressuscitado para uma nova vida em Cristo. Ou, em outras palavras: a justificação (um novo status) e a regeneração (um novo coração), embora não sejam idênticas, são simultâneas. Todo crente justificado foi também regenerado pelo Espírito Santo e, dessa forma, destinado à santificação constante. Ou, se quisermos citar Calvino, "ninguém pode ostentar a justiça de Cristo sem a regeneração". Ou então, "o apóstolo sustenta que quem pensa que Cristo nos confere justificação gratuita sem nos dar novidade de vida está, vergonhosamente, dividindo Cristo em pedaços". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma reviravolta importante nesse debate entre católicos romanos e protestantes deve-se à publicação, em 1957, do diálogo do professor Hans Küng com Karl Barth. Nesse trabalho, intitulado Justificação, ele concorda que a justificação é uma declaração divina e que nós somos justificamos somente pela fé. Mas insiste também que as palavras de Deus são sempre eficazes, de maneira que tudo o que Ele pronuncia passa imediatamente a existir. Portanto, quando Deus diz a alguém: "Você é justo", diz ele, "o pecador é justo, de fato e de verdade, exterior e interiormente, integral e plenamente...Em resumo, a declaração de justiça de Deus é...ao mesmo tempo e no mesmo ato...tornar justo". Desta maneira, a justificação é "o ato único que, simultaneamente, declara justo e torna justo". Há aqui, no entanto, uma perigosa ambigüidade. O que Hans Küng quer dizer por "justo"? Se ele quer dizer legalmente justo, de contas acertadas com Deus, então de fato passamos imediatamente a ser aquilo que Deus declarou que sejamos. Mas se ele quer dizer moralmente justo, renovado, santo, então a declaração de Deus não assegura isso imediatamente, mas apenas inicia o processo contínuo e que dura a vida inteira.Esse é o ponto que C. K. Barrett levanta quando alega que justificar não significa tornar justo, mas que " 'justo' significa, não 'virtuoso', mas 'correto', 'limpo', 'inocentado' na corte de Deus". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Voltando agora ao texto de Romanos, e em particular nos versículos 24-26, Paulo ensina três verdades básicas sobre a justificação: primeiro, a sua fonte, de onde ela se origina; depois, a sua base, em que ela se sustenta; e, em terceiro lugar, o meio pelo qual ela é recebida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;a. A fonte de nossa justificação: Deus e a Sua graça.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Nós somos justificados gratuitamente por sua graça (24). Uma verdade fundamental no evangelho da salvação consiste em que a iniciativa da salvação deve-se, do início ao fim, a Deus o Pai. Qualquer formulação do evangelho que tire a iniciativa de Deus e a atribua a nós, ou mesmo a Cristo, já não é mais bíblica. Nós, com toda certeza, não tomamos a iniciativa, pois éramos pecadores, culpados e condenados, sem saída nem esperança. Tampouco foi Jesus Cristo quem tomou a iniciativa, no sentido de fazer algo que o Pai relutava ou não estava disposto a fazer. Não há dúvida de que Cristo veio por Sua própria vontade e se entregou gratuitamente. Mesmo assim, Ele o fez em submissão à iniciativa do Pai. "Aqui estou, no livro está escrito ao meu respeito; vim para fazer a tua vontade, ó Deus". Quem deu o primeiro passo, portanto, foi Deus o Pai, e a nossa justificação nos veio gratuitamente (dorean, "como um presente") por Sua graça, por Seu favor absolutamente gratuito e completamente imerecido. Graça é isso aí: Deus amando, Deus se humilhando em favor de nós, Deus vindo nos resgatar, Deus se entregando generosamente em Jesus Cristo e por intermédio dEle.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;b. A base de nossa justificação: Cristo e sua cruz.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se Deus justifica gratuitamente os pecadores por sua graça, por que ele faz isso? Baseado em quê? Como é que esse Deus justo pode declara justo o injusto, sem comprometer a Sua própria justiça nem condescender com a injustiça deste? Esta é a nossa pergunta. A resposta de Deus é a cruz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não existe em Romanos expressão mais surpreendente do que a afirmação de que "Deus...justifica o ímpio" (4.5). Embora ela só apareça no capítulo seguinte, no entanto será de grande ajuda aqui para ajudar-nos a acompanhar a argumentação de Paulo. Como é que Deus pode justificar o ímpio? No Antigo Testamento, repetidas vezes Deus diz aos juízes israelitas que eles devem justificar os íntegros e condenar os ímpios. Mas é óbvio! Quem é inocente deve ser declarado inocente e quem é culpado deve ser considerado culpado! É um princípio elementar de pura justiça. Mas então Deus acrescenta: "O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor tanto um como o outro". Ele pronuncia também um solene "ai" contra os que "por suborno justificam o perverso, e ao justo negam a justiça". Pois, como declara acerca de si mesmo, "não justificarei o ímpio". Mas é claro! - dizemos de novo - Deus nem sonharia em fazer tal coisa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, como é que Paulo tem coragem de afirmar que Deus faz aquilo que Ele proíbe os outros de fazerem? E que Ele faz o que disse que nunca faria - e que, ainda por cima, o faz habitualmente? E que Ele ainda diz ser "o Deus que justifica o perverso" ou (se é que poderíamos dizer assim) "que torna íntegro quem não tem integridade"? É um absurdo! Como pode o justo Deus agir injustamente, desbaratando assim a ordem moral e invertendo-a completamente? É inacreditável! Ou melhor: seria, não fosse a cruz de Cristo. Sem a cruz, a justificação do ímpio seria injusta, imoral e, dessa forma, impossível. A única razão pela qual Deus "justifica o ímpio" (4.5) é que "Cristo morreu pelos ímpios" (5.6). Só porque Ele derramou o Seu sangue (25) numa morte sacrificial por nós, pecadores, é que Deus pode justificar justamente o injusto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que Deus fez mediante a cruz, isto é, mediante a morte do seu Filho em nosso lugar, Paulo explica através de três expressões deveras significativas. Primeiro, diz que Deus nos justifica por meio da redenção que já em Cristo Jesus (24b). Segundo, Deus o apresentou como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue (25a). Terceiro, Ele fez isto para demonstrar sua justiça...(25b), isso para demonstrar sua justiça no presente, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus (26). As palavras-chave são redenção (apolytrõsis), propiciação (hilastêrion) e demonstração (endeixis). Todas as três se referem, não ao que acontece agora, enquanto o evangelho esta sendo pregado, mas ao que aconteceu de uma vez por todas em Cristo e através dele na cruz, sendo a expressão seu sangue uma clara referência à sua morte sacrificial. Associadas à cruz, portanto, vemos uma redenção dos pecadores, uma propiciação da ira de Deus e uma demonstração de sua justiça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(1) Redenção&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira palavra é apolytrõsis, isto é, redenção. É um termo comercial emprestado dos mercados, da mesma forma que "justificação" é um termo legal emprestado dos tribunais. No Antigo Testamento ela era usada para escravos que eram comprados para serem libertados; dizia-se que eles haviam sido "remidos". O termo também era usado metaforicamente com referência ao povo de Israel, que foi "remido" do cativeiro, primeiro no Egito, depois na Babilônia, e em seguida restaurado à sua própria terra. Nós, de igual maneira, éramos escravos ou cativos, presas do nosso pecado e da culpa e completamente incapazes de liberta-nos. Mas Jesus Cristo nos "redimiu", nos comprou e libertou-nos do cativeiro, derramando, como preço, pelo resgate, o seu próprio sangue. Ele mesmo dissera que o propósito de sua vinda era para "dar a sua vida em resgate por muitos". E agora, em conseqüência de sua aquisição ou "salvamento por resgate", nós pertencemos a ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(2) Propiciação&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A segunda palavra é hilastêrion, ou seja, propiciação. Muitos cristãos sentem-se envergonhados ou até chocados com esta palavra, porque propiciação significa o ato de aplacar a ira divina, ou de tornar Deus propício. E, em se tratando de Deus, parece-lhes indigno dar-lhe um conceito como este (mais pagão do que cristão), o que pressupõe que ele fica com raiva e precisa ser apaziguado. Daí a proposta de duas outras maneiras possíveis de se entender hilastêrion. A primeira é traduzir a palavra como "propiciatório", referindo-se à tampa de ouro da arca da aliança que ficava no Santo dos Santos, no templo. É geralmente este o significado da palavra na Septuaginta, e é também o que ela significa na sua única outra ocorrência no Novo Testamento. Já que, no Dia da Expiação, o sangue do sacrifício era salpicado sobre a tampa da arca, o chamado "propiciatório", sugere-se então que o próprio Jesus seria o "propiciatório" onde Deus e os pecadores são reconciliados. Aqueles que sustentam este ponto de vista tendem a entender o verbo protithêmi (apresentou) como "expôs" (BJ) ou "dispôs publicamente" (BAGD), para indicar que, embora o propiciatório estivesse escondido dos olhos humanos pelo véu, "Deus expôs publicamente o Senhor Jesus Cristo, aos olhos do universo inteligente...", , como o caminho da salvação. Tanto Lutero quanto Calvino? acreditavam que "propiciatório" seria a tradução correta, e outros seguiram seu exemplo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas os argumentos contrários parecem ser conclusivos. Em primeiro lugar, se com hilastêrion Paulo quisesse referir-se à tampa da arca ou "propiciatório", teria inevitavelmente usado com ela o artigo definido. E, depois, o conceito é incongruente em Romanos, pois esta carta, ao contrário de Hebreus, não se encontra na "esfera do simbolismo levítico". Em terceiro lugar, a metáfora seria confusa e até mesmo contraditória, já que ela representaria Jesus com sendo concomitantemente a vítima cujo sangue foi derramado e aspergido, e o lugar onde se aplicaria este sangue. Em quarto lugar, o sentimento de dívida de Paulo para com o Cristo crucificado era tão profundo que ele dificilmente o teria comparado a uma "peça inanimada da mobília do templo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda possibilidade de tradução para hilastêrion é "uma expiação", (RSV), o argumento para tal é que, enquanto que no grego secular o verbo hilaskomai significa "aplacar" (um deus ou um ser humano), na Septuaginta o objeto deste verbo não é Deus, mas o pecado. Portanto, o seu significado não seria "propiciar" Deus (isto é, torná-lo propício, desviar sua ira) mas sim "expiar" o pecado, isto é, anular o pecado ou acabar com a profanação. C. H. Dodd, a quem geralmente se associa esta posição e que, como editor e tradutor da Bíblia, evidentemente influenciou outros tradutores nesta direção, escreveu que os atos expiatórios "tinham como que o valor, digamos, de um desinfetante". Assim, a versão da BLH diz que "Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos pecados". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A principal razão pela qual estas opções não são satisfatórias e pela qual é necessária uma referência a propiciação e o contexto. Nestes versículos Paulo descreve a solução de Deus para a condição humana; o problema não é só o pecado, mas também a ira de Deus sobre o pecado (1.18; 2.5; 3.5). E onde quer que exista a ira de Deus existe também a necessidade de impedir que ela se manifeste. Não deveríamos ter medo de usar a palavra "propiciação" em relação à cruz, tanto quanto deveríamos deixar de usar a palavra "ira" em relação a Deus. Em vez disto, deveríamos lutar para resgatar o uso desta linguagem mostrando que a doutrina cristã da propiciação é completamente diferente dos conceitos supersticiosos pagãos ou animistas. Tanto a necessidade como o autor e a natureza da propiciação cristã são bem diferentes. Vamos primeiro à necessidade. Por que uma propiciação seria necessária? Resposta pagã é: porque os deuses são caprichosos, mal-humorados e sujeitos a acessos de ira. A resposta cristã é: porque a ira santa de Deus está voltada contra o mal. Quando se trata da ira de Deus, não tem esta história de falta de princípios, imprevisibilidade ou perda de controle; a única coisa que a provoca é o mal. Agora vamos ao autor. Quem é o responsável pela propiciação? A resposta pagã é que somos nós. Nós ofendemos os deuses; portanto devemos agradá-los. Já a reposta cristã é que nós não podemos aplacar a justa indignação de Deus. Não há como fazê-lo por nossos próprios meios. Mas Deus, por amar-nos sem que o merecêssemos, fez por nós o que nunca poderíamos fazer sozinhos. João escreveu semelhantemente: "... Deus... nos amou e enviou o seu Filho como propiciação (hilasmos) por nossos pecados". O amor, a idéia, o propósito, a iniciativa, a ação e a dádiva foram todos de Deus. E, finalmente, a natureza. Como se conseguiu a propiciação? Em que reside o sacrifício da propiciação? A resposta pagã é que é preciso subornar os deuses com doses e oferendas, vegetais, animais e até sacrifícios humanos. O sistema sacrifical do Antigo Testamento era completamente diferente, já que todos sabiam que o próprio Deus havia "dado" os sacrifícios para o seu povo fazer a expiação. E isso está inegavelmente claro na propiciação cristã, pois Deus deu seu próprio Filho para morrer em nosso lugar, e, ao dar seu Filho, deu-se ele mesmo por nós (5.8; 8.32). Em suma, seria difícil exagerar no que diz respeito às diferenças entre a visão cristã e a pagã de propiciação. Na perspectiva pagã, os seres humanos tentam, através de suas ofertas desprezíveis, aplacar o mau humor de suas divindades enfurecidas. De acordo com a revelação cristã, o próprio amor incomparável de Deus aplacou a sua própria ira santa ao dar seu próprio Filho amado, que tomou o nosso lugar, assumiu os nossos pecados e morreu a nossa morte. Assim fazendo, Deus mesmo entregou a si mesmo para salvar-nos dele mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este é o justo fundamento em que se baseia a justa justiça de Deus para justificar os injustos sem comprometer a sua justiça. Charles Cranfield expressou isso com cautela e eloqüência:&lt;br /&gt;Deus, porque em sua misericórdia desejava perdoar os homens pecadores, e por ser verdadeiramente misericordioso, desejoso de perdoá-los – isto é, sem de maneira alguma desconsiderar o seu pecado – propôs-se voltar contra si mesmo, na pessoa do seu Filho, todo o peso daquela justa ira que eles mereciam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O professor Cranfield volta a este assunto no seu ensaio final sobre "A Morte e Ressurreição de Jesus Cristo". Conforme o seu argumento, o propósito de Deus ao fazer da morte de Jesus Cristo um sacrifício de propiciação foi para "que ele pudesse justificar os pecados justamente, isto é, de uma maneira tal que fosse inteiramente digna do seu caráter de Deus verdadeiramente amoroso e eterno". Pois, caso ele se limitasse a meramente perdoar os pecados deles, estaria com isso "comprometido com a mentira de que a maldade moral não importa e, dessa forma, estaria violando sua própria verdade e zombando dos homens, proporcionando-lhes uma certeza vazia e mentirosa que eles, na sua total humanidade, acabariam descobrindo ser uma miserável fraude". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(3) Demonstração&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Até aqui nós vimos duas das palavras usadas por Paulo para descrever a cruz; são elas apolytrõsis ("redenção") e hilastêrion ("sacrifício de propiciação"). Vamos agora à terceira palavra, que é endeixis ("demonstração"). Afinal, a cruz foi uma demonstração ou revelação pública assim como uma conquista. Além de concretizar a propiciação de Deus e a redenção dos pecadores, ela também vindicou a justiça de Deus: Ele fez isso para demonstrar a sua justiça... (25b); ...isso para demonstrar sua justiça... (26a). Para podermos entender a forma que tomou esta demonstração da justiça de Deus, precisamos perceber o contraste deliberado que Paulo estabelece entre os pecados anteriormente cometidos, os quais em sua tolerância, havia deixado impunes (25b), e, o tempo presente, no qual Deus agiu a fim de ser justo e justificador (26a). É um contraste entre o passado e o presente, entre a tolerância divina que adiou o julgamento e a justiça divina que o exigia, entre "deixar impunes os pecados anteriores cometidos" (o que faria Deus parecer injusto) e a punição deles na cruz (pela qual Deus demonstrou a sua justiça).Isto é, Deus deixou impunes os pecados de gerações passadas, permitindo que as nações seguissem seus próprios caminhos e não levando em consideração a sua ignorância , não porque houvesse qualquer injustiça de sua parte, ou por uma atitude de conivência com o mal, mas sim em virtude de sua paciência (BLH), e só porque tinha a firme intenção de, na plenitude dos tempos, dar a estes pecados o devido castigo por meio da morte do seu próprio Filho. Essa era a única maneira pela qual ele podia, ao mesmo tempo, ser justo, demonstrar a sua justiça e ser justificador daquele que tem fé em Jesus (26b). Tanto a justiça (o atributo divino) como a justificação (atividade divina) seriam impossíveis sem a cruz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aqui, portanto, estão os três termos técnicos que Paulo utiliza (apolytrõsis, hilastêrion e endeixis) para explicar o que Deus fez na cruz de Cristo e por meio dela: ele redimiu seu povo, aplacou a sua ira e demonstrou a sua justificação. De fato, estas três conquistas fazem parte de um todo. Através da morte expiatória e substitutiva do seu Filho, Deus aplacou a sua própria ira, de forma a redimir-nos e justificar-nos e, ao mesmo tempo, demonstrar sua justiça. Só nos resta maravilhar-nos diante da sabedoria, santidade, amor e misericórdia e Deus e prostrar-nos diante dele em humilde adoração. A cruz deveria ser o bastante para quebrantar o mais duro e derreter o mais insensível dos corações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora, que vimos que a origem de nossa justificação é a graça de Deus e que ela se baseia na cruz de Cristo, vamos considerar o meio pelo qual somos justificados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;c. O meio de justificação: a fé.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por três vezes neste parágrafo Paulo ressalta a necessidade da fé: mediante a fé em Jesus Cristo para os que crêem (22); mediante a fé pelo seu sangue (25) (ou, mais provavelmente, "pelo seu sangue a ser recebido pela fé"); e Deus é justificador daquele que tem fé em Jesus (26). De fato, a justificação é "pela fé somente", sola fide, um dos grandes slogans da Reforma. É verdade que no texto de Paulo a palavra somente não ocorre no versículo 28, onde Lutero o adicionou. Não é de todo surpreendente, portanto, o fato de a Igreja Católica Romana ter acusado Lutero de perverter os textos da Sagrada Escritura. Mas Lutero estava seguindo Orígenes, bem como outros Pais da Igreja, que haviam semelhantemente introduzido a palavra "somente". O que os levou a fazer isso foi um verdadeiro instinto. Longe de falsificar ou distorcer o que Paulo queria dizer; eles o estavam aclarando e enfatizando. O mesmo se passou com John Wesley, que escreveu que "confiava em Cristo, somente em Cristo, para a salvação". A justificação é somente pela fé, somente em Cristo, somente através da fé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, é de vital importância afirmar que nada existe de mérito na fé, e que quando dizemos que a salvação é "por fé, e não por obras", não estamos colocando um tipo de mérito ("fé") em lugar do outro ("obras"). Assim como a salvação não é nenhum empreendimento cooperativo entre Deus e nós, no qual ele entra com a cruz e nós contribuímos com a fé. Não, a graça não admite contribuições; e a fé é o contrário da auto-estima. O valor da fé não reside nela mesma, mas inteira e exclusivamente em seu objeto, a saber, Jesus Cristo, e este crucificado. Dizer que a "justificação é somente pela fé" é outra maneira de dizer que " justificação é somente por Cristo." A fé é o olho que o contempla, a mão que o recebe a sua dádiva gratuita, a boca que bebe da água vida. "A fé...abrange nada mais do que a jóia preciosa que é Jesus Cristo". &lt;a id="ref40" name="ref40"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.monergismo.com/textos/comentarios/romanos3_21-26_stott.htm#nota40"&gt;[40]&lt;/a&gt; Como escreveu Richard Hooker, teólogo anglicano do século XVI: "Deus justifica o que crê - não por causa do valor de sua crença, mas por causa do valor daquele (sc. de Cristo) em quem ele creu". &lt;a id="ref41" name="ref41"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.monergismo.com/textos/comentarios/romanos3_21-26_stott.htm#nota41"&gt;[41]&lt;/a&gt;A justificação (cuja fonte é Deus e Sua graça, cuja base é Cristo e a cruz e cujo meio é somente a fé, completamente à parte das obras) constitui o cerne do evangelho e é uma característica singular do cristianismo. Nenhum outro sistema, ideologia ou religião proclama um perdão gratuito e uma nova vida para aqueles que nada fizeram para merecê-los, mas que, ao invés disso, muito fizeram para merecer o julgamento. Pelo contrário, todos os sistemas ensinam alguma forma de auto-salvação através das boas obras da religião, da piedade ou da filantropia. Já o cristianismo, em sua essência, nem mesmo é uma religião; é um evangelho, o evangelho, a boa nova de que a graça de Deus desviou a sua ira, que o Filho de Deus morreu a nossa morte e carregou a nossa condenação, que Deus tem misericórdia de quem não merece e que a nós nada mais resta a fazer ou mesmo contribuir. A única função da fé é receber o que a graça oferece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A antítese entre graça e lei, misericórdia e mérito, fé e obras, salvação de Deus e salvação própria, é absoluta. Nós temos de escolher. Emil Brunner ilustrou vividamente essa antítese, em que, segundo ele, a diferença é entre "subir" e "descer": a questão decisiva" mesmo, ele escreveu, é "a direção do movimento". Os sistemas não-cristãos imaginam "o homem movendo-se" em direção a Deus. Lutero disse que meditar é "elevar-se à majestade nas alturas". De semelhante forma, o misticismo acredita que o espírito humano pode "flutuar nas alturas em direção a Deus". O mesmo se passa com o moralismo. E também com a filosofia. O "otimismo auto-confiante de todas as religiões não-cristãs" é muito parecido. Nenhum deles vê ou sente o abismo que se estende entre o santo Deus e os seres humanos, pecadores e cheios de culpa. Só quando vislumbramos isso é que percebemos a necessidade aquilo que o evangelho proclama, que é o "mover-se de Deus", a Sua livre iniciativa de graça, o Seu movimento "descendente", o Seu surpreendente "ato de condescendência". Parar na beira do abismo, atingir o ápice do desespero por jamais conseguir atravessar - esta é a indispensável "antecâmara da fé".&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;J. Stott&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115047655086589671?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115047655086589671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115047655086589671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115047655086589671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115047655086589671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/revelao-da-justia-de-deus.html' title='A Revelação da Justiça de Deus'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-115038872931425412</id><published>2006-06-15T13:24:00.000-03:00</published><updated>2006-06-15T13:25:29.523-03:00</updated><title type='text'>Eu Quero Religião Show</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;“O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice". (&lt;strong&gt;Charles Haddon Spurgeon&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No &lt;em&gt;“final do século XIX... a ‘Era da Exposição’ começou a passar, e os primeiros sinais de sua substituição começaram a ser percebidos. Em seu lugar surgiu a ‘Era do Show Business’”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Charles Spurgeon batalhava na &lt;strong&gt;Controvérsia do Declínio&lt;/strong&gt;, uma tendência mundial começava a emergir, a qual estabeleceria o curso dos afazeres humanos em todo o século XX. Era o surgimento do entretenimento como o centro da vida familiar e cultural. Essa mesma tendência viu o declínio do que Neil Postman chamou de &lt;em&gt;“A Era da Exposição”,&lt;/em&gt; cuja característica era uma ponderada troca de idéias, de forma escrita e verbal (pregação, debates, preleções). Isso contribuiu para o surgimento da&lt;strong&gt; 'Era do Show Business'&lt;/strong&gt; – na qual a diversão e o entretenimento se tornaram os aspectos mais importantes e que mais consumiriam o tempo de conversa das pessoas. Dramatização, filmes e, finalmente, a televisão colocou o &lt;strong&gt;“Show Business”&lt;/strong&gt; no centro de nossas vidas – em última análise, bem no centro de nossa sala de estar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No &lt;em&gt;“Show Business”&lt;/em&gt;, a verdade é irrelevante; o que realmente importa é se &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;estamos sendo ou não entretidos. Atribui-se pouco valor ao conteúdo; o estilo é tudo. Nas palavras de Marshall McLuhan, o veículo é a mensagem. Infelizmente, hoje essa forma de pensar norteia tanto a &lt;strong&gt;igreja quanto o mundo.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em 1955, &lt;strong&gt;A. W. Tozer&lt;/strong&gt; escreveu as seguintes palavras: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Durante séculos a igreja manteve-se firme contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o como um dispositivo para se perder tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um plano para se desviar a atenção de contas quanto à moral. Por manter sua posição, ela sofreu abusos por parte dos filhos deste mundo. Ultimamente, entretanto, ela se cansou de ser abusada e simplesmente desistiu da luta. Parece Ter firmado a posição de que, se não pode vencer o deus do entretenimento, o melhor que pode fazer é unir suas forças às dele e aproveitar o máximo de seus poderes. Por isso, contemplamos hoje o assombroso espetáculo de milhões de dólares sendo vertidos no negócio nada santo de prover entretenimento mundano aos chamados filhos dos céus. O entretenimento religioso está, em muitos lugares, rapidamente desalojando as sérias coisas de Deus. Muitas igrejas, em nossos dias, se tornaram nada mais que pobres teatros onde “produtores” de quinta categoria mascateiam suas mercadorias de baixo valor com plena aprovação dos seus líderes evangélicos, que chegam a citar textos bíblicos para justificar tal delinqüência. E é difícil acharmos alguém que ouse levantar a sua voz contra isso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De acordo com&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;os padrões da atualidade, as questões que tanto inflamaram as paixões de Tozer parecem insignificantes. Por exemplo, igrejas estavam atraindo pessoas para seus cultos de Domingo à noite através da apresentação de filmes cristãos. Encontros de jovens eram realizados tendo como atração a música contemporânea e palestrantes cuja especialidade era o humor. Jogos e atividades onde se gasta muita energia passaram a desempenhar um papel chave no trabalho com os jovens das igrejas. Olhando para trás, parece difícil entendermos a angústia de Tozer. Raramente alguém hoje fica chocado ou preocupado com quaisquer métodos que pareciam radicalmente inovadores nos anos cinqüenta. A maioria deles é hoje vista com naturalidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;*&lt;br /&gt;Entretanto, Tozer não estava condenando jogos, estilos musicais ou filmes em si mesmos. Ele estava perplexo a respeito da filosofia que estava por trás do que vinha acontecendo à igreja. Ele soou o alarme contra a mortal mudança de enfoque. Contemplou os evangélicos fazendo uso do &lt;strong&gt;entretenimento&lt;/strong&gt; como uma&lt;strong&gt; ferramenta&lt;/strong&gt; para o&lt;strong&gt; crescimento da igreja&lt;/strong&gt;, acreditava que isso eqüivalia à &lt;strong&gt;subversão das prioridades da igreja&lt;/strong&gt;. Temia que os desvios frívolos&lt;/span&gt; e as diversões carnais da igreja, em última análise, destruiriam o apetite das pessoas pela &lt;strong&gt;verdadeira adoração e pela pregação da Palavra de Deus. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tozer estava certo quanto a isso. Aliás, a sua repreensão revela-se a cada dia mais apropriada. Ele e Spurgeon, que o precedeu, estavam identificando uma tendência que desabrochou por completo em nossa geração. Aquilo com que a igreja flertava à época de &lt;strong&gt;Spurgeon&lt;/strong&gt; tornou-se fascinação na época de &lt;strong&gt;Tozer.&lt;/strong&gt; Atualmente, tornou-se uma&lt;strong&gt; obsessão&lt;/strong&gt;. E o que é mais prejudicial ainda é que as formas de entretenimento encontradas hoje na igreja são, com freqüência, completamente seculares, destituídas de qualquer aspecto cristão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um artigo escrito no &lt;strong&gt;The Wall Street Journal&lt;/strong&gt; descreveu a proposta de uma conhecida igreja no sentido de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“reanimar a assistência aos cultos dominicais noturnos”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; A igreja “exibiu uma luta livre entre seus empregados. Tendo em vista a preparação para o evento, dez funcionários foram instruídos por Tugboat Taylor, um ex-lutador profissional, em puxar os cabelos, chutar os queixos dos outros e arremessar seus corpos ao chão sem lhes causar qualquer dano”. Isto não trouxe dano físico algum aos funcionários da igreja, mas qual o efeito de tal exibição sobre a mensagem anunciada por aquela igreja? O evangelho não se torna deturpado e pessimamente caricaturado por esse tipo de palhaçada? Você poderia imaginar o que Spurgeon ou Tozer teriam pensado a respeito disso? (...) O episódio aconteceu em um culto de Domingo à noite em uma das cinco maiores igrejas evangélicas dos Estados Unidos. Outros exemplos poderiam ser citados de várias das mais destacadas igrejas, supostamente pertencentes aos principais grupos da ortodoxia evangélica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Alguns afirmarão que, se os princípios bíblicos forem apresentados, o &lt;strong&gt;instrumento&lt;/strong&gt; para fazê-lo não é importante. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Isso é bobagem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Se o &lt;strong&gt;entretenimento&lt;/strong&gt; é a chave para conquistar pessoas, por que não sairmos completamente do prumo? Por que não termos um verdadeiro carnaval? Poderíamos contar com um acrobata tatuado, andando sobre um fio bem alto, fazendo malabarismos com as mãos e recitando versículos, enquanto um cão treinado se equilibraria na sua cabeça. &lt;strong&gt;Isso certamente atrairia uma multidão&lt;/strong&gt;. E o conteúdo da mensagem ainda seria bíblico. É um cenário bizarro, mas ilustra bem como o veículo pode baratear e corromper a mensagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, isso não é tão diferente do que está, de fato, sendo realizado em algumas igrejas. Parece não haver limites com relação ao que alguns líderes na igreja moderna farão, a fim de atrair pessoas que não se interessam por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;adoração e pregação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Muitos já se renderam à idéia de que a igreja precisa conquistar os homens através do oferecer-lhes uma forma &lt;strong&gt;alternativa de entretenimento&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto a igreja irá em sua competição com &lt;strong&gt;Hollywood?&lt;/strong&gt; Uma grande igreja do sudoeste dos Estados Unidos acaba de instalar um sistema de efeitos especiais, que custou meio milhão de dólares, capaz de produzir&lt;strong&gt;&lt;em&gt; fumaça, fogo, faíscas e luzes de lazer no auditório&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. A igreja enviou alguns de seus membros para estudar, ao vivo, os efeitos especiais de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bally’s Casino&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, em &lt;strong&gt;Las Vegas&lt;/strong&gt;. O pastor terminou um dos cultos sendo elevado ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“céu”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; por meio de fios invisíveis que o tiraram da vista do auditório, enquanto o coral e a orquestra adicionavam um toque musical à fumaça, ao fogo e ao jogo de luzes. Para aquele pastor, tudo não passou de um típico Show dominical: &lt;em&gt;“Ele lota a sua igreja através desses artifícios especiais, tais como derrubar uma árvore com uma serra para ilustrar um ponto de sua mensagem... realizar o maior espetáculo de fogos do 4 de julho da cidade e um culto de Natal com um elefante, um canguru e uma zebra alugados. O Show de Natal apresenta 100 palhaços com presentes para as crianças da igreja”. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Bobagens desse gênero teriam sido o conteúdo dos piores pesadelos de &lt;strong&gt;Spurgeon&lt;/strong&gt;. Até mesmo &lt;strong&gt;Tozer&lt;/strong&gt; não poderia Ter previsto o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;extremo ao qual os evangélicos chegariam&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; em render homenagens ao grande deus entretenimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Energizados Pelo Pragmatismo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar que essas excentricidades &lt;em&gt;"funcionam",&lt;/em&gt; isto é, &lt;strong&gt;atraem a multidão&lt;/strong&gt;. Muitas igrejas que experimentaram tais métodos relatam desfrutar um crescimento numérico na assistência a seus cultos. E uma porção de &lt;strong&gt;megaigrejas&lt;/strong&gt; – aquelas que podem pagar por produções, efeitos e instalações de primeira classe – têm se mostrado capazes de estimular um grande crescimento numérico. Algumas delas enchem auditórios enormes, com milhares de pessoas, várias vezes por semana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Algumas dessas megaigrejas relembram elegantes clubes de campo ou estâncias de férias. Possuem instalações que impressionam, incluindo boliche, cinema, spas, restaurantes, quadras para jogos, rinques de patinação e ginásios poliesportivos de última geração. A recreação e o entretenimento são, inevitavelmente, os aspectos mais visíveis destes empreendimentos. Tais igrejas tornaram-se as Mecas dos estudantes de crescimento de igreja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No momento, os &lt;strong&gt;evangélicos&lt;/strong&gt; em toda parte estão &lt;strong&gt;procurando freneticamente novas técnicas&lt;/strong&gt; e formas de entretenimento para atrair o povo. Seja o método bíblico ou não, hoje isso não parece Ter importância para o líder de igreja. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Produz resultados?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Esse é o novo parâmetro para a &lt;strong&gt;legitimidade &lt;/strong&gt;em nossos dias. Dessa forma, o&lt;strong&gt; pragmatismo&lt;/strong&gt; tem se tornado a força impulsionadora de muitas das igrejas professas de nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É Hora do Espetáculo!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando&lt;strong&gt; Charles Spurgeon&lt;/strong&gt; nos advertiu a respeito daqueles que &lt;em&gt;“gostaria de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças”&lt;/em&gt;, foi menosprezado como um alarmista. Mas a profecia de Spurgeon se cumpriu diante de nossos olhos. As igrejas modernas são construídas assemelhando-se a teatros (“casas de divertimento”, Spurgeon as chamou). Em lugar do púlpito, o enfoque está no palco. As igrejas estão contratando, em regime de tempo integral, especialistas em mídia, consultores de programação, diretores de cena, professores de teatro, peritos em efeitos especiais e coreógrafos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso não passa da extensão natural de uma filosofia norteada por&lt;strong&gt; marketing&lt;/strong&gt; seguida pelas igrejas. Se a igreja funciona apenas com o objetivo de promover um produto, é bom mesmo que seus líderes prestem atenção aos métodos da &lt;strong&gt;Avenida Madison&lt;/strong&gt;. Afinal, a maior competição para a igreja é um mundo repleto de diversões seculares e uma gama de bens e serviços mundanos. Portanto, dizem os especialistas de marketing, jamais conquistaremos as pessoas até que desenvolvamos formas alternativas de entretenimento a fim de ganhar-lhes a atenção e a lealdade, desviando-as das ofertas do mundo. Desta forma, esse alvo estipula a natureza da campanha de marketing.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E o que há de errado nisso?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Por um lado, a igreja não deveria mercadejar seu ministério, como sendo uma &lt;em&gt;alternativa aos divertimentos seculares&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; (1 Ts 3.2-6).&lt;/strong&gt; Isto acaba corrompendo e barateando a verdadeira missão da igreja. Não somos apresentadores de carnaval, ou vendedores de carros usados, ou camelôs. Somos embaixadores de Cristo&lt;strong&gt; (2 Co 5.20).&lt;/strong&gt; Conhecendo o temor do Senhor&lt;strong&gt; (v.11),&lt;/strong&gt; motivados pelo amor a Cristo &lt;strong&gt;(v. 14),&lt;/strong&gt; tendo sido completamente transformados por Ele&lt;strong&gt; (v. 17),&lt;/strong&gt; imploramos aos pecadores que se reconciliem com Deus &lt;strong&gt;(v. 20). &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Também, em lugar de &lt;strong&gt;confrontar o mundo com a verdade de Cristo&lt;/strong&gt;, as megaigrejas norteadas por marketing estão promovendo com entusiasmo as piores técnicas da cultura secular. Alimentar o apetite das pessoas por entretenimento apenas agrava o problema das emoções insensatas, da apatia e do materialismo. Com toda franqueza, é difícil conceber uma filosofia de ministério mais contrária ao padrão que o Senhor nos confiou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;**&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Proclamar e expor a Palavra&lt;/strong&gt;, visando o amadurecimento e a santidade dos crentes deveria ser &lt;strong&gt;âmago&lt;/strong&gt; do ministério de toda igreja. Se o mundo olha para a igreja e vê ali um centro de entretenimento, estamos transmitindo a mensagem errada. Se os cristãos enxergam a igreja como um salão de diversões, a igreja morrerá. Uma senhora, inconformada com sua igreja, que tinha abraçado todas essas excentricidades modernas, queixou-se recentemente: &lt;em&gt;“Quando é que a igreja vai parar de tentar entreter os bodes e voltar a alimentar as ovelhas?” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nas Escrituras, nada indica que a igreja deveria atrair as pessoas a virem a Cristo através do apresentar o Cristianismo como uma &lt;strong&gt;opção atrativa&lt;/strong&gt;. Quanto ao evangelho, nada é opcional: “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E não há salvação em nenhum outro; porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Tampouco o evangelho tem o objetivo de ser atraente, no&lt;strong&gt; sentido do marketing moderno&lt;/strong&gt;. Conforme já salientamos, freqüentemente a mensagem do evangelho é uma &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“pedra de tropeço e rocha de escândalo” (Rm 9.33; 1 Pe 2.8).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; O evangelho é perturbador, chocante, transtornador, confrontador, produz convicção de pecado e é ofensivo ao orgulho humano. Não há como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“fazer marketing”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do evangelho bíblico. Aqueles que procuram &lt;strong&gt;remover a ofensa&lt;/strong&gt;, ao torná-lo entretenedor, inevitavelmente corrompem e obscurecem os pontos cruciais da mensagem. A igreja precisa reconhecer que sua missão nunca foi a de relações públicas ou de vendas; fomos chamados a um viver santo, a declarar a inadulterada verdade de Deus – de forma amorosa, mas sem comprometê-la – a um mundo que não crê. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Crescimento Numérico é Um Alvo Digno? &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Convém dizer que não me oponho a igrejas grandes ou ao crescimento da igreja. A Grace Community Church, fundada há mais de trinta e cinco anos, tem experimentado um crescimento expressivo em toda a sua história. Aos domingos, quase dez mil pessoas assistem os nossos cultos. Passamos por ciclos de crescimento seguidos de “planaltos”. No momento, desfrutamos de outra fase de crescimento expressivo.&lt;br /&gt;Oponho-me ao &lt;strong&gt;pragmatismo&lt;/strong&gt; tão freqüentemente defendido por especialistas em crescimentos de igreja, que colocam o crescimento numérico acima do crescimento espiritual, crendo que podem induzir esse crescimento numérico por seguirem quaisquer técnicas que parecem produzir resultados naquele momento. O modismo provocado por essa filosofia está se tornando mais e mais indisciplinado. Está afastando as pessoas das igrejas bíblicas e desviando as igrejas das prioridades bíblicas, enquanto faz surgir um punhado de megaigrejas cujo crescimento depende da capacidade de se antecipar e responder adequadamente à próxima tendência cultural que aparecerá. A igreja foi atraída para longe do verdadeiro avivamento e seduzida por aqueles que advogam a popularização do cristianismo. E, infelizmente, a maioria dos cristãos parece desatenta ao problema, satisfeita com um cristianismo que está na moda e que é altamente vistoso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É o crescimento numérico um alvo digno no ministério da igreja?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; É lógico que nenhum bom líder da igreja argumentaria seriamente contra o crescimento numérico, considerando-o inerentemente indesejável. E ninguém crê que a estagnação ou o declínio numérico devem ser buscados. Mas, o crescimento numérico é sempre o melhor indicador da saúde da igreja? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Concordo com George Peters, que escreveu:&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O crescimento quantitativo&lt;/strong&gt;... pode ser enganador. Pode não ser mais do que a proliferação de um movimento social ou psicológico mecanicamente induzido, uma contagem numérica, uma aglomeração de indivíduos ou grupos, um crescimento de um corpo sem o desenvolvimento dos músculos e dos órgãos vitais. Talvez se trate de uma forma de cristandade, mas não da emergência do verdadeiro cristianismo. Muitos movimentos que alcançaram os povos no passado , tais como movimentos comunitários e tribais, foram assim. Um exemplo disso encontra-se nas adesões em massa na Europa, em especial na França e Rússia, quando muitos foram levados ao batismo e trazido para dentro da igreja, resultando em um grande número de pessoas que professavam a cristandade, mas não resultando em uma dinâmica, vibrante, crescente e responsável igreja de Jesus Cristo... Precisamos admitir... que, em grande parte, essa expansão da forma, da profissão e do nome da cristandade manifesta pouca semelhança ao cristianismo definido no Novo Testamento e à igreja retratada no livro de Atos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De muitas formas, a expansão da cristandade veio em detrimento da pureza do evangelho e da verdadeira ordem e vida cristã. A igreja tornou-se infestada de práticas e crenças pagãs e sincretista em sua teologia... Grandes segmentos tornaram-se cristo-pagãos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nenhum texto das Escrituras indica que os líderes eclesiásticos deveriam &lt;strong&gt;&lt;em&gt;estipular alvos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; para o seu crescimento numérico da igreja. Ouçam como o apóstolo Paulo descreveu o processo de crescimento da igreja: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1 Co 3.6,7). &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Se nos preocuparmos com a&lt;strong&gt; profundidade&lt;/strong&gt; de nosso ministério, Deus cuidará de sua&lt;strong&gt; largura&lt;/strong&gt;. Se ministrarmos tendo em vista o crescimento espiritual, o crescimento numérico será aquilo que Deus tenciona que seja.&lt;br /&gt;Afinal de contas, qual o benefício de um crescimento numérico que não está arraigado em um compromisso com o Senhorio de Cristo? Se as pessoas vêm à igreja primariamente por considerarem isso divertido, em breve hão de abandoná-la, tão logo acabe o entretenimento ou tão logo encontrem algo mais interessante. Desta forma, a igreja é forçada a participar de um ciclo vicioso, onde precisa constantemente sobrepujar cada espetáculo com algo maior e melhor.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As Raízes Pragmáticas do Movimento de Crescimento de Igreja&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;pragmatismo como filosofia&lt;/strong&gt; de ministério ganhou ímpeto a partir do movimento de crescimento de igreja que floresceu nos últimos cinqüenta anos.&lt;strong&gt; Donald McGravan&lt;/strong&gt;, o pai do moderno movimento de crescimento de igreja, foi um pragmatista descarado. Ele afirmou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Criamos métodos e políticas missionárias à luz do que Deus abençoou e à luz daquilo que Ele, obviamente, não abençoou. A indústria chama isso de “modificar operações à luz da realimentação”. Nada atrapalha tanto as missões transculturais quanto os métodos, instituições e políticas que deveriam atrair as pessoas a Cristo, mas não o fazem; que deveriam multiplicar as igrejas, mas não o fazem. Se um método não contribui para a glória de Deus e para a expansão da igreja de Cristo, jogue-o fora e arranje algo que o faça. Quanto aos métodos, somos ousadamente pragmáticos; a doutrina é algo diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como jovem missionário na Índia e sendo filho de missionários, McGravan percebeu que era comum ver organizações missionárias labutar na Índia durante muitos anos, e colher pouco ou nenhum fruto. A sua própria agência missionária plantou apenas vinte ou trinta pequenas igrejas em várias décadas de esforço missionário. McGravan, então, resolveu desenvolver uma estratégia para missões que observasse quais métodos produziriam resultados e quais não funcionavam. “De acordo com sua própria declaração no prefácio de um livro de sua co-autoria, na década de 30, ele se dedicou a ‘descartar teorias de crescimento de igreja que não têm bom êxito e a aprender e praticar modelos produtivos...’”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;pragmatismo&lt;/strong&gt; de McGravan parece Ter sido motivado por uma legítima preocupação com mordomia. Ele &lt;em&gt;“ficou assustado ao perceber que muitos dos recursos de Deus – humanos e financeiros – estavam sendo usados, sem que ninguém questionasse se o reino de Deus estava avançando ou não, através dos programas que eles estavam sustentando”.&lt;/em&gt; Mas o pragmatismo acabou se tornando a &lt;strong&gt;base filosófica&lt;/strong&gt; para quase tudo que McGravan ensinou, e isso, por sua vez, tornou-se a agenda de todo o movimento moderno de crescimento de igreja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;McGravan fundou o Instituto de Crescimento de Igreja, que em 1965 se uniu à Escola Fuller de Missões Mundiais. A partir dali, os preceitos do pragmatismo têm alcançado praticamente todos os campos missionários do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;C. Peter Wagner&lt;/strong&gt;, professor do crescimento de igreja na Escola Fuller de Missões Mundiais, é o mais conhecido dos alunos de Donald McGravan. Atualmente, Wagner é o porta-voz mais profílico, se não o mais influente, do movimento de crescimento de igreja. Ele escreveu acerca do pragmatismo inerente ao movimento: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Movimento de Crescimento&lt;/strong&gt; de Igreja sempre enfatizou o &lt;strong&gt;pragmatismo&lt;/strong&gt;, e ainda o faz, embora muitos o tenham criticado. Não é o tipo de pragmatismo que compromete a doutrina ou a ética ou que desumaniza as pessoas, usando-as como instrumento para um determinado propósito. Entretanto, é um tipo de pragmatismo consagrado que examina impiedosamente os programas e as metodologias tradicionais, questionando-as com severidade. Se algum tipo de ministério em uma igreja não está atingindo os alvos tencionados, o pragmatismo consagrado diz que há algo de errado e precisa ser corrigido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Wagner, como a maioria dos envolvidos no movimento de crescimento de igreja, reivindica que o “pragmatismo consagrado”, que ele advoga, não permite, comprometimento doutrinário ou ético. “A Bíblia não nos consente pecar, a fim de que a graça seja mais abundante, ou não permite usarmos quaisquer meios que Deus tenha proibido, a fim de alcançarmos os fins que Ele nos recomendou”, Wagner destaca corretamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Mas, com esta estipulação”, ele continua, &lt;em&gt;“temos de perceber nitidamente que os fins, de fato, justificam os meios. O que mais poderia justificar os meios? Se o método que estou utilizando alcança o alvo a que me propus, por essa razão é um bom método. Se, por outro lado, o método não está atingindo o alvo, como posso justificar-me por continuar utilizando-o?” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Isso é verdade?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Não, com toda certeza. Especialmente se &lt;em&gt;“o alvo a que me propus”&lt;/em&gt; é um alvo numérico sem o aval bíblico ou se o &lt;em&gt;“método que não está atingindo o alvo”&lt;/em&gt; é a pregação cristalina da Palavra de Deus. É precisamente esta maneira de pensar que está retirando a exposição bíblica do ministério cristão, substituindo-a por espetáculos de variedades.&lt;br /&gt;Um best-seller recente dá um passo além: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É... crucial termos em mente o princípio da comunicação cristã: o auditório, e não a mensagem, é soberano. Se nossa pregação almeja fazer com que as pessoas parem, em meio a uma agenda confusa, e reflitam sobre o que lhes estamos dizendo, nossa mensagem terá de se adaptar às necessidades do auditório. Quando pregamos algo que se baseia na proposição do pegue-ou-largue, em vez de uma sensibilidade e resposta às necessidades das pessoas, estas acabarão, invariavelmente, rejeitando nossa mensagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;O que teria acontecido se os profetas do Antigo Testamento tivessem endossado essa filosofia?&lt;/strong&gt; Jeremias, por exemplo, pregou durante quarenta anos sem ver qualquer resultado significativo. Pelo contrário, seus conterrâneos ameaçaram matá-lo, se não parasse de profetizar &lt;strong&gt;(Jr 11.19-23);&lt;/strong&gt; sua própria família e amigos conspiraram contra ele &lt;strong&gt;(12.6);&lt;/strong&gt; por não ser permitido casar-se, teve de sofrer uma solidão agonizante &lt;strong&gt;(16.2);&lt;/strong&gt; houve conspirações secretas para matá-lo&lt;strong&gt; (18.20-23);&lt;/strong&gt; foi ferido e colocado no tronco&lt;strong&gt; (20.1,2);&lt;/strong&gt; foi espionado por amigos que buscavam vingança &lt;strong&gt;(v. 10);&lt;/strong&gt; foi consumido por desgosto e vergonha, chegando a amaldiçoar o dia em que nasceu &lt;strong&gt;(v. 14-18);&lt;/strong&gt; e por fim foi injuriado e considerado um traidor de sua própria nação &lt;strong&gt;(37.13,14).&lt;/strong&gt; Ele foi açoitado e atirado em um calabouço, passando ali muitos dias sem comer &lt;strong&gt;(v. 15-21).&lt;/strong&gt; Se um etíope não tivesse intercedido em seu favor, Jeremias teria morrido ali. Por fim, a tradição ensina que ele foi exilado para o Egito, onde foi apedrejado e morto por seu próprio povo. Jeremias não teve convertidos a apresentar como fruto de uma vida toda de ministério. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que Jeremias tivesse assistido um seminário sobre o crescimento de igreja e aprendido uma filosofia pragmática de ministério. Você acha que isso teria mudado seu estilo de ministério confrontador? Podem imaginá-lo apresentando um Show de variedades ou utilizando o humor para tentar conseguir o afeto das pessoas? Ele poderia Ter aprendido como reunir uma multidão apreciável, mas certamente não teria realizado o ministério para o qual Deus o chamara. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo Paulo também não usou um método baseado em técnicas de marketing, embora alguns autodenominados experts tenham procurado mostrá-lo como modelo para o neopragmatismo. Um dos que advogam as técnicas de marketing afirma: “Paulo foi o maior de todos os peritos em táticas. Constantemente ele estudava as estratégias e táticas para identificar as que lhe permitiriam atrair o maior número de ‘candidatos’ e conseguir o maior número possível de conversões”. É claro que a Bíblia nada diz em respaldo a essa afirmação. Pelo contrário, o apóstolo Paulo evitou métodos engenhosos e artifícios que o conduzissem as pessoas a falsas conversões, através da persuasão carnal. Ele mesmo escreveu: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu, irmão, quando fui Ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi com fraqueza, temor e grande tremor que eu estivesse entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e, sim, no poder de Deus&lt;strong&gt; (1 Co 2.1-5). &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;À igreja em Tessalônica ele relembrou: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e, sim, a Deus, que prova o nosso coração. A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros &lt;em&gt;&lt;strong&gt;(1 Ts 2.3-6).&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A exatidão bíblica é o único critério pelo qual devemos avaliar nossos métodos de ministério.&lt;br /&gt;Qualquer filosofia de ministério do tipo “fins-que-justificam-os-meios” inevitavelmente comprometerá a doutrina, a despeito de qualquer proposição em contrário. Se a eficácia se tornar o indicador do que é certo ou errado, sem a menor dúvida nossa doutrina será diluída. Em última análise, o conceito de verdade para um pragmatista é moldado pelo que parece ser eficaz e não pela revelação objetiva das Escrituras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma consideração da metodologia do movimento de crescimento de igrejas revela como isso acontece. O movimento estuda todas as igrejas que estão crescendo, até mesmo aquelas que possuem doutrinas falsas no âmago de seu ensino. Igrejas denominacionais liberais, seitas carismáticas extremadas e ditaduras de hiperfundamentalismo militante são observadas para o escrutínio dos especialistas. Às vezes, princípios de crescimento são tirados até mesmo das igrejas dos mórmons ou dos Salões do Reino das Testemunhas de Jeová. O especialista em crescimento de igreja procura características comuns a todas as igrejas que estão crescendo e advoga quaisquer métodos que pareçam estar produzindo resultados. E a questão principal é sempre o crescimento numérico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Será que devemos crer que o crescimento em uma igreja não-cristã comprova que Deus está ali operando?&lt;/strong&gt; Deveríamos utilizar a metodologia de grupos religiosos que corrompem o evangelho? Não é justo questionarmos se qualquer crescimento resultante de tais métodos é ilegítimo, sendo engendrado por meios carnais? Afinal, se um método demonstra ser bem-sucedido tanto para uma determinada seita quanto para o povo de Deus, não existe razão para supormos que os resultados positivos são sinônimo da bênção de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Algo que está completamente ausente da maior parte da literatura sobre crescimento de igreja é uma análise crítica da eficiente plataforma doutrinária sobre a qual muito do crescimento da igreja contemporânea é construído. Certo autor, falando acerca de Peter Wagner, disse: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Wagner não faz avaliação negativa de quem quer que seja. Ele fez sua carreira a partir da descoberta do que é bom em igrejas que estão crescendo e em ratificar isso, sem fazer muitas perguntas críticas. Isso lhe permite apresentar como modelos de vida de igreja não apenas as Igrejas Vineyard, de John Wimber, mas também a Catedral de Cristal, de Robert Schuller, toda a denominação Batista do Sul e qualquer outra denominação que esteja em crescimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O fato de uma igreja estar crescendo é freqüentemente confundido com a aprovação divina. Afinal, as pessoas raciocinam, por que ser crítico sobre qualquer ensinamento que Deus está abençoando com crescimento numérico? Não é melhor tolerar as imperfeições doutrinárias e os lapsos de ortodoxia, por amor ao crescimento e à unidade? Desta forma, o pragmatismo amolda e dá forma à perspectiva doutrinária das pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O próprio Peter Wagner, por exemplo, anteriormente um não-carismático, mudou seu pondo de vista a fim de aceitar o movimento de sinais e maravilhas e o movimento da “Terceira Onda”, por razões que são amplamente pragmáticas. E ele é bastante franco a esse respeito: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Orgulho-me de estar entre os que advogam o evangelismo de poder como uma ferramenta importante para o cumprimento da grande comissão em nossos dias. Uma das razões por que estou tão entusiasmado é que o evangelismo de poder está produzindo resultados. Em geral, o evangelismo mais eficaz do mundo contemporâneo é o que vem acompanhado por manifestações de poder sobrenatural. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É óbvio, então, que o pragmatismo de Wagner moldou a sua doutrina e não vice-versa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele admite isso. Declara que a metodologia do movimento de crescimento de igrejas é &lt;em&gt;“fenomenológica”&lt;/em&gt; e não teológica. Wagner admite que essa abordagem “pode parecer totalmente subjetiva para teólogos tradicionais”. E continua: “Como ponto de partida, o crescimento de igreja sempre focaliza o ‘é’ antes de olhar para o ‘deveria ser’... O que os cristãos experimentaram acerca da obra de Deus no mundo e em suas vidas nem sempre é precedido de cuidadosas racionalizações teológicas. Muitas vezes, a seqüência é exatamente o oposto: a teologia é moldada pela experiência cristã”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sendo este o caso, não é sem sentido a afirmação de Wagner ao falar que seu pragmatismo &lt;strong&gt;“não é do tipo que compromete a doutrina”?&lt;/strong&gt; Afinal, se a experiência sugere que sinais e maravilhas são ferramentas eficazes para o crescimento de igreja e se é legítimo permitir que nossa experiência molde nossa teologia, é lógico que alguém modifique sua doutrina – como fez o próprio Wagner – para acomodar-se a alguma observação pragmática e heurística. Deve-se, então, simplesmente, encontrar uma forma de se reinterpretar ou adaptar as Escrituras a fim de que estas se encaixem em qualquer esquema doutrinário que o pragmatismo pareça impor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É tolice pensar que alguém pode ser bíblico e pragamático, ao mesmo tempo. O pragmatista deseja saber o que produz resultados. O pensador bíblico se importa tão-somente com o que a Bíblia ordena. As duas filosofias se opõem mutuamente no nível mais básico.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Era do Pragmatismo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, o pragmatismo filosófico nunca tem estado mais popular nas igrejas evangélicas. O movimento de crescimento de igrejas, que por muitos anos foi um importante fator na atividade missionária mundial, está agora exercendo tremenda influência no evangelicalismo ocidental. As galinhas do pragmatismo estão voltando ao lar para se empoleirarem. As igrejas da América do Norte estão, às centenas, experimentando as metodologias pragmáticas, e o resultado tem sido uma explosão de interesses em técnicas inovadoras a respeito de crescimento de igreja. O movimento de crescimento de igrejas fez uma aliança extra-oficial com aqueles que crêem ser o evangelismo primordialmente uma aventura de marketing. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O pragmatismo na igreja reflete bem o espírito de nossa época. Livros com títulos tais como: Marketing seu Próprio Ministério, Marketing a Igreja, e O Desenvolvimento do Marketing Eficaz e das Estratégias de Comunicação para Igrejas são a última moda. A indústria publicadora cristã vem produzindo, para líderes de igrejas, conselhos e mais conselhos tirados de campos seculares de estudo – psicologia, marketing, administração, política, entretenimento e negócios – enquanto os comentários, livros de auxílio para estudo bíblico e livros acerca de questões bíblicas estão em declínio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O modelo para o pastor contemporâneo não é mais o profeta nem o pastor, é o executivo de corporação, o político ou, pior ainda, o apresentador de programas de “bate-papo” na televisão. A maioria das igrejas contemporâneas estão preocupadas com índices de audiência, pesquisas de popularidade, imagem corporativa, estatísticas de crescimento, lucro financeiro, pesquisas de opinião pública, gráficos populacionais, dados de recenseamento, tendências da moda, status das celebridades, a lista dos dez mais e outras questões pragmáticas. O que está desaparecendo é a paixão da igreja pela pureza e pela verdade. Ninguém parece se importar, desde que a reação das pessoas seja entusiástica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tozer percebeu que o pragmatismo havia se introduzido furtivamente na igreja de seus dias. Ele escreveu: &lt;em&gt;“Digo sem hesitação que uma parte, uma grande parte, das atividades existentes hoje nos círculos evangélicos não são apenas influenciados pelo pragmatismo, mas parecem totalmente dominados por ele”.&lt;/em&gt; Tozer descreveu o perigo que até mesmo o pragmatismo “consagrado” representa para a igreja: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A filosofia pragmática... não faz perguntas embaraçosas a respeito da sabedoria daquilo que estamos realizando ou a respeito de sua moralidade. Aceita como corretos e bons nossos alvos escolhidos, buscando meios e maneiras eficientes para alcançá-los. E, quando descobre algo que tem êxito, logo encontra um texto bíblico para justificá-lo, “consagra-o” ao Senhor e vai em frente. Em seguida alguém escreve um artigo em uma revista, depois sai um livro, e, finalmente, o inventor recebe um título de honra. Após tudo isso, qualquer indignação quanto à sua biblicidade ou até mesmo quanto ao seu valor moral é completamente rejeitada. Não há como se argumentar contra o sucesso. O método produz resultados, portanto, deve ser bom.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma Filosofia Falida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Você percebe como esta nova filosofia necessariamente corrompe a sã doutrina?&lt;/strong&gt; Descarta o próprio método de Jesus –&lt;em&gt; pregar e ensinar&lt;/em&gt; – como instrumentos primordiais do ministério, substituindo-os por metodologias completamente vazias de conteúdo. Ela existe independentemente de qualquer credo ou canon. Aliás, evita dogmas ou convicções fortes, considerando-os como divisivos, indecorosos ou impróprios. Rejeita a doutrina como algo acadêmico, abstrato, estéril, ameaçador ou simplesmente não-prático. Em vez de ensinar o erro ou negar a verdade, ela faz algo bem mais sutil e igualmente eficaz do ponto de vista do inimigo. Não se preocupa com o conteúdo. Não ataca a ortodoxia frontalmente, mas presta culto à verdade apenas da boca para fora, enquanto mina, em silêncio, os alicerces da doutrina. Em vez de exaltar a Deus, esta filosofia deprecia as coisas que são preciosas para Ele. Nesse sentido, o pragmatismo se apresenta como um perigo mais sutil do que o liberalismo que ameaçou a igreja na primeira metade do século XX. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O liberalismo atacou a pregação bíblica. Um dos vultos liberais de maior influência nos Estados Unidos, no início do século XX, foi Harry Emerson Fosdick, que escreveu: “Pregadores que tomam textos da Bíblia e depois apresentam seu conteúdo histórico, seu significado lógico no contexto, seu lugar na teologia do escritor, anexadas a reflexões práticas, estão empregando mal a Bíblia.” A mesma preocupação pragmática que invadiu o evangelicalismo de nossos dias levou Fosdick a seu ódio pela exposição bíblica: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, poderia qualquer outro procedimento estar mais predestinado à monotonia e à futilidade? Aliás, quem poderia afirmar que pelo menos um, dentre cem, dos ouvintes estaria preocupado com o que Moisés, Isaías, Paulo ou João queriam dizer naquela passagem específica ou que tenha vindo à igreja profundamente interessado em tais veículos? Ninguém que conversa com o público presume que o interesse vital das pessoas está centralizado no significado de palavras ditas há dois mil anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A sugestão de Fosdick foi que os pregadores deveriam começar pelas necessidades sentidas no auditório: “Que eles não concluam, e, sim, comecem pensando nas necessidades vitais do auditório; e que todo o sermão seja organizado em torno de um esforço construtivo para atender estas necessidades”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Tudo isso manifesta bom senso pela psicologia”, escreveu Fosdick, apelando ao pragmatismo como justificativa. “Todo mundo usa esse estilo, desde professores a anunciantes de alto nível. Por que tantos pregadores persistem em um costume antiquado e negligenciam isso?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Trata-se exatamente da sabedoria convencional da “igreja amigável”, norteada por marketing. Começa levando em conta as necessidades sentidas e aborda-as por meio de tópicos. Se de algum modo as Escrituras são utilizadas, é apenas para ilustração – precisamente como advogou Fosdick. É simplesmente uma acomodação a uma sociedade viciada em auto-estima e entretenimento. A diferença é que agora este conselho provém de dentro do evangelicalismo. Segue o que está na moda, mas pouco se preocupa com o que é verdadeiro. Encaixa-se bem ao liberalismo, de onde procede. Porém, está totalmente fora de lugar entre os cristãos que professam crer que as Escrituras são a Palavra de Deus inspirada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um recente “best-seller” evangélico alerta os leitores a se colocarem de prontidão contra pregadores cuja ênfase está no interpretar as Escrituras e não no aplicá-las. Espere um pouco. Isto é um conselho sábio? Não, de modo algum. Não existe o perigo de a doutrina ser irrelevante; a verdadeira ameaça e a abordagem não doutrinária em busca de relevância sem doutrina. O cerne de tudo que é verdadeiramente prático encontra-se no ensino das Escrituras. Não tornamos a Bíblia relevante; ela o é, inerentemente, pelo simples fato de ser a Palavra de Deus. Afinal, como pode qualquer coisa que Deus diz ser irrelevante (2 Tm 3.16,17)?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Igreja Semelhante a um Barzinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O pragmatismo radical da “abordagem amigável” rouba da igreja o seu papel profético. Transforma-a em uma organização popular, que recruta seus membros através de oferecer-lhes um ambiente de calor humano e amizade, no qual as pessoas comem, bebem e são entretidas. A igreja acaba funcionando mais como um clube do que como uma casa de adoração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso não é um exagero. Um recente “best-seller” que advoga idéias pragmáticas de crescimento de igreja incluiu esta sugestão: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lembra-se como o bar da esquina costumava ser o lugar onde os homens da vizinhança se reuniam para assistir na TV os grandes eventos esportivos, tais como lutas e campeonatos mundiais de box? Embora os tempos tenham mudado, o mesmo conceito pode ser usado pela igreja para causar um grande impacto. A maior delas possui um grande auditório que poderia ser utilizado para reuniões especiais ao redor dos grandes eventos da mídia – esportes, debates políticos, entretenimentos especiais e coisas semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O cenário é construído em torno de pressuposições que são claramente antibíblicas. A igreja não é um clube à busca de novos sócios. Não é o barzinho do bairro onde a vizinhança se reúne. Não é um grêmio estudantil à procura de calouros. Não é um centro comunitário onde se realizam as festas. Não é um clube de campo para as massas. Não é um comitê eleitoral onde os problemas da comunidade são discutidos. Não é uma corte judicial para corrigir as injustiças sociais. Não é um fórum aberto, ou uma convenção política, ou até mesmo uma cruzada evangelística. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A igreja é o corpo de Cristo &lt;strong&gt;(1 Co 12.27),&lt;/strong&gt; e as reuniões da igreja são para adoração e instrução. O único alvo legítimo da igreja é “o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”&lt;strong&gt; (Ef 4.12)&lt;/strong&gt; – crescimento vital, não apenas expansão numérica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A idéia de que as reuniões da igreja deveriam ser usadas para encantar ou atrair os não-cristãos é um conceito relativamente novo. Nas Escrituras, não há qualquer sugestão quanto a isso; aliás, o apóstolo Paulo falou da presença de incrédulos na igreja como um evento excepcional &lt;strong&gt;(1 Co 14.23). Hebreus 10.24,25&lt;/strong&gt; indica que os cultos da igreja são para o benefício dos crentes e não dos incrédulos: &lt;em&gt;“Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos”. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Atos 2.42 mostra-nos o padrão que a igreja primitiva seguia, quando se reunia: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.”. Observe que adorar a Deus e encorajar os irmãos eram as prioridades da igreja primitiva. A igreja se reunia para a edificação e se dispersava para evangelizar o mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nosso Senhor comissionou seus discípulos para evangelizarem da seguinte forma: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28.19).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Cristo deixou evidente que a igreja não deve esperar que o mundo venha ou que deve convidá-lo a vir às suas reuniões; Ele mostrou com clareza que a igreja deve ir ao mundo. É a responsabilidade de todo crente. Temo que uma abordagem que enfatiza a apresentação do evangelho de uma forma facilitada dentro da igreja, exime o crente de sua obrigação pessoal de ser uma luz no mundo (Mt 5.16). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Novamente ressaltamos que a proclamação da Palavra de Deus deve ser central na igreja (1 Co 1.23; 9.16; 2 Co 4.5; 1 Tm 6.2; 2 Tm 4.2). “Quer seja oportuno, quer não”, é tarefa dos ministros de Deus corrigir, repreender, exortar com toda a longanimidade e doutrina (2 Tm 4.2). O pastor que coloca o entretenimento acima da pregação bíblica e vigorosa abdica da responsabilidade primária de sua função, ou seja, apegar-se “à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem” (Tt 1.9). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A estratégia da igreja nunca foi de apelar ao mundo utilizando os termos do mundo. Não se espera que as igrejas estejam a competir pelo consumidor no mesmo nível que uma cerveja famosa ou uma grande rede de televisão. Não há como estimularmos crescimento genuíno via persuasão fascinante ou técnicas engenhosas. É o Senhor quem acrescenta as almas à igreja (At 2.47). Metodologias humanas não podem acelerar ou suplantar o processo divino. Qualquer crescimento adicional que venha a produzir não passará de uma pobre e infrutífera imitação.&lt;br /&gt;Crescimento artificial ou não-natural, no reino biológico, pode causar deformação – ou pior, câncer. Crescimento sintético, no reino espiritual, é genuinamente doentio.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Boa Técnica? Não, Má Teologia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A filosofia que une técnicas de marketing com a teoria de crescimento da igreja resulta de uma péssima teologia. Pressupõe que se você empacotar adequadamente o evangelho, as pessoas serão salvas. Esta idéia tem suas raízes no arminianismo, que faz da vontade humana, e não do Deus soberano, o fator decisivo na salvação. Fala da conversão como uma “decisão por Cristo”. Essa linguagem e doutrina começaram a permear o ministério moderno. O alvo do ministério norteado por marketing é uma decisão humana imediata, em lugar de uma transformação radical do coração, operada pelo Deus Todo-Poderoso, por meio da obra do Espírito Santo em trazer convicção e através da verdade da Palavra. Uma crença sincera na soberania de Deus na salvação findaria muitas das tolices que hoje acontecem nas igrejas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, toda essa abordagem de agência publicitária com relação à igreja corrompe o cristianismo e atende às concupiscências carnais que estão arraigadas na estrutura do sistema mundano (1 Jo 2.16). Temos uma sociedade repleta de pessoas que desejam o que querem, quando o querem. Estão presos a seu próprio estilo de vida, recreação e entretenimento. Querem conforto, felicidade e sucesso. E, quando a igreja apela a esses desejos egoístas, apenas alimenta um fogo que impede a verdadeira piedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A igreja se acomodou à nossa cultura ao inventar um tipo de cristianismo onde o tomar a cruz tornou-se opcional, ou até mesmo, impróprio. De fato, muitos dos membros das igrejas do ocidente crêem que servirão melhor a Deus se confrontarem o mundo o menos possível.&lt;br /&gt;Tendo incorporado os valores do mundo, o cristianismo em nossa sociedade encontra-se moribundo. O mundanismo e a autoindulgência vêm sutil, porém efetivamente, devorando o coração da igreja. O evangelho freqüentemente pregado em nossos dias está tão distorcido que oferece o crer em Cristo como nada mais do que um simples meio para o contentamento e a prosperidade. O escândalo da cruz (Gl 5.11) tem sido sistematicamente removido, de modo que a mensagem se torne mais aceitável aos incrédulos. A igreja, de alguma forma, concebeu a idéia de que pode declarar paz com os inimigos de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E quando, em cima disso, rockeiros punk, ventrílocos, palhaços, atiradores de facas, lutadores profissionais, levantadores de peso, comediantes, dançarinos, malabaristas de circo, artistas de rap, atores e celebridades do “Show Business” assumem o lugar do pregador, a mensagem do evangelho recebe um golpe catastrófico: “E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10.14)&lt;br /&gt;Creio que podemos ser criativos e inovadores quanto à forma de apresentarmos o evangelho, mas precisamos Ter o cuidado de harmonizar nossos métodos com as profundas verdades espirituais que estamos procurando transmitir. É muito fácil trivializarmos a mensagem sagrada. Precisamos fazer com que a mensagem, e não o veículo em si, seja o cerne daquilo que desejamos comunicar ao auditório. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não se precipite em abraçar as tendências das megaigrejas cheias de tecnologia. Não desdenhe a adoração e a pregação convencionais. Não precisamos de abordagens engenhosas para que as pessoas sejam salvas (1 Co 1.21). Precisamos apenas voltar a pregar a verdade e plantar a semente. Se formos fiéis nisso, o solo que Deus já preparou haverá de produzir fruto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas, se a igreja não se voltar para o cristianismo bíblico, logo testemunharemos o fim de nossa influência em nome de Cristo. Todos se admiram em ver quão rapidamente a face de nosso mundo está se alterando. Ao mesmo tempo, poucos cristãos percebem quão assustadoramente rápido a igreja está caminhando rumo ao declínio. Podemos estar vivendo os últimos dias do evangelicalismo bíblico como força significativa em nossa nação. Não é fantasioso imaginar que daqui a uns vinte anos haverá missionários do mundo oriental vindo evangelizar os países ocidentais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Admitir essa possibilidade me deixa profundamente preocupado. Nós que conhecemos e amamos a verdade precisamos ser a voz profética do nosso Deus e proclamar a santidade de seu nome. Precisamos exigir que qualquer esforço feito em nome de nosso Senhor manifeste também a integridade de sua natureza. Ele é “Santo, Santo, Santo” (Is 6.3) e precisa ser representado dessa forma. Qualquer outra coisa não é digna de sua grandeza, majestade e santidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Irromper de Uma Lepra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No final do século XIX, Spurgeon vislumbrou essa tendência de se trazer diversão para dentro da igreja. Na medida em que se alastrava A Controvérsia do Declínio, em 1889, a saúde de Spurgeon se tornava precária, e, por isso, ele deixou de pregar em vários domingos. Mas, em uma Quinta-feira à noite, no mês de abril, Spurgeon pregou, no Tabernáculo, uma mensagem na qual ele afirmou: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Creio não estar procurando erros onde o erro não existe; mas não consigo abrir os olhos sem ver coisas sendo feitas em nossas igrejas que, há trinta anos, não eram nem sonhadas. Em termos de diversão, os professos têm avançado no caminho do relaxamento. O que é pior, as igrejas agora pensam que sua responsabilidade é entreter as pessoas. Discordantes que costumavam protestar contra a ida a um teatro, agora fazem com que o teatro venha a eles. Muitos [templos de igrejas] não deveriam receber licença para exigir peças teatrais? Se alguém fosse sério em exigir obediência às leis, não teriam de obter uma licença para que suas igrejas funcionassem como teatros?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tampouco ouso falar a respeito do que tem sido feito nos bazares, jantares beneficentes etc. Se esses fossem organizados por pessoas mundanas decentes, não poderiam alcançar melhores resultados? Que extravagância ainda não foi experimentada? Que absurdo tem sido grande demais para a consciência daqueles que professam ser filhos de Deus e que não são deste mundo, mas chamados a andar com Deus em vida de separação? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O mundo considera as altas pretensões de tais pessoas como hipocrisia; e, de fato, não conheço outro termo melhor para classificá-las. Imaginem aqueles que gostam da comunhão com Deus brincando de tolos, com roupas teatrais! Falam acerca do lutar com Deus na oração em secreto, mas fazem malabarismo com o mundo em uma jogatina irreconciliável. Será que isso está correto? O certo e o errado trocaram de lugar? Sem dúvida, existe uma sobriedade de comportamento que é coerente com a obra da graça no coração, e existe uma leviandade que indica que o espírito maligno está em supremacia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ah! Senhores, pode Ter havido uma época em que os cristãos eram por demais precisos, mas não é assim em meus dias. Pode Ter existido uma coisa espantosa chamada rigidez Puritana, mas eu nunca a vi. Agora estamos bem livres desse mal, se é que ele existiu. Já passamos da liberdade para a libertinagem. Ultrapassamos o dúbio e caímos no perigoso, e ninguém pode profetizar onde haveremos de parar. Onde está a santidade de Deus hoje?... Ela não passa de algo turvo, tal qual um paio que fumega; é mais um objeto de ridicularização do que de reverência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Será que o grau de influência de uma igreja não pode ser medido por sua santidade? Se grandes hostes daqueles que professam ser cristãos fossem , quer em sua vida familiar, quer em seus negócios, santificados pelo Espírito, a igreja se tornaria uma grande potência no mundo. Os santos de Deus poderão lamentar juntamente com Jerusalém, ao perceberem que sua espiritualidade e santidade estão em níveis baixíssimos! Outros podem considerar isto como algo que não trará qualquer conseqüência; porém, nós o vemos como o irromper de uma lepra.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eis o desafio para a igreja de Cristo: “Purifiquemos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2 Co 7.1). Não é a engenhosidade de nossos métodos, nem as técnicas de nosso ministério, nem a perspicácia de nossos sermões que trazem poder ao nosso testemunho. É a obediência a um Deus santo e a fidelidade ao seu justo padrão em nosso viver diário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Precisamos acordar. O declínio é um lugar perigoso para ficarmos. Não podemos ser indiferentes. Não podemos continuar em nossa busca insensata por prazer e auto-satisfação. Somos chamados a lutar uma batalha espiritual e não poderemos ganhá-la apaziguando o inimigo. Uma igreja fraca precisa se tornar forte, e um mundo necessitado precisa ser confrontado com a mensagem da salvação; e talvez haja pouco tempo para isso. Como Paulo escreveu à igreja em Roma: “Já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz (Rm 13.11,12). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;J. F. McArthur Jr.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-115038872931425412?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/115038872931425412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=115038872931425412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115038872931425412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/115038872931425412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/eu-quero-religio-show_15.html' title='Eu Quero Religião Show'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-114986758431686862</id><published>2006-06-10T09:22:00.000-03:00</published><updated>2006-06-10T10:10:35.496-03:00</updated><title type='text'>Os Decretos Eternos de Deus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Há seguramente grandes princípios que sublinham e caracterizam todas as obras de Deus. Noutras palavras, antes de Deus criar o mundo e o homem, Ele ponderou, Ele intentou e determinou certas coisas. Daí, esta abordagem deve entrar neste ponto. Certas coisas foram decididas na mente e no conselho eternos de Deus, antes que Ele fizesse qualquer coisa no âmbito da Criação, e a impressão que tenho, portanto, é que esta é a seqüência obviamente cronológica (se podemos usar tal termo), certamente a seqüência obvia e lógica que deve ser seguida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ora, a descrição que é apresentada na Bíblia referente ao modo ou ao método de Deus operar consiste no que comumente se chama a doutrina dos decretos eternos de Deus. Essas são coisas que Deus determinou e ordenou antes que tivesse feito qualquer coisa. Ora, quero admitir muito francamente que estou chamando sua atenção outra vez para um tema extremamente difícil. Não peço desculpas por isso porque, como lhes mostrarei, esta não é uma questão de escolha. A obrigação de alguém, ao expor a Bíblia, é a de expor toda a Bíblia. Todavia admito que este é um tema muito difícil, e creio que é por isso que muitos dos livros não o incluem. Mas ele é tão escriturístico, que precisa ser encarado. É como a doutrina sobre a santíssima Trindade -em certo sentido, se acha além de nossas mentes. Entretanto, segundo vimos acerca dessa doutrina, não devemos evitá-la só pelo fato de ser difícil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para o encorajamento de vocês, contudo, creio poder prometer-lhes que algumas destas doutrinas primárias e preliminares são mais difíceis em razão de estarmos tratando com a mente do Eterno, e de estarmos, portanto, considerando&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;algo que se acha além do nosso finito entendimento e da apreensão de nossos débeis e ínfimos intelectos. De certo ponto de vista&lt;/span&gt;, as doutrinas do homem, da criação e da salvação são, necessariamente, muito mais fáceis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Mas", alguém poderá dizer, "em vista da dificuldade e inescrutabilidade dela, por que é preciso considerá-la? Por que não entramos diretamente nas doutrinas da Criação, do homem e da Queda? É nisso que estamos realmente interessados; é isso que queremos saber." Muito bem, é preciso que apresentemos algumas respostas a uma objeção como essa. Minha primeira razão para chamar sua atenção para esta doutrina, como já me expressei, é que ela se acha revelada na Bíblia; e diante desse fato, ela exige obviamente a nossa consideração e estudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Posso colocá-lo assim: não seria bastante surpreendente observar e considerar quão inclinados somos nós a ler apenas certas porções da Bíblia? Gostaria de saber se vocês lêem o nono capítulo da Epístola aos Romanos com tanta freqüência como lêem o oitavo. Se porventura vocês são daqueles que lêem a Bíblia a esmo, então não o fazem. Ora, não temos o direito de escolher e selecionar somente o que queremos da Bíblia. já concordamos que ela é a Palavra inspirada de Deus. Se creio nisso acerca da Bíblia, do começo ao fim, então devo levar em conta toda a minha Bíblia. O fato de haver porções que me deixam perplexo, não é motivo para afastar-me delas. Devo lê-Ia inteiramente, apegar-me a ela toda; devo tentar compreendê-la totalmente. E desde que esta eminente doutrina dos decretos de Deus está na Bíblia, então é minha obrigação estudá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eis outra razão - e creio que vocês concordarão comigo quando tivermos concluído: ela nos revelará inusitados aspectos da glória do próprio Deus. Ela nos oferecerá, por assim dizer, uma maior e mais excelente concepção de Deus, o que, por sua vez, promoverá nossa adoração a Deus. jamais me canso de dizer que a real dificuldade da evangelização moderna é que não empregamos tempo suficiente com a doutrina a respeito de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sentimo-nos tão interessados numa experiência subjetiva, e numa salvação subjetiva, que nos esquecemos desta doutrina do próprio Deus; e tal fato é responsável por muitos de nossos conflitos e problemas. Quanto mais conhecermos sobre Deus e Sua infinitude, tanto mais O adoraremos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outra razão, portanto, para considerarmos esta doutrina está no fato de que ela nos poupará de muitos erros. A maioria dos erros em que homens e mulheres têm caído ao longo dos séculos, e em muitas outras questões que se tem suscitado, tem sido em razão do fato de nunca terem chegado a compreender, como deviam compreender, o ensino da Bíblia no tocante aos decretos eternos de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E minha última razão para chamar sua atenção para ela é que, quanto a mim, não conheço nada que me transmite maior consolação do que esta doutrina particular. Não hesito em dizer que nada me transmite conforto mais Profundo do que saber que por trás de mim, ínfima criatura que sou, transitando por este mundo momentâneo, existe esta doutrina dos decretos eternos do próprio Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Muito bem, se essa é a razão por que a estamos considerando, então deixem-me dizer apenas uma palavra sobre como a consideraremos, e como tal coisa é tão importante. A primeira coisa que temos a fazer, quando estamos considerando esta doutrina, consiste em livrar-nos de nossos preconceitos e de todo e qualquer gênero de espírito partidário. Pelo termo "espírito partidário" quero dizer que todos nós somos inclinados a assumir certas posições e, inconscientemente, estamos às vezes muito mais preocupados em defender o que pensamos ser aquilo em que temos sempre crido, do que em descobrir a verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A outra forma negativa é que não devemos aproximar-nos deste tema filosoficamente. Sei que continuo falando sobre isso! A filosofia é uma grande maldição na esfera da fé cristã porque, por implicação, a filosofia é sempre algo que se inclina a entender todas as coisas como um todo. Esse é o intento da filosofia -avaliar tudo com a mente humana. Mas estamos agora tratando de algo para o qual a mente é completamente inadequada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Portanto, devemos compreender que, quando nos aproximamos deste tema, há aspectos dele que, por implicação, não conseguiremos entender.&lt;br /&gt;E então, positivamente, devemos aproximar-nos deste tema com humildade; devemos aproximar-nos dele com reverência; devemos aproximar-nos dele pela fé e com uma pronta admissão de nossas próprias limitações. Devemos aproximar-nos dele com uma mente aberta, buscando e inquirindo pelo ensino das Escrituras. Devemos achegar-nos num espírito infantil, prontos a receber o que nos é revelado, e prontos, devo acrescentar, a não fazer perguntas que vão além da revelação das Escrituras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aliás, estou cada vez mais convencido de que fé é a disposição de alguém submeter-se aos limites bíblicos. É a disposição de não fazer perguntas sobre coisas que não se acham reveladas nas Escrituras. Fé consiste em dizer: "Muito bem, levarei em conta tudo quanto é registrado na Bíblia, e não quero saber de nada mais além disso. Estou satisfeito com a revelação." Devemos aproximar-nos desta grande doutrina dessa forma.&lt;br /&gt;Acima de tudo, é preciso que compreendamos que há certas coisas que, com nossas mentes finitas, não seremos capazes de conciliar umas com as outras. Ora, estou tentando evitar o uso de termos técnicos o quanto posso, todavia aqui devo introduzir a palavra antinomia - não antimônio. O que é uma antinomia? E aquela posição em que nos são dadas duas verdades, as quais, por nós mesmos, não podemos conciliar. Há certas antinomias finais na Bíblia, e, como pessoas de fé, devemos estar dispostos a aceitar tal fato. Quando alguém diz: "Oh, mas você não pode conciliar esses dois", você deve prontamente dizer: "É verdade, não posso. Não presumo ser capaz de fazê-lo. Eu não sei. Só creio no que me é dito nas Escrituras."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, aproximamo-nos desta grande doutrina assim: à luz das coisas que já consideramos sobre o ser, a natureza e o caráter de Deus, esta doutrina dos decretos eternos deve ser deduzida como uma necessidade suprema e absoluta. Devido Deus ser quem é e o que Ele é, Ele tem de operar da maneira como Ele opera, Como temos visto, todas as doutrinas na Bíblia são consistentes umas com as outras, e quando estamos considerando alguma doutrina específica, devemos lembrar que ela deve ser sempre consistente com todas as demais. Portanto, quando decidimos estudar o que a Bíblia nos afirma sobre o modo como Deus age, devemos tomar cuidado para não dizermos algo que contradiga o que já afirmamos sobre Sua onisciência, Sua onipotência e todas as demais coisas, que juntos temos concordado estarem nas Escrituras.&lt;br /&gt;Ora, tendo dito tudo isso, permitam-me fazer uma afirmação positiva da doutrina e, a fim de torná-la clara, pô-la-ei na forma de uma série de princípios. O primeiro é que, desde a eternidade, Deus tem tido um plano imutável com referência às Suas criaturas. A Bíblia está constantemente fazendo uso de uma frase como esta: "Ames da fundação do mundo" (Vejam Ef. 1:4). Como o apóstolo Paulo disse sobre o nascimento de nosso Senhor: "Mas, vindo a plenitude dos tempos..." (GáI. 4:4).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Podemos colocá-lo em termos negativos: Deus jamais faz algo com indiferença. Nunca há algo incerto em Suas atividades. Poderia pô-lo ainda noutra forma: Deus jamais tem uma segunda reflexão. Lembrem-se de que já concordamos que Ele é onisciente e onipresente, que Ele conhece tudo desde o princípio ate o fim, Portanto Ele não pode ter uma segunda reflexão. Nada é acidental, casual, incerto ou fortuito. Deus tem um plano, um propósito definido sobre a criação, sobre os homens e as mulheres, sobre a salvação, sobre a vida neste mundo na sua totalidade, sobre o fim de tudo, sobre o destino final. Tudo o que Deus tem feito e causado é segundo o Seu próprio plano eterno, e esse é fixo, certo, imutável e absoluto. Essa é a primeira afirmação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A segunda consiste em que o plano de Deus compreende e determina todas as coisas e eventos, de toda espécie, que acontecem. Se vocês crêem que Deus determinou certos fins, então precisam crer que Ele determina tudo o que conduz a esses fins. Se crêem que Deus decidiu criar num dado ponto, que Ele decidiu que o fim do mundo, de acordo com o tempo, deve suceder num dado ponto, seguramente, se o fim é determinado, tudo o que conduz a esse fim deve ser também determinado; e vocês compreendem que há também uma espécie de interrelação entre todos os eventos e coisas que acontecem, e que todos estão se dirigindo para esse fim. Desse modo, a doutrina dos decretos eternos de Deus declara que todas as coisas são finalmente determinadas e decretadas por Ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por conseguinte, se tudo está determinado por Deus, devem-se incluir, necessariamente, as ações livres, as ações voluntárias de agentes livres e voluntários. Ora, essa é uma afirmação fundamental. Deixem-me fragmentá-la um pouco e apresentar-lhes a evidência escriturística. Com respeito ao sistema como um todo, isso é colocado muito claramente pelo apóstolo Paulo. Diz ele: "De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade" (E£ 1: 10,11). Com efeito, isso se aplica a todas as coisas. Paulo está falando ali do cosmo como um todo sendo unido em Cristo, e ele diz que Deus irá realizar isso dessa maneira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em seguida temos mais evidência escriturística a demonstrar que Deus, dessa maneira, governa, controla e determina os eventos que aparentam aos nossos olhos ser totalmente fortuitos. No livro de Provérbios, lemos: "A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda a sua disposição" (Prov. 16:33). Chamamos "sorte" uma questão de probabilidade e casualidade, não é verdade? Vocês "lançam" a sorte. Sim, diz essa passagem das Escrituras: "mas do Senhor procede toda a sua disposição". Também no Novo Testamento lemos que nosso Senhor diz: "Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai" (Mat. 10:29), Um pequeno pardal estatela-se morto e cai por terra. Acidente, diz você. Casualidade. Absolutamente, não! "Nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai." A vida de um pequeno pardal está nas mãos de Deus. Ele, porém, prossegue: "E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados"(v. 30). Há eventos que parecem ser totalmente acidentais, no entanto são controlados por Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, tomem nossas ações livres. Leiam Provérbios 2 1: 1: "Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina." O rei parece estar livre, porém Deus está controlando-o como controla os próprios rios. Efésios 2: 10 nos declara: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." E Filipenses 2:13 nos diz: "Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não obstante, chegamos a algo mais extraordinário e surpreendente: as Escrituras nos ensinam que até mesmo as ações pecaminosas estão nas mãos de Deus. Ouçam Pedro pregando no dia de Pentecoste, em Jerusalém: 'A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos" (Atos 2:23). Em seguida, Pedro o coloca nestes termos: "Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel" - prestem atenção - "para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer" (Atos 4:27,28). O terrível pecado daqueles homens fora determinado de antemão, pelo conselho de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Temos também um tremendo exemplo disso no livro de Gênesis, aquela famosa declaração de José a seus irmãos. José, rememorando os fatos de sua história, virou para seus irmãos e disse: "Assim não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus..." (Gên. 45:8). Do nosso ponto de vista, foram eles que o fizeram. Eles haviam agido perversamente, haviam feito algo muito ímpio, movidos por motivos mercenários e como resultado de sua própria inveja. "Mas", disse José, "não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus". Estas ações pecaminosas emanaram deste grande e eterno decreto de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ora, sejamos bem explícitos sobre isto. Em vista do qu&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;e já concordamos sobre a santidade de Deus, devemos uma vez mais dizer o seguinte: Deus não causa o mal em nenhum sentido, em nenhum grau. Deus não aprova o mal. Ele, porém, permite que os agentes perversos o realizem, e então o administra para Seus próprios fins sábios e santos.&lt;br /&gt;Ou avaliem-no assim, se o preferirem: o mesmo decreto de Deus que ordena a lei moral, que proíbe e pune o pecado, também permite sua ocorrência. Limita-o, porém, e determina o canal específico ao qual ele será restringido, bem como a finalidade exata para a qual ele será dirigido, e controla suas conseqüências para o bem. A Bíblia nos ensina isso claramente. Ouçam novamente aquele relato sobre José e seus irmãos em Gênesis 50:20. Disse José: "Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande." E creio que, em muitos aspectos, o exemplo mais chocante de todos se encontra na traição de Jesus por Judas: uma ação livre e voluntária, e no entanto um componente do grande e eterno propósito e plano de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Assim sendo, isso me conduz à minha terceira proposição geral, ou seja: todos os decretos de Deus são incondicionais e soberanos. Eles não dependem, em nenhum sentido, das ações humanas. Não são determinados por alguma coisa que a pessoa possa ou não fazer. Os decretos de Deus não são nem ainda determinados à luz do que Ele sabe que as pessoas irão fazer. Eles são absolutamente incondicionais. Não dependem de nada, a não ser da própria vontade e da própria santidade de Deus.&lt;br /&gt;Entretanto - quero deixar isto bem claro - não significa que não exista o que se chama causa e efeito na vida. Isso não significa que não exista o que se chama ações condicionais. Sim, existe aquilo a que se chama, na natureza e na vida, causa e efeito. O que a doutrina afirma, porém, é que cada causa e efeito, bem como as ações espontâneas, são componentes do decreto do próprio Deus. Ele determinou agir dessa maneira particular. Deus decretou que o fim que Ele tem em vista será cumprido, certa e inevitavelmente, e que nada poderá impedi-lo nem frustrá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me apresentar-lhes agora a minha evidência para tudo isso. Tomem a profecia de Daniel: "E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: que fazes?" (Dan. 4:35). Nada pode impedir a mão de Deus, nem mesmo questioná-Ia. Ou então ouçam a nosso Senhor afirmar este mesmo fato em Mateus 11:25,26: "Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim te aprouve." Por que Deus tem escondido estas coisas aos "sábios e entendidos" e as revelado aos "pequeninos"? Só existe uma resposta - "porque assim te aprouve", porque assim pareceu bem aos Seus olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo também afirma a mesma coisa: "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade" (Ef. 1:5). Recomendo-lhes um cuidadoso estudo da primeira metade do primeiro capítulo da Epístola aos Efésios. Atentem bem para tudo o que ela diz, e saberão que tudo o que Deus tem feito é sempre "segundo o beneplácito de Sua vontade". Nada mais, absolutamente. E inteiramente pela graça.&lt;br /&gt;Mas, naturalmente, vocês encontrarão esta doutrina afirmada ainda mais claramente naquele grande e poderoso capítulo nove da Epístola aos Romanos. Desejo, neste momento, enfatizar especialmente o versículo 11. Vocês descobrirão que ele é um versículo entre parênteses; porém, que grandioso versículo! Que declaração! "Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama)." O argumento de Paulo consiste em que Deus decretara que o mais velho servisse ao mais jovem, porque, mesmo antes que houvessem nascido, Ele havia dito: 'Amei Jacó, e aborreci Esaú" (v. 13).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Por que", vocês perguntam, "Deus amou Jacó, porém odiou Esaú? Foi em razão do que eles fizeram?" Não. Antes que nascessem, antes mesmo que fossem concebidos, Deus escolheu Jacó e não Esaú. Não tinha nada a ver com suas obras, em sentido algum.&lt;br /&gt;O propósito de Deus é incondicional e absolutamente soberano. Ouçam a Paulo dizer novamente: "Que diremos, pois? que há injustiça da parte de Deus? de maneira nenhuma" (Rom. 9:14). Que Deus os livre de chegarem a tal conclusão! E impossível -&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Pois diz a Moisés: compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer." (Rom. 9:15-18)&lt;br /&gt;Deixem-me apresentar o quarto princípio, o qual é que: os decretos de Deus são eficazes. Ora, isso, naturalmente, se deduz necessariamente. Visto que Deus é um Senhor soberano, em virtude de Sua onipotência e de Sua grandeza, Seus propósitos jamais podem fracassar. O que Deus determina e decreta, infalivelmente devera ser cumprido. Nada pode impedi-lo. Nada pode frustrá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E isso me traz ao quinto princípio: os decretos de Deus são em todos os aspectos perfeitamente consistentes com Sua própria natureza muitíssimo sábia, benevolente e santa. Creio que não é necessário que eu argumente tal fato. Noutras palavras, não existe contradição em Deus. Nem pode haver. Deus é perfeito, como temos visto, e Ele C absoluto, e tudo quanto estou expressando agora se entrosa perfeitamente com tudo quanto já consideramos antecipadamente. Conforme já os adverti na introdução, vocês e eu, aqui na terra, com nossas mentes finitas e pecaminosas, somos confrontados com um problema. Ei-lo: por que Deus decretou permitir o pecado? E há somente uma resposta a essa pergunta: simplesmente não sabemos. Sabemos que Ele decretou permitir o pecado, do contrário o pecado jamais teria acontecido. Por quê, não sabemos. Eis aqui um problema insolúvel. Veremos, porem, tudo claramente quando estivermos na glória e face a face com Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De duas coisas podemos estar certos e devemos sempre asseverar: primeira, Deus jamais é a causa do pecado. Em Habacuque 1: 13, vocês encontrarão expresso: "Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal." Tiago diz: "... Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta'(Tiago 1: 13). Segunda, o propósito de Deus é, em todas as coisas, perfeitamente consistente com a natureza e o modo de agir de Suas criaturas. Noutras palavras, ainda que não possamos conciliá-lo, há uma conciliação final. Os decretos de Deus não negam a existência de agentes livres. Tudo o que sabemos é isto: ainda que Deus concedeu esta liberdade, Ele, não obstante, a tudo governa a fim de que Seus fins determinados possam ser concretizados.&lt;br /&gt;Como pode Deus decretar tudo e ainda manter-nos responsáveis pelo que fazemos? Eis a resposta:&lt;br /&gt;"Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: porque me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou" (Rom. 9:20-23).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Mas", talvez vocês perguntem, "como você concilia estas duas coisas?"&lt;br /&gt;Respondo: não posso. Sei que a Bíblia me afirma as duas coisas: que o homem, em certo sentido, é um agente livre, e, em contrapartida, que os decretos eternos de Deus governam todas as coisas.&lt;br /&gt;Em seguida, devo apresentar minha última proposição, ou seja, a salvação dos homens e das mulheres e dos anjos e alguns deles em particular foi determinada por Deus antes da fundação do mundo. Isso Ele faz inteiramente de acordo com o Seu beneplácito e de Sua graça. Devo remetê-los novamente a Mateus 11:25,26. E em João 6:37, lemos: "Todo aquele que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." E no versículo 44 nosso Senhor diz: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer." Em Atos 13:48, leio o seguinte: "e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna."&lt;br /&gt;Em 2 Tessalonicenses 2:13, vocês encontram: "Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade." Em seguida, em sua carta a Timóteo, Paulo diz: "Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos" (2 Tim. 1:9).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Especialmente, porém, gostaria de enfatizar novamente aquela grande afirmação, a qual já citei, de Romanos 9:20-23. O apóstolo Paulo, pregando esta grande doutrina dos decretos eternos de Deus, imagina alguém em Roma dirigindo-lhe uma pergunta e dizendo: eu não entendo isso. A mim soa contraditório, injusto. Se o que você me diz sobre estes decretos é verdadeiro, então a impressão que fica é que Deus é injusto. O questionador diz a Paulo: "Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem resiste à sua vontade?" (Rom. 9:19).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E a réplica de Paulo é: "Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou)"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eis aí a resposta do apóstolo. Eis aí a resposta das Escrituras. Eis aí, portanto, a resposta de Deus, a nós e por nós, enquanto estamos neste mundo passageiro. Ela se acha além de nós. Não podemos apreender o supremo funcionamento da mente de Deus. Não adianta perguntar: por que isso? e, por que aquilo? Por que Deus levantou Faraó? Por que Ele escolheu Jacó e não Esaú? Por que Ele nos castiga, se todas as coisas estão determinadas e decretadas? A resposta é: "Mas, ó homem, quem és tu?" Vocês estão opondo sua própria mente contra a de Deus. Estão ignorando quão ínfimos vocês são, quão finitos vocês são, quão pecaminosos em resultado da Queda. Vocês têm que abrir mão do entendimento até chegarem à glória. Tudo o que vocês têm a fazer aqui, no momento, é crer que Deus é sempre consistente conSigo mesmo, e aceitar o que Ele explícita e abertamente nos revelou sobre Seus decretos eternos, sobre o que Ele determinou e decidiu antes mesmo que criasse o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E, acima de tudo, compreendam que, se vocês são filhos de Deus, é em razão de Deus o ter determinado, e o que Ele determinou a seu respeito é indiscutível, seguro e certo. Nada e ninguém pode jamais tirá-los de Suas mãos, nem tampouco levá-1O a renunciar Seu propósito com relação a vocês. A doutrina dos decretos eternos de Deus existiu antes da fundação do mundo. Ele me conheceu. Conheceu a vocês. E os nossos nomes foram escritos no "livro da vida do Cordeiro" antes mesmo que o mundo fosse criado, antes mesmo que vocês e eu, ou algum outro, entrássemos nele.&lt;br /&gt;Curvemo-nos diante de Sua Majestade. Humilhemo-nos em Sua augusta presença. Submetamo-nos à revelação que Ele tão graciosamente Se agradou em nos comunicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;M. Lloyd-Jones&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-114986758431686862?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/114986758431686862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=114986758431686862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/114986758431686862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/114986758431686862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/os-decretos-eternos-de-deus.html' title='Os Decretos Eternos de Deus'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-114986675137801371</id><published>2006-06-10T09:10:00.000-03:00</published><updated>2006-06-10T09:25:02.546-03:00</updated><title type='text'>Tentando Agradar a Homens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Aqueles que estão no Ministério logo descobrem que podem conseguir grandes e amigáveis respostas as suas pregações, quando tentam agradar aos homens e mulheres de suas congregações. &lt;strong&gt;A. W. Tozer&lt;/strong&gt; disse: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Nós que testemunhamos e proclamamos o Evangelho, não podemos pensar de nós mesmos como relações públicas enviados para estabelecer a boa vontade entre Cristo e o mundo".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;O número de pregadores, evangelistas, e missionários que falam prioritariamente para agradar as pessoas tem aumentado diariamente. Esta prática, no entanto, está cheia de perigos.&lt;br /&gt;O perigo vem quando este esforço de agradar a homens e mulheres os leva a fazerem uma escolha errada: amando&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "a aprovação dos homens ao invés da aprovação de Deus" ( Jo 12:43).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; E quando fazem esta escolha errada, correm o risco de desagradarem a Deus.&lt;br /&gt;Em meu julgamento, isto acontece porque eles acreditam que, fazendo assim, irão conseguir encher suas Igrejas mais rápido. Mas, norteando-se pelo que suas audiências desejam ouvir, eles serão obrigados a fazer mudanças que certamente hão de devastar seus ministérios.&lt;br /&gt;A Bíblia sempre adverte os ministros com relação a agradar a homens, e os perigos que envolvem os que assim fazem. Você pode prevenir ou vencer estes problemas em seu ministério, identificando e evitando estes perigos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Esteja alerta em não estabelecer objetivos errados.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1. Buscando respeito&lt;/strong&gt; - Freqüentemente o desejo do pastor de ganhar o respeito e a amizade do povo de sua Igreja ou comunidade&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt; é o começo de um ministério que pode desagradar a Deus. Tendo estabelecido estes objetivos, ele terá que diluir a sã doutrina que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio.&lt;br /&gt;Por exemplo, para agradar aos incrédulos, ele terá que ter em consideração o que eles gostam e o que não gostam. Isto é perigoso porque a Bíblia diz que eles amam o pecado e odeiam a justiça. Eles não têm interesse em um Deus que os chamará a prestar contas do que têm feito com a vida que Ele Lhes deu.&lt;br /&gt;A fim de ganhar o respeito deles e sua amizade, o pastor terá que apelar à razão humana, emoções e experiência. Isto significa que ele terá de dar um " bypass" na autoridade da Bíblia. O pecador deseja um Deus que ele possa manipular e com o qual possa sentir-se confortável. A fim de agradá-los, o pastor não poderá pregar sobre o infinito, imutável e santo Deus da Bíblia.&lt;br /&gt;Esta é a razão por que muitas Igrejas e missões cujas doutrinas são centradas no homem, têm mudado o conceito bíblico de Deus num deus limitado, mutável e imperfeito. Deus, dizem eles, está caminhando para uma maturação ou em processo de crescimento da mesma forma como os homens estão. Esta visão, logicamente, leva a condenar a doutrina do pecado original, a necessidade de expiação, justiça imputada e a credibilidade de Deus e Sua Palavra.&lt;br /&gt;Em seu livro Batalha dos Deuses, Dr. Robert A. Morey transcreve Alan Gomes, instrutor de teologia histórica do Talbot Schoolof Theology, quando diz que estes falsos conceitos tem penetrado em grupos como Jovens Com uma Missão. Diz Morey, "Gomes cuidadosamente documenta que líderes da JOCUM, tais como Roy Elseth e Gordon Olson ensinam que Deus pode pecar, que não conhece o futuro, não está operando Seu plano no mundo, que Ele não guarda a Sua Palavra e nem cumpre as Suas promessas" (pp. 13-14).&lt;br /&gt;É evidente, que os crentes modernos são como muitos descrentes. Não estão dispostos a ficar para ouvir sermões sobre todo o conselho de Deus. O seu estilo de vida superficial os faz sentirem-se desconfortáveis diante do ensino que expõe seus deslizes e hipocrisias, além de mostrar suas tagarelices como tão malignas como fornicação e assassinato. Eles não podem tolerar um Evangelho que ordena a crentes, salvos pela Graça, a negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e a seguirem a Cristo por um caminho estreito.&lt;br /&gt;Para ganhar o respeito e a amizade deles, o pastor tem que adocicar a doutrina do Evangelho de Cristo. Ele tem que transformá-lo num evangelho centrado no homem de "milagres , curas e riquezas" do "poder do pensamento positivo" e da "mente que domina a matéria". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;2. Buscando decisões fáceis&lt;/strong&gt; - Um pastor irá tentar procurar agradar homens e mulheres, quando pensa que seu poder de persuasão pode produzir um regular crescimento de novos convertidos. Isto é como usurpar a ação divina que envia o Seu Espirito para operar, por meio de um avivamento, o aumento expressivo dos crentes através de genuínas conversões a Cristo. Se um pastor não pode esperar pelo tempo de Deus em matéria de avivamento, e deseja obter muitas "decisões fáceis para Cristo", ele terá que apresentar conversões a Cristo através de processos espúrios, que não requerem nada mais que uma mera decisão, sem contemplar as verdadeiras implicações do que significa seguir a Jesus.&lt;br /&gt;Assim, se ele quer estas decisões fáceis, não poderá enfatizar todas as verdades do Evangelho bíblico. Não terá coragem de dizer que Deus chama crentes para sofrer, que fé sem verdadeiro arrependimento não é fé, que um pecador não poderá ser salvo a menos que confesse Jesus Cristo como seu Senhor, que fé sem obediência é uma fé fingida. Você não encontrará "decisionismo" entre pessoas que sabem que Deus ordena a todos os crentes a "seguirem a santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor" (Heb. 12:l4).&lt;br /&gt;O pastor que desejar conversões fáceis terá que fazer o Evangelho atrativo para o homem natural, algo que ele possa gostar neste mundo. Muitos que professam sua fé em Jesus Cristo hoje não mostram nenhuma mudança na sua maneira de viver, porque pregadores, evangelistas e missionários, querem diluir a mensagem a fim de alcançar resultados. Ávidos por registrarem uma estatística de muitas decisões por Cristo, eles têm-se afastado do que requer a Palavra de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;3. Buscando grandes audiências&lt;/strong&gt; - Um dos maiores problemas do Cristianismo hoje é o grande número de pessoas não convertidas figurando como membros de Igreja. Se um pastor busca o aumento do número de membros de sua Igreja como seu alvo principal, ele terá que utilizar algumas das técnicas de promooção que os grandes centros de entretenimentos usam, a fim de atrair pessoas. Alguns fazem disputas de Escolas Dominicais entre Igrejas. Outros oferecem prêmios para que as pessoas venham aos cultos. Eu ouvi de uma Igreja que escondia notas de dez dólares debaixo do assento do ônibus da Igreja, a fim de atrair as crianças e estimulá-las a virem à Igreja. Usam ainda jantares especiais, shows modernos, e outras formas de entretenimento. Eu não encontro esse tipo de "esperteza" no Novo Testamento. As pessoas que acorriam às reuniões da Igreja primitiva, não esperavam outra coisa exceto perseguição. Crer em Cristo, no tempo apostólico, eqüivalia a assinar sua própria sentença de morte.&lt;br /&gt;Com a diluição da sã doutrina, e a acomodação do Evangelho ao que as pessoas querem, não é de admirar que muitas Igrejas estejam cheias de crentes não salvos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;4. Buscando fugir da controvérsia&lt;/strong&gt; - Os ministros tentam agradar a homens, procurando fugir da controvérsia. Numa conversa que eu tive com um líder batista canadense, ele descreveu um pastor amigo como um "causador de problemas". Quando eu pedi que me explicasse como um homem de Deus podia ser classificado como um causador de problemas, ele disse.. "ele sempre trás à tona questões de controvérsia".&lt;br /&gt;Como alguém pode pregar o Evangelho e evitar questões de controvérsia? Há um grande conflito entre Deus e os homens, entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal. Se um pastor deseja evitar toda controvérsia, ele precisa jogar fora sua Bíblia e dar ao povo uma dieta de sermões adocicados, designados a agradar ao homem natural.&lt;br /&gt;"Eu prego um evangelho positivo!" disse um pastor e "procuro ficar longe de assuntos polêmicos".&lt;br /&gt;Quando perguntado que assuntos polêmicos ele evitava, então respondeu: soberania de Deus, eleição incondicional, expiação limitada e aquelas doutrinas que fazem diferença entre as denominações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Cuidado para não perder a aceitação do Senhor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Alguns pastores vêem o agradar aos homens como o aspecto mais importante de seus ministérios. Um pastor costumava ir constantemente aos membros de sua igreja, para perguntar o que eles estavam achando de sua pregação. Ele estava tão ansioso em agradar as pessoas, que ele queria saber se eles estavam gostando de seus sermões. Quando alguém, com sinceridade, mostrava falhas na sua pregação, ele não podia suportar. Então resignado, deixava o local do culto sem sequer dar uma palavra de despedida aos membros. Há muita imaturidade emocional entre aqueles que fazem do agradar a homens e mulheres a prioridade em seus ministérios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;1. Critério exclusivo -&lt;/strong&gt; Eu duvido que essa espécie de pregador seja aceito diante de Deus. Paulo disse que tinha por muita pouca coisa o ser julgado em seu ministério pelo homens. "O único que me examina" disse ele, "é o Senhor" (l Cor. 4..4). Devemos usar como meio de avaliação do ministério e conduta dos homens somente a Palavra de Deus. De outra forma como saberemos que um pastor tem a aprovação de Deus quanto ao seu ministério? Não é da aprovação dos homens que o pastor necessita, mas sim da aprovação de Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;2. Trabalhando em vão&lt;/strong&gt; - Aqueles que fazem como seu alvo principal agradar a homens enveredam pelo caminho de fazer com que seus cultos agradem a todos. As pessoas acorrem para as suas reuniões a fim de serem entretidas pelo humor dos púlpitos e estórias engraçadas. Eles vêm porque esperam ver diversão, apresentações dramáticas, ventríloquos, celebridades, heróis esportistas, personalidades da televisão e as últimas novidades da música "gospel".&lt;br /&gt;A congregação do pastor que guia seu ministério por tais métodos de entretenimento, pode vê-los como ministros poderosos e populares. Porém, tendo assumido esta posição de tentar agradar as pessoas, eles estarão inevitavelmente na condição de não aceitos por Deus.&lt;br /&gt;O primeiro objetivo deles deveria ser agradar a Deus, manifestando a Sua glória. E a não ser que Deus os aceite com o servos, todo o seu trabalho terá sido em vão. Tudo que eles fazem, como orações, estudo bíblico, preparação de sermões, pregação, visitação, testemunho e aconselhamento, será vazio da presença, do poder e da bênção do Senhor.&lt;br /&gt;Fico pensando quantos pastores e ministros têm sempre na mente que terão que prestar contas diante do trono de Cristo? Quantos deles estão realmente apercebidos do alto nível de responsabilidade que têm, não diante dos homens, mas diante de Deus? Quantos se sentiriam confortáveis com a declaração que o apóstolo faz: "E por isso que também nos esforçamos quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (2 Cor. 5:9-10). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;3. Consciência de Deus&lt;/strong&gt; - Quando um pastor tenta agradar a homens, ele pode deixar de ter consciência de Deus. É muito fácil num ministério popular, procurando agradar as pessoas, alcançar tal sucesso quer resulte num esquecimento da onipresença de Deus. A não ser que um pastor esteja acuradamente cônscio da presença de Deus e O coloca sempre em primeiro lugar em todos os aspectos do seu ministério e vida, ele acabará adotando um estilo fútil de raciocínio e procedimento.&lt;br /&gt;Por exemplo, ele poderá pensar que é mais importante obter direção da parte dos homens que ele está tentando agradar do que da parte de Deus e Sua Palavra. Eu não mencionaria isto se não tivesse visto e ouvido ministros colocarem a opinião de homens a frente da Palavra de Deus. Como é diferente esse tipo de raciocínio dos apóstolos!&lt;br /&gt;Confrontados por homens que tentaram forçá-los a fazer sua vontade no ministério, os apóstolos não pensaram, "qual é a melhor coisa a fazer então?" ou "quais serão as conseqüências se nos opuser-mos à vontade deles? "Ao contrário, eles responderam e disseram-lhes: "Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus" (At. 4:19). Pouco depois, quando foram ordenados pelos mesmos homens e autoridades a pararem de pregar, eles de novo os enfrentaram: "importa antes obedecer a Deus que aos homens" (At. 5:29). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;4. Os testes de Deus&lt;/strong&gt; - Quando alguém estabelece um ministério que desagrada a Deus por tentar agradar a homens, certamente ele se esqueceu que Deus testa seus servos. Não há parte em nosso ministério ou vida onde possamos deixar de lado os interesses de Deus e escaparmos impunes. Deus testa as razões que o Seu povo dá em fazerem o que estão fazendo. Especialmente isso é verdade para aqueles que estão no ministério de Sua Igreja. Paulo, o apóstolo, disse que ele e seus companheiros apóstolos firmaram o propósito de falar ao homens e mulheres, não para lhes agradar, mas para agradar a Deus. E a razão que ele dá é que ele sabia que Deus estava constantemente checando suas motivações.&lt;br /&gt;"Nós falamos" dizia ele, "não como quem agrada a homens, mas a Deus que examina nossos corações" (1 Ts. 2:4). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;5. Abandonados por Deus&lt;/strong&gt; - Curvando-se aos gostos e desprazeres dos homens; pode um pastor tornar-se um abandonado de Deus. Se ele se esforça por agradar a homens e mulheres do mundo; por exemplo; ele pode achar-se, ele mesmo, tão amigo e identificado com eles que chega a ser um com eles. O homem de Deus não pode ter esse tipo, de mistura com as pessoas do mundo, porque a separação do mundo é a marca do verdadeiro ministro de Cristo. "Não sabeis" pergunta Tiago, "que a amizade com o mundo se constitui em inimizade contra Deus?" (Tg. 4:4).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Cuidado para não esquecer que você está numa posição de confiança&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Buscando popularidade com as pessoas, pode o pastor esquecer-se que Deus lhe confiou um grande tesouro, o Seu Evangelho da Graça. Em seu ministério apostólico, Paulo nunca se esqueceu de seu senso pessoal de mordomia. Ele repreendeu aqueles cristãos que procuravam seus líderes de acordo com sua popularidade. As pessoas deveriam julgar um ministro, ele disse, pela sua consciência de despenseiro, que vê como sua principal responsabilidade o ser fiel a Deus e Sua Palavra. (I Cor. 4:1-2) Ele também disse que Deus foi condescendente com os homens em permitir que fossem ministros. "Nós fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar Ele o Evangelho... " (1 Ts. 2:4). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;1. Hipocrisia e falta de sinceridade&lt;/strong&gt; - Os ministros de Deus deveriam ser como Moisés que "permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível"(Heb. 11:27). Seus olhos da fé deveriam estar sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo. Quando eles rejeitam esta forma de visão espiritual e começam a olhar para o que é aprazível ao homem, eles caem no mal contra o qual Paulo os adverte na sua carta aos Efésios.&lt;br /&gt;Após falar sobre obediência aos pais e mestres, ele diz que tal obediência deve ser prestada "Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus" (Ef.6:6). Isto também se aplica ao ministro. Um pastor não deveria buscar o olhar de aprovação do povo a quem serve. Isto é tentar fazer seu trabalho "servindo a vista, como para agradar a homens".&lt;br /&gt;Sua motivação nunca deveria ser o "ser visto" ou o "agradar a homens". Como servo de Cristo, ele deveria buscar com sinceridade fazer "de coração a vontade de Deus". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;2. Edificação e Lucro&lt;/strong&gt; - As epístolas do Novo Testamento têm muito que ensinar sobre a construção do caráter. Os apóstolos fazem do cultivo do caráter interior do homem ou a construção do caráter cristão a coisa mais importante, e é nisso que eles gastam a maior parte de suas pregações e escritos. As únicas razões legítimas e permitidas por eles para agradar aos homens eram a salvação de pecadores, o cultivo da alma e o desenvolvimento da personalidade de Cristo neles. Quando um pastor busca agradar a homens por qualquer outro propósito, ele trai sua confiança e falha em alimentar e guardar o rebanho de Deus.&lt;br /&gt;"Portanto cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação"(Rom.15 :2).&lt;br /&gt;Em seu trabalho evangelístico, os apóstolos também procuraram agradar aos homens para que os mesmos fossem beneficiados e, se possível até se convertessem a Cristo. Em outras palavras no intento de lhes fazer o bem é que se pode compreender essa atitude deles. Eles não faziam nada para alimentar os desejos mundanos dos incrédulos. Ao contrário, os apóstolos procuraram o proveito de todas as pessoas, sem prejuízo de quem quer que fosse, quer judeus, pagãos ou cristãos. Paulo explica isto desta maneira:&lt;br /&gt;"Assim como também eu procurei em tudo ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse mas o de muitos para que sejam salvos" (1 Cor.10:33). Mais tarde ele escreve, "Há muito pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação " (2 Co: 12:19).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Cuidado para não perder o senso bíblico dos valores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Os ministros do Novo Testamento sentiam que, se eles tentassem agradar a homens, eles não poderiam mais ser considerados servos de Cristo. Um pastor não pode esperar a sustentação divina em seu ministério, se ele não estiver mais qualificado como servo do Senhor Jesus Cristo. Como Esaú, ele trocou uma grande herança por um ganho temporário. Ele vendeu o dia por causa de uma hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;1. Cristo, o Modelo&lt;/strong&gt; - Tão logo um pastor começa a agradar às pessoas, ele perde sua ligação com o ministério de Cristo. Ele esquece que o Filho de Deus é o modelo para o seu ministério e falha em seguir o Seu exemplo. Mateus diz que mesmo os inimigos de Cristo, embora falassem com sarcasmo, sabiam que Ele não procurava agradar a homens, mas ensinava as verdades de Deus, arcando com as conseqüências.&lt;br /&gt;"E enviaram-Ihe discípulos juntamente com os herodianos para dizer-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te importares com , quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens " (Mat. 22:16). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;2. Perder a Visão&lt;/strong&gt; - Quando um pastor desagrada a Deus por tentar agradar a homens, ele pode se esquecer de que não pertence a si mesmo, pois foi comprado com preço. Pregando um Evangelho voltado para resultados e centrado no homem, pode ser levado para longe de Deus e Sua Verdade Eterna, e pode ainda diminuir sua percepção do valor de sua própria redenção. Como o homem que falha em acrescentar elementos do caráter cristão à sua fé, ele irá perder tanto sua visão escatológica como histórica.&lt;br /&gt;Tal homem, diz Pedro, "...é cego, vendo só o que está perto (isto é cegueira escatológica), esquecido da purificação dos seus pecados de outrora (isto é cegueira histórica) " (2 Pedro 1:9). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;3. Comparação de Valores&lt;/strong&gt; - Agradar aos homens constantemente pode alterar a habilidade de um ministro de fazer de um modo correto uma comparação de valores. Paulo apresenta a redenção como uma grande razão para que nós a apresentemos diante dos homens.&lt;br /&gt;"Por preço fostes comprados; não s vos torneis escravos dos homens " (1 Cor.7:23). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;4. Alterando a Mensagem&lt;/strong&gt; - Satisfazendo o interesse dos homens e mulheres, muitos ministros tem mudado a mensagem que Cristo lhes ordenou que pregassem. Receosos de receberem a desaprovação dos incrédulos e cristãos mundanos, eles dizem, com efeito, "Nós não nos atrevemos a dizer nada que lhes desagrade".&lt;br /&gt;Que diferença dos apóstolos! Diante do mais alto tribunal de Jerusalém, enfrentando a ameaça de punição e mesmo a morte, eles confrontaram seus opositores com coragem e disseram, "Pois não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido " (At.4:20).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;George M. Bowman&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26633451-114986675137801371?l=josemarartigos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josemarartigos.blogspot.com/feeds/114986675137801371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26633451&amp;postID=114986675137801371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/114986675137801371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26633451/posts/default/114986675137801371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josemarartigos.blogspot.com/2006/06/tentando-agradar-homens.html' title='Tentando Agradar a Homens'/><author><name>Josemar Bessa</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-HqgMeCE4_Ow/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABbQ/-D59f2ROQYU/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26633451.post-114985828704713560</id><published>2006-06-09T10:38:00.000-03:00</published><updated>2006-06-09T10:49:03.793-03:00</updated><title type='text'>A Pessoa Total - Dicotomia ou Tricotomia??</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Um dos aspectos mais importantes da visão &lt;strong&gt;cristã do homem&lt;/strong&gt; é a de que devemos vê-lo em sua unidade, como uma pessoa total. Os seres humanos têm sido imaginados como consistindo de partes separadas e, algumas vezes, de partes distintas, que são, dessa forma, abstraídas da totalidade. Assim, nos círculos cristãos, tem sido crido do homem como consistindo tanto de &lt;em&gt;“corpo”&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;“alma”&lt;/em&gt; como de &lt;em&gt;“corpo”, “alma” e “espírito”.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Tanto os cientistas seculares como os teólogos cristãos, contudo, estão reconhecendo gradativamente que tal entendimento dos seres humanos está errado, e que o homem deve ser visto como uma unidade. Visto que nossa preocupação é com a doutrina cristã do homem, devemos dar uma nova olhada para o ensino bíblico a respeito dos seres humanos, para ver se de fato isto é assim.&lt;br /&gt;O que devemos observar primeiro de tudo é que a Bíblia não descreve o homem cientificamente; na verdade,&lt;br /&gt;o julgamento (dos teólogos) é que a Bíblia não nos dá nenhum ensino científico a respeito do homem, nenhuma &lt;em&gt;“antropologia”&lt;/em&gt; que deveria ou poderia estar em competição com uma investigação científica do homem nos vários aspectos de sua existência ou com a antropologia filosófica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Além disso, a Bíblia não usa uma linguagem científica exata. Ela usa termos como alma, espírito e coração mais ou menos indistintamente. Isto é por causa das partes do corpo que são tidas, não primariamente do ponto de vista de suas diferenças ou de suas inter-relações com outras partes, mas como significando ou enfatizando os diferentes aspectos do homem total em relação a Deus. Do ponto de vista da&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt; psicologia analítica e da fisiologia, o uso do Antigo Testamento é caótico: ele é o pesadelo do anatomista quando qualquer parte pode ser entendida como sendo a totalidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Portanto, não é impossível construir uma psicologia bíblica exata e científica. Alguns têm tentado fazer isso. Um dos mais notáveis nessa tarefa é &lt;strong&gt;Franz Delitzsch&lt;/strong&gt;, cujo livro &lt;strong&gt;&lt;em&gt;System of Biblical Psychology&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; foi originalmente publicado em 1855. Mas mesmo Delitzsch teve que admitir que &lt;em&gt;“a Escritura não é um livro escolástico [or didática] de ciência” &lt;/em&gt;e que &lt;em&gt;“é verdade que em assuntos psicológicos, assim tão pouco quanto em assuntos éticos ou dogmáticos, a Escritura abrange (ou contém) qualquer sistema proposto na linguagem das escolas”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em 1920, o teólogo holandês &lt;strong&gt;Herman Bavinck&lt;/strong&gt; escreveu um livro entitulado Biblical and Religious Psychology (Psicologia Bíblica e Religiosa). Semelhantemente a Delitzsch, ele admitiu que :&lt;br /&gt;[a Bíblia] não nos fornece uma psicologia popular ou científica mais do que ela nos proporciona uma narrativa [schets] da história, geografia, astronomia ou agricultura...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Mesmo se alguém desejasse tentar, seria impossível retirar da Bíblia uma&lt;/span&gt; psicologia que pudesse satisfazer as nossas necessidades. Porque não somente seria impossível ter uma narrativa completa de todos os vários dados, mas também as palavras que a Bíblia usa, tais como espírito, alma, coração e mente, foram emprestadas da linguagem popular dos judeus daqueles dias, ordinariamente possuindo um conteúdo diferente daquele que associamos com esses termos, e nem sempre usados no mesmo sentido. As Escrituras nunca usam conceitos abstratos e filosóficos, mas sempre falam a rica linguagem do dia a dia.&lt;br /&gt;Embora não derivemos uma antropologia ou psicologia científica exata da Bíblia, podemos aprender da Escritura muitas verdades importantes a respeito do homem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Deveríamos nos lembrar novamente que a coisa mais importante que a Bíblia diz a respeito do homem é que ele está inescapavelmente relacionado a Deus. &lt;strong&gt;Berkouwer&lt;/strong&gt; coloca este assunto da seguinte maneira: &lt;em&gt;“Podemos dizer sem medo de contradição que a coisa mais notável no retrato bíblico do homem repousa nisto: que nunca chama a atenção para o homem em si mesmo, mas exige a nossa atenção mais plena para o homem em sua relação com Deus.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Podemos acrescentar que a Bíblia também dirige nossa atenção para o homem à medida em que ele se relaciona com os outros seres humanos e com a criação. Em outras palavras, as Escrituras não estão primariamente interessadas nas&lt;strong&gt; “partes”&lt;/strong&gt; constituintes do homem ou na sua estrutura psicológica, mas nos relacionamentos que ele mantém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tricotomia ou Dicotomia?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Vez por outra, entretanto, tem sido sugerido que o homem deveria ser entendido como consistindo de certas &lt;em&gt;“partes”&lt;/em&gt; especificamente distintas. Um desses entendimentos é usualmente conhecido como tricotomia — a idéia que, segundo a Bíblia, o homem consiste de corpo, alma e espírito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Um dos proponentes mais antigos da tricotomia, como vimos, é Irineu, que ensinava que enquanto os incrédulos possuiam somente almas e corpos, os crentes adquiriam espíritos adicionais, que eram criados pelo Espírito Santo. Um outro teólogo que usualmente está associado com a tricotomia é &lt;strong&gt;Apolinário de Laodicéa&lt;/strong&gt;, que viveu de 310 a aproximadamente 390 AD. A maioria dos intérpretes atribuem a ele a idéia de que o homem consiste de corpo, alma e espírito ou mente (pneuma ou nous), e que o Logos ou a natureza divina de Cristo tomou o lugar do espírito humano na natureza humana que Cristo assumiu. &lt;strong&gt;Berkouwer&lt;/strong&gt;, contudo, assinala que Apolinário desenvolveu primeiro a sua cristologia errônea em um contexto de dicotomia. Mas J. N. D. Kelly diz que é uma questão de importância secundária se Apolinário era um dicotomista ou tricotomista.&lt;br /&gt;A tricotomia foi ensinada no século XIX por Franz Delitzsch, J. B. Heard, J. T. Beck, e G. F. Oehler. Mais recentemente tem sido defendido por escritores como&lt;strong&gt; Watchman Nee&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Charles R. Solomon&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;que afirma que através do seu corpo, o homem relaciona-se com o ambiente, através de sua alma com os outros, e do seu espírito com Deus&lt;/em&gt;), e Bill Gothard. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;É interessante observar que a tricotomia é também defendida na antiga e na nova Scofield Reference Bible. A despeito deste apoio, devemos rejeitar a visão tricotomista da natureza humana.&lt;br /&gt;Primeiro, ela deve ser rejeitada porque ela parece fazer violência à unidade do homem. A palavra em si mesma sugere que o homem pode ser separado e
